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Depois de 43 dias e 134 mortes, Grande ABC zera fila por leitos

Nario Barbosa/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Fase emergencial do Plano São Paulo e megaferiado fazem ocupação despencar nas sete cidades


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

20/04/2021 | 21:23


Depois de 43 dias com pacientes infectados pelo novo coronavírus esperando por leitos de internação pela Cross (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde), sistema administrado pelo governo do Estado, ontem, finalmente, as sete cidades do Grande ABC conseguiram zerar a fila.

Durante o tempo em que os sistemas municipais de saúde entraram em colapso, a região acumulou 134 mortes de pacientes que não tiveram nem a chance de lutar contra a Covid. Foram 40 óbitos deste tipo registrados por Ribeirão Pires, 38 por São Bernardo, 23 por Diadema, 15 em São Caetano, 11 em Mauá e sete em Rio Grande da Serra. Santo André é a única cidade do Grande ABC que não chegou a ter fila por leitos nem mortes em consequência da espera por atendimento adequeado.

No ápice do colapso na saúde, a região chegou a ter, no dia 26 de março, 242 pessoas acomodadas em UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e outros equipamentos de saúde esperando pela abertura de leitos de enfermaria ou UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na Cross, que tem controle de todos os hospitais estaduais e desloca o paciente para onde há vaga aberta de acordo com o atendimento necessário.

O esvaziamento da fila só foi possível graças a diminuição da pressão no sistema de saúde, ocasionado, principalmente, pelas semanas de maior restrição ao comércio, entre os dias 27 de março e 4 de abril, quando foi implementado o megaferiado de nove dias no Grande ABC, e, também, com a implementação da fase emergencial do Plano São Paulo, que vigorou de 15 de março a 11 de abril, com permissão de funcionamento apenas dos serviços essenciais. Atualmente, todo o Estado está na fase vermelha, que permite a retomada de comércio de rua e shoppings e vai liberar o setor de serviços, como restaurantes, salões de beleza e barbearias, a partir de sábado

Com menos gente circulando, a taxa de transmissão da Covid despencou na região. Era de 1,33 no dia 1º de abril, o que significa que 100 pessoas contaminadas passavam o vírus para outras 133, e, ontem, chegou a 0,62, sendo a terceira menor entre as 21 subregiões analisadas pela plataforma SP Covid Info Tracker, plataforma gerida por pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista), da USP (Universidade de São Paulo) e do Cemeai (Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria).

O reflexo foi sentido diretamente no sistema de saúde das cidades. Ainda de acordo com a SP Covid Info Tracker, o pior momento do Grande ABC foi observado no dia 23 de março, com 93,2% das vagas de UTIs ocupadas e 85,8% das enfermarias preenchidas. Ontem, dos leitos de emergência, 71,1% estavam ocupados e as enfermarias tinha ocupação de 41,9%.



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Depois de 43 dias e 134 mortes, Grande ABC zera fila por leitos

Fase emergencial do Plano São Paulo e megaferiado fazem ocupação despencar nas sete cidades

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

20/04/2021 | 21:23


Depois de 43 dias com pacientes infectados pelo novo coronavírus esperando por leitos de internação pela Cross (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde), sistema administrado pelo governo do Estado, ontem, finalmente, as sete cidades do Grande ABC conseguiram zerar a fila.

Durante o tempo em que os sistemas municipais de saúde entraram em colapso, a região acumulou 134 mortes de pacientes que não tiveram nem a chance de lutar contra a Covid. Foram 40 óbitos deste tipo registrados por Ribeirão Pires, 38 por São Bernardo, 23 por Diadema, 15 em São Caetano, 11 em Mauá e sete em Rio Grande da Serra. Santo André é a única cidade do Grande ABC que não chegou a ter fila por leitos nem mortes em consequência da espera por atendimento adequeado.

No ápice do colapso na saúde, a região chegou a ter, no dia 26 de março, 242 pessoas acomodadas em UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e outros equipamentos de saúde esperando pela abertura de leitos de enfermaria ou UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na Cross, que tem controle de todos os hospitais estaduais e desloca o paciente para onde há vaga aberta de acordo com o atendimento necessário.

O esvaziamento da fila só foi possível graças a diminuição da pressão no sistema de saúde, ocasionado, principalmente, pelas semanas de maior restrição ao comércio, entre os dias 27 de março e 4 de abril, quando foi implementado o megaferiado de nove dias no Grande ABC, e, também, com a implementação da fase emergencial do Plano São Paulo, que vigorou de 15 de março a 11 de abril, com permissão de funcionamento apenas dos serviços essenciais. Atualmente, todo o Estado está na fase vermelha, que permite a retomada de comércio de rua e shoppings e vai liberar o setor de serviços, como restaurantes, salões de beleza e barbearias, a partir de sábado

Com menos gente circulando, a taxa de transmissão da Covid despencou na região. Era de 1,33 no dia 1º de abril, o que significa que 100 pessoas contaminadas passavam o vírus para outras 133, e, ontem, chegou a 0,62, sendo a terceira menor entre as 21 subregiões analisadas pela plataforma SP Covid Info Tracker, plataforma gerida por pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista), da USP (Universidade de São Paulo) e do Cemeai (Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria).

O reflexo foi sentido diretamente no sistema de saúde das cidades. Ainda de acordo com a SP Covid Info Tracker, o pior momento do Grande ABC foi observado no dia 23 de março, com 93,2% das vagas de UTIs ocupadas e 85,8% das enfermarias preenchidas. Ontem, dos leitos de emergência, 71,1% estavam ocupados e as enfermarias tinha ocupação de 41,9%.

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