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Maranhão recua e diz que continuará na política

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-prefeito de Rio Grande da Serra afirmou, inicialmente, que se retiraria da vida pública


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

17/04/2021 | 01:39


Ex-prefeito de Rio Grande da Serra e ex-secretário de Obras de Ribeirão Pires, Gabriel Maranhão (Cidadania) recuou em suas declarações e sustentou que irá continuar na vida pública. Ele afirmou, no começo desta semana, que não se envolveria mais com política. Justificou ontem que está em momento de “ponderação pessoal” e que pretende ficar assim por um tempo.

“Nunca direi: desta água não beberei. Na política tem coisas boas e coisas ruins, mas mesmo assim eu ainda gosto muito de fazer política. Mas quero me afastar por um tempo para cuidar de minha família”, afirmou o ex-prefeito, que geriu Rio Grande por dois mandatos.

Na segunda-feira, momentos após entregar carta de demissão do cargo de secretário, Maranhão declarou ao Diário, por telefone, que não participaria mais da vida política, que não era candidato e que gostaria que as coisas permanecessem desta forma. A afirmação causou estranheza entre os seus aliados.

“Peço desculpas, mas acho que não me expressei muito bem. E passei por um episódio que me fez repensar algumas coisas, inclusive as questões políticas. Mas acabei me precipitando em dizer daquela forma”, ponderou.

Maranhão se refere à suposta tentativa de sequestro da qual foi vítima – a Polícia Civil ainda investiga o crime – e levou dois tiros no mês passado. Um de raspão na região do maxilar e o outro no omoplata direito, onde a bala ainda está alojada. “O objetivo é ter uma vida mais reservada”, revelou.

Na política, Maranhão tem sofrido reveses desde o ano passado, quando não conseguiu eleger sua sucessora – Professora Marilza de Oliveira (PSD) – para comandar Rio Grande da Serra. O pleito foi vencido por Claudinho da Geladeira (Podemos). Nesta semana, o ex-prefeito viu ainda a Câmara manter rejeição às suas contas de 2016 – situação que pode deixá-lo inelegível. Maranhão disse, ao Diário, que não foi convidado pelo Legislativo para se defender dos apontamentos firmados pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), que emitiu parecer negativo.

Já na secretaria de Ribeirão Pires, apesar de sua estadia ter sido abreviada devido ao episódio de violência, sua conduta foi questionada por integrantes da gestão municipal. “Foi uma passagem rápida, mas gostaria de agradecer ao prefeito Clóvis Volpi (PL) por ter me convidado para participar da gestão. Sou muito grato pela oportunidade”, assinalou Maranhão. 



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Maranhão recua e diz que continuará na política

Ex-prefeito de Rio Grande da Serra afirmou, inicialmente, que se retiraria da vida pública

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

17/04/2021 | 01:39


Ex-prefeito de Rio Grande da Serra e ex-secretário de Obras de Ribeirão Pires, Gabriel Maranhão (Cidadania) recuou em suas declarações e sustentou que irá continuar na vida pública. Ele afirmou, no começo desta semana, que não se envolveria mais com política. Justificou ontem que está em momento de “ponderação pessoal” e que pretende ficar assim por um tempo.

“Nunca direi: desta água não beberei. Na política tem coisas boas e coisas ruins, mas mesmo assim eu ainda gosto muito de fazer política. Mas quero me afastar por um tempo para cuidar de minha família”, afirmou o ex-prefeito, que geriu Rio Grande por dois mandatos.

Na segunda-feira, momentos após entregar carta de demissão do cargo de secretário, Maranhão declarou ao Diário, por telefone, que não participaria mais da vida política, que não era candidato e que gostaria que as coisas permanecessem desta forma. A afirmação causou estranheza entre os seus aliados.

“Peço desculpas, mas acho que não me expressei muito bem. E passei por um episódio que me fez repensar algumas coisas, inclusive as questões políticas. Mas acabei me precipitando em dizer daquela forma”, ponderou.

Maranhão se refere à suposta tentativa de sequestro da qual foi vítima – a Polícia Civil ainda investiga o crime – e levou dois tiros no mês passado. Um de raspão na região do maxilar e o outro no omoplata direito, onde a bala ainda está alojada. “O objetivo é ter uma vida mais reservada”, revelou.

Na política, Maranhão tem sofrido reveses desde o ano passado, quando não conseguiu eleger sua sucessora – Professora Marilza de Oliveira (PSD) – para comandar Rio Grande da Serra. O pleito foi vencido por Claudinho da Geladeira (Podemos). Nesta semana, o ex-prefeito viu ainda a Câmara manter rejeição às suas contas de 2016 – situação que pode deixá-lo inelegível. Maranhão disse, ao Diário, que não foi convidado pelo Legislativo para se defender dos apontamentos firmados pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), que emitiu parecer negativo.

Já na secretaria de Ribeirão Pires, apesar de sua estadia ter sido abreviada devido ao episódio de violência, sua conduta foi questionada por integrantes da gestão municipal. “Foi uma passagem rápida, mas gostaria de agradecer ao prefeito Clóvis Volpi (PL) por ter me convidado para participar da gestão. Sou muito grato pela oportunidade”, assinalou Maranhão. 

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