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Desenvolvendo o gosto de ler

Livros infantis servem para que as crianças comecem a explorar universo literário aos poucos


Luís Felipe Soares

18/04/2021 | 00:02


Contos de diferentes tipos, mundos diversos e personagens variados recheiam os livros. As páginas são tomadas por aventuras, confusões, dramas, mistérios e romances, com o público curioso para saber mais do que aparece na capa e nos costumeiros resumos simples que estão na parte de trás das publicações. A curiosidade das crianças faz com que estejam em um momento especial para buscar histórias, aprimorar conhecimentos e se divertir pela literatura infantil.

“Não tem uma hora específica. Leio quando eu preciso ou quero. Quando eu começo é um pouco difícil parar. Por isso costumo acabar livros bem cedo”, explica Livia Helena Pinto Fazolim, 12 anos. A moradora de São Bernardo revela que, atualmente, seus contos favoritos são os da popular série Harry Potter (“Considero livros com bastante ficção”) e a trilogia brasileira As Aventuras de Tibor Lobato (“A saga conta com três livros incríveis, com uma criatividade absurda”), esta última com muitos elementos do folclore brasileiro. Na lista de futuros títulos para explorar estão O Menino do Pijama Listrado, Robinson Crusoé e a saga O Senhor dos Anéis.

Sua irmã mais nova, Laura Helena, 10 anos, diz que adora a obra britânica Os Piores Pirralhos do Mundo e livros que tenham histórias engraçadas, além de alguns gibis, principalmente os da Turma da Mônica. “Costumo ler mais à tarde e à noite. Também leio quando vou a um lugar que tenho que esperar muito tempo e não tem nada para eu fazer, como uma viagem longa de carro.” Em breve pretende se jogar no universo bruxo de Harry Potter, aproveitando a coleção da irmã.

Segundo dados da quinta e mais recente edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, apresentada no ano passado, houve aumento da quantidade de crianças leitoras entre os 5 e 10 anos. Foi a única faixa de idade que teve desempenho positivo, uma vez que o número geral de leitores no País caiu de 56% (em 2015) para 52% (em 2019). Entre os pequenos, quase metade (48%) disse que lê por gosto.

As irmãs afirmam que a atividade acaba por ser um momento de aprendizado em meio à diversão. “Costumo ouvir que a leitura ajuda você a fazer muitas coisas, como uma redação, e também pode ajudar aprender coisas do passado”, diz Laura. “Considero a leitura muito importante, além do que, os jovens deixam a internet para ler. Sempre me ajudou no meu aprendizado, tanto para ler quanto para escrever palavras corretamente”, comenta Livia.

Elas contam que o apoio da família faz parte dessa paixão, com o incentivo no colégio também sendo importante ao longo dos anos. “Na escola tinha a biblioteca, que era onde eu lia pelo menos um livro por semana. Amava ir lá. Mas passam livros para as atividades em sala e alguns não são muito do meu interesse. Em casa sou sempre incentivada a ler por meus pais e minha família” diz Livia, que serve de ‘espelho’ para a irmã caçula.

Laura tenta se divertir ao máximo com suas escolhas e confessa deixar obras adultas para o futuro. “Nunca tentei ler um livro de adulto, pois nunca me interessei por nenhum e também eu prefiro livros infantis.” Um pouco mais experiente, a mais velha começa a ampliar o seu horizonte literário aos poucos e cita o clássico britânico As Aventuras de Robin Hood entre leituras consideradas ‘sérias’. “Conta a história de um homem que roubava dos ricos para oferecer aos pobres. Ele era apelidado de Príncipe dos ladrões”, comenta Livia. Não faltarão opções de contos, narrativas e estilos a serem explorados pela dupla.

Leitura é essencial no desenvolvimento do ser humano

O desenvolvimento do ser humano passa pela leitura. A atividade iniciada na infância e levada para toda a vida ensina sobre as pessoas, sobre si mesmo e sobre o mundo, ajudando a entender melhor fatos, acontecimentos, sentimentos e outros pontos de vista. 

Parte da alfabetização surge a partir dessa prática. É por meio dela que palavras e frases ganham mais sentido, além do fato de que o contato com jeitos diferentes das linguagens para expandir o conhecimento sobre a língua portuguesa. Ler ajuda a saciar vários tipos de curiosidades sobre assuntos diversos, sendo essencial para diferentes aulas, como português, matemática e ciências. 

A leitura acaba por ser uma das formas de interação entre as pessoas, sendo que o texto funciona como ponte entre o público e os escritores e seus mundos, personagens e histórias. Ouvir um conto também é importante, com o fato podendo criar experiências emocionadas e ricas, principalmente com os familiares.

Presentear as crianças com livros sempre é uma atitude positiva. Quanto mais opções de títulos, melhor. Os adultos servem de exemplo, seja no contato com publicações literárias ou outros tipos de textos, casos de jornais e revistas. De nada adianta tentar estimular os pequenos leitores se a leitura não for uma prática constante em casa e na escola.

Dia Nacional do Livro Infantil celebra obra de icônico escritor

O tema da leitura para as crianças volta a ser assunto com momento especial no calendário. Criado em 2002, o Dia Nacional do Livro Infantil celebra a literatura infantil brasileira em 18 de abril. Publicações diversas são recordadas, mas um autor em especial ganha destaque.

A data presta homenagem ao escritor Monteiro Lobato (1882-1948), como referência ao seu aniversário. Considerado o pai da literatura infantil nacional, ele é conhecido pelo Sítio do Picapau Amarelo. 

Os 23 volumes foram publicados originalmente entre as décadas de 1920 e 1940, com várias edições desde então. Nos contos, personagens humanos, como os primos Pedrinho e Lúcia (a Narizinho), vivem aventuras em meio a reinos fantásticos, incluindo a participação de figuras do folclore brasileiro, casos do Saci e da Cuca. 

Grande parte da popularidade de Monteiro Lobato e de seu Sítio do Picapau Amarelo veio pelas séries para a televisão, com os fãs procurando os livros para saber como tudo começou.

Consultoria de Rodnei Pereira, professor da escola de educação, curso de Pedagogia e do mestrado profissional em educação na USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul). 



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Desenvolvendo o gosto de ler

Livros infantis servem para que as crianças comecem a explorar universo literário aos poucos

Luís Felipe Soares

18/04/2021 | 00:02


Contos de diferentes tipos, mundos diversos e personagens variados recheiam os livros. As páginas são tomadas por aventuras, confusões, dramas, mistérios e romances, com o público curioso para saber mais do que aparece na capa e nos costumeiros resumos simples que estão na parte de trás das publicações. A curiosidade das crianças faz com que estejam em um momento especial para buscar histórias, aprimorar conhecimentos e se divertir pela literatura infantil.

“Não tem uma hora específica. Leio quando eu preciso ou quero. Quando eu começo é um pouco difícil parar. Por isso costumo acabar livros bem cedo”, explica Livia Helena Pinto Fazolim, 12 anos. A moradora de São Bernardo revela que, atualmente, seus contos favoritos são os da popular série Harry Potter (“Considero livros com bastante ficção”) e a trilogia brasileira As Aventuras de Tibor Lobato (“A saga conta com três livros incríveis, com uma criatividade absurda”), esta última com muitos elementos do folclore brasileiro. Na lista de futuros títulos para explorar estão O Menino do Pijama Listrado, Robinson Crusoé e a saga O Senhor dos Anéis.

Sua irmã mais nova, Laura Helena, 10 anos, diz que adora a obra britânica Os Piores Pirralhos do Mundo e livros que tenham histórias engraçadas, além de alguns gibis, principalmente os da Turma da Mônica. “Costumo ler mais à tarde e à noite. Também leio quando vou a um lugar que tenho que esperar muito tempo e não tem nada para eu fazer, como uma viagem longa de carro.” Em breve pretende se jogar no universo bruxo de Harry Potter, aproveitando a coleção da irmã.

Segundo dados da quinta e mais recente edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, apresentada no ano passado, houve aumento da quantidade de crianças leitoras entre os 5 e 10 anos. Foi a única faixa de idade que teve desempenho positivo, uma vez que o número geral de leitores no País caiu de 56% (em 2015) para 52% (em 2019). Entre os pequenos, quase metade (48%) disse que lê por gosto.

As irmãs afirmam que a atividade acaba por ser um momento de aprendizado em meio à diversão. “Costumo ouvir que a leitura ajuda você a fazer muitas coisas, como uma redação, e também pode ajudar aprender coisas do passado”, diz Laura. “Considero a leitura muito importante, além do que, os jovens deixam a internet para ler. Sempre me ajudou no meu aprendizado, tanto para ler quanto para escrever palavras corretamente”, comenta Livia.

Elas contam que o apoio da família faz parte dessa paixão, com o incentivo no colégio também sendo importante ao longo dos anos. “Na escola tinha a biblioteca, que era onde eu lia pelo menos um livro por semana. Amava ir lá. Mas passam livros para as atividades em sala e alguns não são muito do meu interesse. Em casa sou sempre incentivada a ler por meus pais e minha família” diz Livia, que serve de ‘espelho’ para a irmã caçula.

Laura tenta se divertir ao máximo com suas escolhas e confessa deixar obras adultas para o futuro. “Nunca tentei ler um livro de adulto, pois nunca me interessei por nenhum e também eu prefiro livros infantis.” Um pouco mais experiente, a mais velha começa a ampliar o seu horizonte literário aos poucos e cita o clássico britânico As Aventuras de Robin Hood entre leituras consideradas ‘sérias’. “Conta a história de um homem que roubava dos ricos para oferecer aos pobres. Ele era apelidado de Príncipe dos ladrões”, comenta Livia. Não faltarão opções de contos, narrativas e estilos a serem explorados pela dupla.

Leitura é essencial no desenvolvimento do ser humano

O desenvolvimento do ser humano passa pela leitura. A atividade iniciada na infância e levada para toda a vida ensina sobre as pessoas, sobre si mesmo e sobre o mundo, ajudando a entender melhor fatos, acontecimentos, sentimentos e outros pontos de vista. 

Parte da alfabetização surge a partir dessa prática. É por meio dela que palavras e frases ganham mais sentido, além do fato de que o contato com jeitos diferentes das linguagens para expandir o conhecimento sobre a língua portuguesa. Ler ajuda a saciar vários tipos de curiosidades sobre assuntos diversos, sendo essencial para diferentes aulas, como português, matemática e ciências. 

A leitura acaba por ser uma das formas de interação entre as pessoas, sendo que o texto funciona como ponte entre o público e os escritores e seus mundos, personagens e histórias. Ouvir um conto também é importante, com o fato podendo criar experiências emocionadas e ricas, principalmente com os familiares.

Presentear as crianças com livros sempre é uma atitude positiva. Quanto mais opções de títulos, melhor. Os adultos servem de exemplo, seja no contato com publicações literárias ou outros tipos de textos, casos de jornais e revistas. De nada adianta tentar estimular os pequenos leitores se a leitura não for uma prática constante em casa e na escola.

Dia Nacional do Livro Infantil celebra obra de icônico escritor

O tema da leitura para as crianças volta a ser assunto com momento especial no calendário. Criado em 2002, o Dia Nacional do Livro Infantil celebra a literatura infantil brasileira em 18 de abril. Publicações diversas são recordadas, mas um autor em especial ganha destaque.

A data presta homenagem ao escritor Monteiro Lobato (1882-1948), como referência ao seu aniversário. Considerado o pai da literatura infantil nacional, ele é conhecido pelo Sítio do Picapau Amarelo. 

Os 23 volumes foram publicados originalmente entre as décadas de 1920 e 1940, com várias edições desde então. Nos contos, personagens humanos, como os primos Pedrinho e Lúcia (a Narizinho), vivem aventuras em meio a reinos fantásticos, incluindo a participação de figuras do folclore brasileiro, casos do Saci e da Cuca. 

Grande parte da popularidade de Monteiro Lobato e de seu Sítio do Picapau Amarelo veio pelas séries para a televisão, com os fãs procurando os livros para saber como tudo começou.

Consultoria de Rodnei Pereira, professor da escola de educação, curso de Pedagogia e do mestrado profissional em educação na USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul). 

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