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Hospital da Mulher tem aumento no número de grávidas com Covid-19

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Equipamento andreense é responsável por 350 partos mensais e atendeu 164 gestantes com suspeita da doença desde o início da pandemia


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

12/04/2021 | 07:00


 Responsável por cerca de 350 partos mensais e pelo cuidado das gestantes no pré-Natal, o Hospital da Mulher, em Santo André, não passou ileso em meio as mudanças por causa da pandemia. Apesar de não ser unidade de entrada para o tratamento da Covid, a equipe recebe grávidas infectadas. Neste início de ano, houve aumento nas contaminações, de acordo com a unidade.

Desde o começo da pandemia, em março do ano passado, foram internadas no hospital 164 grávidas com suspeita de Covid. Deste total, 60 foram positivadas. “Em 2020, no máximo, era média de duas a três pacientes por dia. Número pequeno. Em 2021 tivemos dia com nove pacientes suspeitas”, disse a superintendente da unidade, Rosana Grasso. Segundo ela, cerca de um terço dos casos (58 registros) foram atendidos nos três primeiros meses deste ano.

Em Santo André, é o único hospital da rede pública que atende gestantes com sintomas da doença. As pacientes que dão entradas em outros equipamento são encaminhadas para a unidade. Além das gestantes, teve 12 casos de puérperas (que acabaram de dar à luz) e três recém-nascidos com Covid, sendo que dois ainda estão internados. Não foram registradas mortes.

Rosana afirmou que foram feitas mudanças para atender as pacientes. “Todas que chegam com suspeita ficam em ala separada. É período estressante e difícil, mas quero agradecer a equipe que não tem medido esforços para prestar bom atendimento”, disse.

No dia a dia dos profissionais, a Covid também passou a ser fator de risco a mais nos procedimentos. “Não tivemos paciente fatal, mas muitos evoluíram para estado grave, a ponto de ter que fazer cesariana na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A paciente e o bebê sobreviveram”, contou o médico obstetra Flaviano Queiroz, que atua na unidade.

Conforme o especialista, a doença interfere nos procedimentos. “Principalmente o cirúrgico (cesariana), que pode causar a coagulação sanguínea, o que piora o diagnóstico. Por isso temos que dosar o quanto pode prejudicar a mãe e o bebê. É balança difícil: contrapondo o risco e o benefício.”

A enfermeira Maria Aparecida Fracaroli, que atua no hospital desde 2009, conta que este é o seu momento mais difícil. “Sempre trabalhei com saúde e no setor do nascimento, que significa renovação. A gente tem essa característica acolhedora e tenta fazer isso da melhor forma. Agora, precisamos dar assistência familiar ainda maior, para a mãe ficar mais segura e com informações de proteção contra a Covid.” Maria Aparecida se recusa a ser chamada de heroína. “A paciente é a heroína porque luta pela vida. Nós somos a esperança, mas as vitoriosas são elas, que se agarram no fiozinho de esperança para se recuperarem.”

Inaugurado em agosto de 2008, o Hospital da Mulher tem 500 funcionários e 116 leitos. Do total, quatro foram transformados em UTI e seis isolados em enfermaria para o atendimento de pacientes com Covid. “Se for necessário, a gente faz remanejamento para disponibilizar número maior. Temos gestão direta diária que avalia isso”, finaliza Rosana.

Região tem mais 650 gestantes infectadas

Além dos 60 casos de Santo André, nas outras seis prefeituras da região foram 650 pacientes grávidas que testaram positivo para a Covid até o fim de março. O maior número está em São Bernardo, que registrou 430 ou 66% do total.

São Bernardo informou, por meio da Secretaria de Saúde, que também registrou 11 recém-nascidos com a doença. O maior pico entre gestantes ocorreu em julho do ano passado, com 90 infectadas. Na rede pública, o tratamento de grávidas e recém-nascidos que precisam de internação é realizado no HMU (Hospital Municipal Universitário). As pacientes com sintomas leves são monitoradas pelas equipes de Saúde da Família. “Além disso, São Bernardo foi pioneira na testagem em massa destas pacientes, inserindo o exame no pré-natal. Foram mais de 4.000 testes realizados neste público-alvo”, informou a administração são-bernardense.

Em São Caetano, foram 11 gestantes e dez recém nascidos infectados, sendo que todos os casos em bebês foram registrados após dezembro do ano passado. A triagem da gestante ou da criança com síndrome gripal ou suspeita de Covid pode ser feita via plataforma (Disque coronavírus) ou, em casos graves, no pronto-socorro de ginecologia no Hospital Eurycledis Jesus Zerbini ou Hospital Márcia Braido (para as crianças). Durante todo período da doença a mãe e a criança são monitorados pelas equipes de saúde.

Em Diadema, as gestantes permanecem como prioridade de atendimento e acompanhamento nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), tendo o monitoramento da equipe e a articulação com a rede para os casos que necessitam de procedimentos fora da atenção básica. No total, foram 204 mulheres grávidas infectadas e 112 crianças com menos de 1 ano.

Em Ribeirão Pires, foram dois casos, de acordo com a Prefeitura. As gestantes receberam tratamento diferenciado, além de ficarem em isolamento. Mauá registrou três casos de grávidas e seis de recém-nascidos. Rio Grande da Serra não informou números.



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