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Professores da Metodista entram em greve por falta de pagamento

Docentes reivindicam acerto do salário integral para voltar ao trabalho


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

27/02/2021 | 07:00


Atualizada às 13h24

Os cerca de 300 professores da Universidade Metodista de São Paulo e do Colégio Metodista, ambos localizados em São Bernardo, estão há uma semana de braços cruzados em virtude dos direitos trabalhistas que não estão sendo cumpridos, e assim devem seguir após assembleia realizada ontem, no início da noite. De acordo com Edilene Arjoni, presidente do Sinpro ABC (Sindicato dos Professores do ABC), os profissionais da educação reivindicam “apenas e tão somente o pagamento de seus salários integrais”. “Nem estamos falando em melhores condições de trabalho nem em reajuste salarial. Estamos pleiteando o básico. Desde março do ano passado eles só pagam 50% das remunerações.”

A situação, segundo a sindicalista, “é complicada” há, pelo menos, cinco anos. “Eles passaram a atrasar o depósito do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), nunca mais respeitaram a data para pagamento dos vencimentos, que é quinto dia útil; atrasam 13º salário, e 1/3 das férias e por aí vai.”

Nem o número exato de docentes empregados o sindicato tem acesso, já que muitos foram desligados e unidades foram fechadas, inclusive no Interior. A entidade diz realizar reuniões com a instituição de ensino, participar de fóruns consciliatórios, ações judicias, além de reuniões quinzenais com outros sindicatos que possuem a Metodista em sua base e que, segundo Edilene, relatam os mesmos problemas. “A Metodista já propôs acordos como o pagamento de 52%, 65%, 70%, mas nunca falaram em pagar 100%. O mínimo é pagar os salários integrais.”

Diante da assembleia realizada ontem, os docentes enviaram contraproposta e se reúnem novamente na quinta-feira. Até lá, os profissionais da educação continuarão parados. “A greve é um movimento que se constrói, uma crescente. Vamos nos manter dessa forma e aguardar.”

A universidade informou que “em relação à última assembleia, quando 14 docentes deliberaram sobre o movimento de greve, a universidade apresentou ao sindicato proposta de pagamento integral do salário, já no mês de março, para quase a totalidade de seu corpo docente. Também disponibilizou imóvel como garantia de cumprimento do acordo da quitação das pendências”.

A Univesidade Metodista de São Paulo também informou que  não são todos os professores que estão em greve. A entidade sustenta que apenas 14 docentes decidiram pela greve, dos quais dez, de fato, se recusam a trabalhar. 

"A Universidade Metodista esclarece que, em assembleia, 14 docentes optaram pela greve, dos quais, até o momento, 10 estão realmente em greve, dentro de um universo de mais de 350 professores entre Colégio e Universidade. Mais de 95% dos docentes, em respeito aos alunos e alinhados com o compromisso com a educação, mantêm as atividades acadêmicas em funcionamento. Mesmo com um número baixo de participantes e sem uma representativa de docentes para decidir sobre o tema, a Universidade respeita a decisão desses docentes e continua dialogando com este grupo", declarou a entidade de ensino.



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Professores da Metodista entram em greve por falta de pagamento

Docentes reivindicam acerto do salário integral para voltar ao trabalho

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

27/02/2021 | 07:00


Atualizada às 13h24

Os cerca de 300 professores da Universidade Metodista de São Paulo e do Colégio Metodista, ambos localizados em São Bernardo, estão há uma semana de braços cruzados em virtude dos direitos trabalhistas que não estão sendo cumpridos, e assim devem seguir após assembleia realizada ontem, no início da noite. De acordo com Edilene Arjoni, presidente do Sinpro ABC (Sindicato dos Professores do ABC), os profissionais da educação reivindicam “apenas e tão somente o pagamento de seus salários integrais”. “Nem estamos falando em melhores condições de trabalho nem em reajuste salarial. Estamos pleiteando o básico. Desde março do ano passado eles só pagam 50% das remunerações.”

A situação, segundo a sindicalista, “é complicada” há, pelo menos, cinco anos. “Eles passaram a atrasar o depósito do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), nunca mais respeitaram a data para pagamento dos vencimentos, que é quinto dia útil; atrasam 13º salário, e 1/3 das férias e por aí vai.”

Nem o número exato de docentes empregados o sindicato tem acesso, já que muitos foram desligados e unidades foram fechadas, inclusive no Interior. A entidade diz realizar reuniões com a instituição de ensino, participar de fóruns consciliatórios, ações judicias, além de reuniões quinzenais com outros sindicatos que possuem a Metodista em sua base e que, segundo Edilene, relatam os mesmos problemas. “A Metodista já propôs acordos como o pagamento de 52%, 65%, 70%, mas nunca falaram em pagar 100%. O mínimo é pagar os salários integrais.”

Diante da assembleia realizada ontem, os docentes enviaram contraproposta e se reúnem novamente na quinta-feira. Até lá, os profissionais da educação continuarão parados. “A greve é um movimento que se constrói, uma crescente. Vamos nos manter dessa forma e aguardar.”

A universidade informou que “em relação à última assembleia, quando 14 docentes deliberaram sobre o movimento de greve, a universidade apresentou ao sindicato proposta de pagamento integral do salário, já no mês de março, para quase a totalidade de seu corpo docente. Também disponibilizou imóvel como garantia de cumprimento do acordo da quitação das pendências”.

A Univesidade Metodista de São Paulo também informou que  não são todos os professores que estão em greve. A entidade sustenta que apenas 14 docentes decidiram pela greve, dos quais dez, de fato, se recusam a trabalhar. 

"A Universidade Metodista esclarece que, em assembleia, 14 docentes optaram pela greve, dos quais, até o momento, 10 estão realmente em greve, dentro de um universo de mais de 350 professores entre Colégio e Universidade. Mais de 95% dos docentes, em respeito aos alunos e alinhados com o compromisso com a educação, mantêm as atividades acadêmicas em funcionamento. Mesmo com um número baixo de participantes e sem uma representativa de docentes para decidir sobre o tema, a Universidade respeita a decisão desses docentes e continua dialogando com este grupo", declarou a entidade de ensino.

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