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Servidores de São Bernardo furam fila e recebem a vacina

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Funcionários que atuam na Zoonoses e na área administrativa do Samu foram imunizados antes que profissionais da saúde


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

27/01/2021 | 00:01


Pelo menos dois servidores da Prefeitura de São Bernardo que não pertencem ao grupo prioritário estabelecido pelo PNI (Plano Nacional de Imunização) receberam doses da vacina contra a Covid-19. O caso mais emblemático é o de Marilia Batista, que atua no Centro de Zoonoses, mas está afastada de suas atividades por pertencer ao grupo de risco e recebeu a primeira dose da Coronavac na segunda-feira. Wanderley Tavares, que foi candidato a vereador na última eleição pelo Avante e, segundo denúncia enviada ao Diário, atua na área burocrática do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), também já está protegido.

Marilia fez questão de registrar nas redes sociais o momento em que foi imunizada e foi questionada se estaria furando a fila. Em uma das respostas, ela revela que atua no Centro de Zoonoses, que fica na Avenida Dr. Rudge Ramos, 1.740, no Rudge Ramos, mas que só retornaria ao trabalho no dia 1º de abril porque está afastada por pertencer ao grupo de risco para a Covid-19 – veja o recorte da conversa ao lado.

No outro caso, Wanderley Tavares tem diversas postagens em apoio ao prefeito Orlando Morando (PSDB) nas redes sociais. Ele é um dos responsáveis pelo direcionamento de ambulâncias na Central do Samu, que fica entre as ruas Jurubatuba e Joaquim Nabuco, no Centro. Segundo denúncia enviada ao Diário, ele faz a parte burocrática, não tem acesso aos doentes e, mesmo assim, foi imunizado enquanto médicos que atuam em centros médicos públicos e privados de São Bernardo ainda aguardam pela vacina.

O Diário questionou a Prefeitura de São Bernardo sobre os dois casos, mas a administração se limitou a responder que segue os critérios do PNI, que exige que sejam priorizados profissionais de saúde, indígenas aldeados, quilombolas, além de idosos e deficientes físicos que moram em unidades de longa permanência.
“O controle de todo o processo de vacinação está sendo realizado pela vigilância epidemiológica, com conferência de documentos antes da aplicação dos imunizantes. Caso seja confirmada alguma infração dos protocolos, os envolvidos serão responsabilizados”, informou a nota da Prefeitura.

OUTROS CASOS
Profissionais da saúde que ainda não foram vacinados também denunciaram dois funcionários da FUABC (Fundação do ABC) que atuam na área administrativa do Hospital Radamés Nardini, em Mauá, e também foram imunizados. Casos de Thiago Julio Portela e Iza Alves. Segundo a entidade, eles têm direito à vacina.

“A Fundação do ABC esclarece que os dois colaboradores trabalham no plantão administrativo noturno do Hospital Nardini de Mauá. Ambos acessam frequentemente todas as áreas de Covid-19 para levar prontuários, buscar documentações e verificar pedidos de vagas na Cross (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde), com intensa circulação em todos os setores do hospital”, informou a instituição em nota. 



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Servidores de São Bernardo furam fila e recebem a vacina

Funcionários que atuam na Zoonoses e na área administrativa do Samu foram imunizados antes que profissionais da saúde

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

27/01/2021 | 00:01


Pelo menos dois servidores da Prefeitura de São Bernardo que não pertencem ao grupo prioritário estabelecido pelo PNI (Plano Nacional de Imunização) receberam doses da vacina contra a Covid-19. O caso mais emblemático é o de Marilia Batista, que atua no Centro de Zoonoses, mas está afastada de suas atividades por pertencer ao grupo de risco e recebeu a primeira dose da Coronavac na segunda-feira. Wanderley Tavares, que foi candidato a vereador na última eleição pelo Avante e, segundo denúncia enviada ao Diário, atua na área burocrática do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), também já está protegido.

Marilia fez questão de registrar nas redes sociais o momento em que foi imunizada e foi questionada se estaria furando a fila. Em uma das respostas, ela revela que atua no Centro de Zoonoses, que fica na Avenida Dr. Rudge Ramos, 1.740, no Rudge Ramos, mas que só retornaria ao trabalho no dia 1º de abril porque está afastada por pertencer ao grupo de risco para a Covid-19 – veja o recorte da conversa ao lado.

No outro caso, Wanderley Tavares tem diversas postagens em apoio ao prefeito Orlando Morando (PSDB) nas redes sociais. Ele é um dos responsáveis pelo direcionamento de ambulâncias na Central do Samu, que fica entre as ruas Jurubatuba e Joaquim Nabuco, no Centro. Segundo denúncia enviada ao Diário, ele faz a parte burocrática, não tem acesso aos doentes e, mesmo assim, foi imunizado enquanto médicos que atuam em centros médicos públicos e privados de São Bernardo ainda aguardam pela vacina.

O Diário questionou a Prefeitura de São Bernardo sobre os dois casos, mas a administração se limitou a responder que segue os critérios do PNI, que exige que sejam priorizados profissionais de saúde, indígenas aldeados, quilombolas, além de idosos e deficientes físicos que moram em unidades de longa permanência.
“O controle de todo o processo de vacinação está sendo realizado pela vigilância epidemiológica, com conferência de documentos antes da aplicação dos imunizantes. Caso seja confirmada alguma infração dos protocolos, os envolvidos serão responsabilizados”, informou a nota da Prefeitura.

OUTROS CASOS
Profissionais da saúde que ainda não foram vacinados também denunciaram dois funcionários da FUABC (Fundação do ABC) que atuam na área administrativa do Hospital Radamés Nardini, em Mauá, e também foram imunizados. Casos de Thiago Julio Portela e Iza Alves. Segundo a entidade, eles têm direito à vacina.

“A Fundação do ABC esclarece que os dois colaboradores trabalham no plantão administrativo noturno do Hospital Nardini de Mauá. Ambos acessam frequentemente todas as áreas de Covid-19 para levar prontuários, buscar documentações e verificar pedidos de vagas na Cross (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde), com intensa circulação em todos os setores do hospital”, informou a instituição em nota. 

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