A fórceps

Um dos partidos cortejados pelo PV para integrar o bloco de apoio à pré-candidatura a prefeito do vereador Lauro Michels (PV), o PPS corre risco de, forçadamente, deixar o arco de alianças que caminhará ao lado do atual chefe do Executivo de Diadema, Mário Reali (PT), que busca a reeleição em outubro.
A deputada estadual Regina Gonçalves (PV), principal articuladora do projeto próprio do PV em Diadema, manteve, nas últimas semanas, conversas com o deputado estadual Alex Manente, líder do PPS na Assembleia Legislativa e vice-presidente da sigla no Estado. A tentativa era trazer o PPS à empreitada verde em Diadema e oferecer apoio do PV a candidaturas populares-socialistas em outras cidades.
A tratativa envolveria também a alta cúpula do Palácio dos Bandeirantes, que tem olhado com atenção a movimentação oposicionista em Diadema - considerada eterno reduto do PT. Dirigentes próximos ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) garantem que o tucano se mostrou otimista com a pré-candidatura de Michels e que buscaria engordar a campanha com partidos que estão em seu arco de alianças, caso do PPS.
Alex assegurou que o diretório municipal terá autonomia nas eleições. No início do ano, chegou até a falar brevemente com Reali sobre a possibilidade de o PPS figurar como vice na chapa de reeleição, oferecendo ao posto o vereador João Pedro Merenda (PPS). "Respeito as decisões locais", reiterou o popular-socialista.
O principal empecilho da aliança entre PPS e PV sequer passa pela parceria firmada com o PT. Grande parte dos hoje populares-socialistas integrava o PV na eleição de 2008. Cerca de 20 políticos deixaram o PV alegando perseguição de Regina.
A briga de Regina com os antigos verdes se acentuou quando ela foi içada à Assembleia Legislativa - primeira suplente, assumiu o cargo quando Edson Giriboni (PV) rumou ao primeiro escalão de Alckmin. Merenda ficou com a cadeira de Regina na Câmara por ser suplente de vereador pelo PV, mas a vaga foi parar na Justiça.
Por conta do passado de conflitos, os dirigentes municipais do PPS mostraram contrariedade com as especulações que partem do Palácio dos Bandeirantes. Merenda, desafeto público de Regina, alfinetou a deputada estadual. "Ela está querendo atropelar o processo (ao citar que Regina não procurou o diretório diademense)", disse. "O PPS não é o PV, onde ela manda e desmanda, faz e desfaz."
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