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UTI do Nardini em Mauá chega a 100% de ocupação

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em novo pico de casos de Covid, cidades vizinhas podem receber mauaenses, além de moradores de Ribeirão e Rio Grande


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

20/01/2021 | 17:32


Boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (20) pela Prefeitura de Mauá aponta que 100% dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para tratamento de pacientes com Covid-19 no Hospital Nardini estão ocupados. Isso significa que a cidade não possui mais vagas públicas para receber doentes em estado grave. Há uma semana a taxa está crescendo quase que diariamente – no dia 12, o percentual era de 70%. A situação é ainda mais grave porque a unidade também atende pacientes de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, que não dispõem de unidades de terapia intensiva.

A Prefeitura de Mauá prometeu ontem que vai criar dez leitos de UTI no quarto andar do Hospital Nardini e que as vagas estarão disponíveis a partir da próxima semana, mas não deu detalhes do quanto será investido. A cidade não descarta montar hospital de campanha para dar conta da demanda.

Na terça-feira, durante evento da aplicação da primeira dose da Coronavac, a secretária de Saúde Célia Cristina Pereira Bortoletto afirmou que a taxa de ocupação de leitos está alta no Estado de maneira geral. “Estamos passando por momento delicado, fruto das festas de fim de ano. Alguns especialistas alertaram inclusive que se não tivéssemos medidas mais drásticas isso aconteceria, (a alta de casos aconteceriam) e não tivemos, infelizmente. Estamos vivendo um dos piores períodos do mês”, disse.

O Diário obteve informações de que, em reunião realizada pelo Consórcio Intermunicipal do Grande ABC nesta semana, a situação de Mauá foi comparada com o cenário de Manaus, no Amazonas, onde o sistema de saúde está em colpaso. O município do Norte do País sofre com falta de leitos e de insumos básicos, como oxigênio, que já levou à morte pelo menos sete pessoas desde a semana passada.

O Consórcio afirmou que Mauá solicitou, via GT (Grupo de Trabalho) Saúde, que os demais municípios da região facilitem o acolhimento de pacientes em caso emergencial, o que foi aceito pelas administrações. Conforme atualização desta quarta-feira, a ocupação das UTIs é de 64,43% em Santo André, 58,94% em São Bernardo e 48,5% em São Caetano. Diadema não informou os dados.

Ainda conforme o colegiado, a diretoria de programa e projetos está solicitando ao Ministério da Saúde a habilitação de novos leitos de UTI para Covid, reforçando o pedido já efetuado pelas cidades do Grande ABC. A nota completou que não há discussão de endurecer as medidas restritivas já adotadas em razão do Plano São Paulo. Atualmente a região está na Fase 3 (amarela). A possibilidade de lockdown, por enquanto, está descartada.

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde, afirmou que acompanha o cenário da Covid nas cidades constantemente,  dialoga com todos os gestores e realiza análises técnicas para definição das estratégias assistenciais, sempre com base em monitoramento do cenário da pandemia.

Mauá resgistrou, nos últimos sete dias, aumento de 5,38% nas mortes de Covid, enquanto os casos tiveram acréscimo de 5,41%. Em toda região, o incremento foi de 3% nas mortes e de 2,27% nos diagnósticos. Os dados são da SP Covid-19 Info Tracker, plataforma para acompanhamento da pandemia desenvolvido por pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista), da USP (Universidade de São Paulo) e do Cemeai (Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria).

Colaborou Tauana Marin



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UTI do Nardini em Mauá chega a 100% de ocupação

Em novo pico de casos de Covid, cidades vizinhas podem receber mauaenses, além de moradores de Ribeirão e Rio Grande

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

20/01/2021 | 17:32


Boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (20) pela Prefeitura de Mauá aponta que 100% dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para tratamento de pacientes com Covid-19 no Hospital Nardini estão ocupados. Isso significa que a cidade não possui mais vagas públicas para receber doentes em estado grave. Há uma semana a taxa está crescendo quase que diariamente – no dia 12, o percentual era de 70%. A situação é ainda mais grave porque a unidade também atende pacientes de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, que não dispõem de unidades de terapia intensiva.

A Prefeitura de Mauá prometeu ontem que vai criar dez leitos de UTI no quarto andar do Hospital Nardini e que as vagas estarão disponíveis a partir da próxima semana, mas não deu detalhes do quanto será investido. A cidade não descarta montar hospital de campanha para dar conta da demanda.

Na terça-feira, durante evento da aplicação da primeira dose da Coronavac, a secretária de Saúde Célia Cristina Pereira Bortoletto afirmou que a taxa de ocupação de leitos está alta no Estado de maneira geral. “Estamos passando por momento delicado, fruto das festas de fim de ano. Alguns especialistas alertaram inclusive que se não tivéssemos medidas mais drásticas isso aconteceria, (a alta de casos aconteceriam) e não tivemos, infelizmente. Estamos vivendo um dos piores períodos do mês”, disse.

O Diário obteve informações de que, em reunião realizada pelo Consórcio Intermunicipal do Grande ABC nesta semana, a situação de Mauá foi comparada com o cenário de Manaus, no Amazonas, onde o sistema de saúde está em colpaso. O município do Norte do País sofre com falta de leitos e de insumos básicos, como oxigênio, que já levou à morte pelo menos sete pessoas desde a semana passada.

O Consórcio afirmou que Mauá solicitou, via GT (Grupo de Trabalho) Saúde, que os demais municípios da região facilitem o acolhimento de pacientes em caso emergencial, o que foi aceito pelas administrações. Conforme atualização desta quarta-feira, a ocupação das UTIs é de 64,43% em Santo André, 58,94% em São Bernardo e 48,5% em São Caetano. Diadema não informou os dados.

Ainda conforme o colegiado, a diretoria de programa e projetos está solicitando ao Ministério da Saúde a habilitação de novos leitos de UTI para Covid, reforçando o pedido já efetuado pelas cidades do Grande ABC. A nota completou que não há discussão de endurecer as medidas restritivas já adotadas em razão do Plano São Paulo. Atualmente a região está na Fase 3 (amarela). A possibilidade de lockdown, por enquanto, está descartada.

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde, afirmou que acompanha o cenário da Covid nas cidades constantemente,  dialoga com todos os gestores e realiza análises técnicas para definição das estratégias assistenciais, sempre com base em monitoramento do cenário da pandemia.

Mauá resgistrou, nos últimos sete dias, aumento de 5,38% nas mortes de Covid, enquanto os casos tiveram acréscimo de 5,41%. Em toda região, o incremento foi de 3% nas mortes e de 2,27% nos diagnósticos. Os dados são da SP Covid-19 Info Tracker, plataforma para acompanhamento da pandemia desenvolvido por pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista), da USP (Universidade de São Paulo) e do Cemeai (Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria).

Colaborou Tauana Marin

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