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Os jovens e a política


Do Diário do Grande ABC

17/01/2021 | 09:22


A política parece não estar entre as prioridades da juventude brasileira, nem mesmo quando está em jogo ajudar a fazer escolhas que vão definir o futuro de cidades, Estados e País. Não se trata de fazer política, mas de exercer o direito de votar, reconquistado a duras penas após nefasto período de ditadura e muitas mortes. Obviamente, a maioria dos jovens só sabe desse pedaço negro da história do País de ouvir falar ou por meio de livros, e talvez por isso não dê tanta importância ao ato de ir às urnas. Ou ainda porque não ir significa ser contra os nomes que estão colocados ou protesto contra o fato de o voto ser obrigatório.

Os motivos podem ser vários, e não necessariamente qualquer um dos apontados acima, mas os números que saltam de levantamento feito junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e publicados na edição de hoje deste Diário certamente devem servir de alerta a quem faz política no Grande ABC. Mais do que analisar os dados e buscar no marketing meios de se aproximar desse público de olho apenas nos votos, é preciso que repensem a forma de fazer política, que de nova não tem nada. Aliás, o ‘eles contra nós’ que domina o cenário nacional há pelo menos cinco anos está bem vivo.

A juventude de hoje, pela própria dinâmica da vida, exige respostas com mais rapidez, embalada pela velocidade do mundo virtual onde passa boa parte do seu dia. E não é segredo para ninguém que serviço público no Brasil não preza pela agilidade. De todo modo, é preocupante o fato de os dados do TSE mostrarem aumento de 142% no número de jovens com 18 e 19 anos do Grande ABC que não votaram na eleição do dia 15 de novembro. Mas pode ser pior, pois o levantamento revela que na faixa etária do eleitor com 18 anos a alta na abstenção chegou a alarmantes 203%.

Alguns dirão que o medo da pandemia contribuiu para tamanho desinteresse. Bem provável, mas não foi só, como bem analisa especialista ouvido pelo Diário. “As questões importantes, ao menos politicamente, pareceram menos cativantes, em especial, para esse público mais novo.” Que as urnas sirvam de lição. É preciso mudar. 



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Os jovens e a política

Do Diário do Grande ABC

17/01/2021 | 09:22


A política parece não estar entre as prioridades da juventude brasileira, nem mesmo quando está em jogo ajudar a fazer escolhas que vão definir o futuro de cidades, Estados e País. Não se trata de fazer política, mas de exercer o direito de votar, reconquistado a duras penas após nefasto período de ditadura e muitas mortes. Obviamente, a maioria dos jovens só sabe desse pedaço negro da história do País de ouvir falar ou por meio de livros, e talvez por isso não dê tanta importância ao ato de ir às urnas. Ou ainda porque não ir significa ser contra os nomes que estão colocados ou protesto contra o fato de o voto ser obrigatório.

Os motivos podem ser vários, e não necessariamente qualquer um dos apontados acima, mas os números que saltam de levantamento feito junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e publicados na edição de hoje deste Diário certamente devem servir de alerta a quem faz política no Grande ABC. Mais do que analisar os dados e buscar no marketing meios de se aproximar desse público de olho apenas nos votos, é preciso que repensem a forma de fazer política, que de nova não tem nada. Aliás, o ‘eles contra nós’ que domina o cenário nacional há pelo menos cinco anos está bem vivo.

A juventude de hoje, pela própria dinâmica da vida, exige respostas com mais rapidez, embalada pela velocidade do mundo virtual onde passa boa parte do seu dia. E não é segredo para ninguém que serviço público no Brasil não preza pela agilidade. De todo modo, é preocupante o fato de os dados do TSE mostrarem aumento de 142% no número de jovens com 18 e 19 anos do Grande ABC que não votaram na eleição do dia 15 de novembro. Mas pode ser pior, pois o levantamento revela que na faixa etária do eleitor com 18 anos a alta na abstenção chegou a alarmantes 203%.

Alguns dirão que o medo da pandemia contribuiu para tamanho desinteresse. Bem provável, mas não foi só, como bem analisa especialista ouvido pelo Diário. “As questões importantes, ao menos politicamente, pareceram menos cativantes, em especial, para esse público mais novo.” Que as urnas sirvam de lição. É preciso mudar. 

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