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General Motors vai fabricar mais um carro em São Caetano

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Segundo sindicato, planta começa a ser preparada no Carnaval e produção pode iniciar em junho


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

16/01/2021 | 00:05


A planta da GM (General Motors) em São Caetano vai fabricar mais um veículo – o sexto do portfólio atual da montadora norte-americana na região. A partir do Carnaval, a linha de produção já começa a receber os primeiros ajustes, e a expectativa é a de que a comercialização do novo modelo se inicie em junho. As informações são do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano.

O lançamento faz parte do investimento de R$ 10 bilhões para as unidades da região e de São José dos Campos (Interior) que era previsto para 2020 mas, devido à pandemia do novo coronavírus, foi suspenso e descongelado no início do ano – no dia em que a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos) divulgou que a GM permaneceu na liderança do mercado pelo quinto ano consecutivo, com 17,4% de market share e 338,6 mil unidades vendidas. De acordo com o presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, pelo menos 50% do montante, ou seja, R$ 5 bilhões, serão injetados na fábrica do Grande ABC.

A unidade, que está há 91 anos na Avenida Goiás, onde fica a sede brasileira da companhia, produz atualmente Tracker, Joy Plus (novo nome do Prisma Joy), Joy (antigo Onix Joy), Spin e Montana. O Cobalt ainda consta na lista dos veículos feitos em São Caetano, mas como a demanda pelo modelo caiu, quase não tem saído da linha de montagem, segundo Cidão. Tanto que a GM nem o cita mais como um dos carros confeccionados pela marca.

O sindicalista conta que esse novo modelo, o qual ele diz ainda não saber qual será, entrará em substituição a outro que é produzido hoje na região, mas não revela qual. Fontes de mercado, porém, cogitam duas possibilidades, um sucessor para o Spin ou uma picape derivada do Tracker. “Todo modelo tem uma vida útil. Nos carros da GM esse tempo é de cinco a seis anos. É preciso se reinventar para continuar emplacando veículos no mercado”, disse. “Tanto que é isso que tem mantido a montadora aqui, depois da ameaça de encerrar as atividades no País, como fez a Ford nesta semana (que anunciou o encerramento das atividades no Brasil e o fechamento de três fábricas, além da que já tinha finalizado em São Bernardo em 2019). A Ford já não renovava seu portfólio há tempos e foi perdendo mercado”, completou.

REFORÇO

De acordo com Cidão, a GM admitiu cerca de 250 trabalhadores, recentemente, com contrato de trabalho por tempo determinado por seis meses. “Eles já vão começar a ser treinados para atuar na produção do novo modelo”, revelou. “A ideia é que o início a produção do carro seja a partir de junho, no máximo julho, mas a empresa vai analisar como estará o mercado.”

Hoje, a planta de São Caetano possui em torno de 7.400 profissionais, sendo que 300 deles estão em lay-off (suspensão temporária do contrato de trabalho). A maioria, segundo o sindicalista, possui restrição médica. Nos PDVs (Programas de Demissão Voluntária) abertos pela companhia ao longo do ano passado, sendo o último específico para esse público (com apenas seis adesões), Cidão disse que houve, no total 350 adoções.

No início de 2020, também houve a admissão temporária de cerca de 350 pessoas para começar a produzir o Tracker, que, conforme Cidão, é o que está segurando a demanda pela produção. Portanto, as novas contratações acabam não ampliando o efetivo da fábrica.

Questionada, a GM afirma que “não comenta especulações”. Porém, em comunicado interno, divulgou a programação para fevereiro, quando haverá dois sábados extras de trabalho para compensar o feriado do Carnaval, período em que os operários da linha de produção ficarão fora a semana toda, com dois dias de day-off (com desconto no banco de horas). “Aproveitaremos para fazer importantes adaptações de engenharia na linha de produção”, relatou o informe, que também reconhece a persistente instabilidade do fornecimento de peças.





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General Motors vai fabricar mais um carro em São Caetano

Segundo sindicato, planta começa a ser preparada no Carnaval e produção pode iniciar em junho

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

16/01/2021 | 00:05


A planta da GM (General Motors) em São Caetano vai fabricar mais um veículo – o sexto do portfólio atual da montadora norte-americana na região. A partir do Carnaval, a linha de produção já começa a receber os primeiros ajustes, e a expectativa é a de que a comercialização do novo modelo se inicie em junho. As informações são do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano.

O lançamento faz parte do investimento de R$ 10 bilhões para as unidades da região e de São José dos Campos (Interior) que era previsto para 2020 mas, devido à pandemia do novo coronavírus, foi suspenso e descongelado no início do ano – no dia em que a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos) divulgou que a GM permaneceu na liderança do mercado pelo quinto ano consecutivo, com 17,4% de market share e 338,6 mil unidades vendidas. De acordo com o presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, pelo menos 50% do montante, ou seja, R$ 5 bilhões, serão injetados na fábrica do Grande ABC.

A unidade, que está há 91 anos na Avenida Goiás, onde fica a sede brasileira da companhia, produz atualmente Tracker, Joy Plus (novo nome do Prisma Joy), Joy (antigo Onix Joy), Spin e Montana. O Cobalt ainda consta na lista dos veículos feitos em São Caetano, mas como a demanda pelo modelo caiu, quase não tem saído da linha de montagem, segundo Cidão. Tanto que a GM nem o cita mais como um dos carros confeccionados pela marca.

O sindicalista conta que esse novo modelo, o qual ele diz ainda não saber qual será, entrará em substituição a outro que é produzido hoje na região, mas não revela qual. Fontes de mercado, porém, cogitam duas possibilidades, um sucessor para o Spin ou uma picape derivada do Tracker. “Todo modelo tem uma vida útil. Nos carros da GM esse tempo é de cinco a seis anos. É preciso se reinventar para continuar emplacando veículos no mercado”, disse. “Tanto que é isso que tem mantido a montadora aqui, depois da ameaça de encerrar as atividades no País, como fez a Ford nesta semana (que anunciou o encerramento das atividades no Brasil e o fechamento de três fábricas, além da que já tinha finalizado em São Bernardo em 2019). A Ford já não renovava seu portfólio há tempos e foi perdendo mercado”, completou.

REFORÇO

De acordo com Cidão, a GM admitiu cerca de 250 trabalhadores, recentemente, com contrato de trabalho por tempo determinado por seis meses. “Eles já vão começar a ser treinados para atuar na produção do novo modelo”, revelou. “A ideia é que o início a produção do carro seja a partir de junho, no máximo julho, mas a empresa vai analisar como estará o mercado.”

Hoje, a planta de São Caetano possui em torno de 7.400 profissionais, sendo que 300 deles estão em lay-off (suspensão temporária do contrato de trabalho). A maioria, segundo o sindicalista, possui restrição médica. Nos PDVs (Programas de Demissão Voluntária) abertos pela companhia ao longo do ano passado, sendo o último específico para esse público (com apenas seis adesões), Cidão disse que houve, no total 350 adoções.

No início de 2020, também houve a admissão temporária de cerca de 350 pessoas para começar a produzir o Tracker, que, conforme Cidão, é o que está segurando a demanda pela produção. Portanto, as novas contratações acabam não ampliando o efetivo da fábrica.

Questionada, a GM afirma que “não comenta especulações”. Porém, em comunicado interno, divulgou a programação para fevereiro, quando haverá dois sábados extras de trabalho para compensar o feriado do Carnaval, período em que os operários da linha de produção ficarão fora a semana toda, com dois dias de day-off (com desconto no banco de horas). “Aproveitaremos para fazer importantes adaptações de engenharia na linha de produção”, relatou o informe, que também reconhece a persistente instabilidade do fornecimento de peças.



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