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Produção de veículos retrocede a 2003

EBC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em ano de pandemia, com paradas e falta de insumos, indústria automotiva encolhe 31%


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

09/01/2021 | 00:12


A produção de veículos nas fábricas do País em 2020 teve queda de 31,6% e retornou aos patamares de 17 anos atrás. Fruto da crise econômica causada pela pandemia do coronavírus, a produção de 2 milhões de unidades – cerca de 900 mil a menos do que em 2019 – deixou a indústria automotiva nacional com ociosidade de 3 milhões de unidades.

Os números, que incluem automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, são da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) e foram divulgados ontem. Além da produção, houve queda nos demais indicadores da indústria, como emprego, exportações e emplacamentos. Com 2020 em queda, a indústria automotiva interrompeu ciclo de três anos de recuperação após a crise do biênio de 2015/2016.

Em dezembro, o número de empregados no setor chegou a 120,5 mil, queda de 4,06% em relação a dezembro de 2019, quando havia 125,6 mil.

As exportações recuaram em 24,3%, totalizando 324,3 mil unidades. As vendas também atingiram 2 milhões de unidades, baixa de 26,2%, o que iguala o contingente ao patamar de 2016, ano de crise econômica no País.

Com a Covid, as montadoras ficaram cerca de um mês paralisadas entre março e abril e, nos últimos meses, a falta de peças começou a atingir as linhas de produção – o que ainda prejudica os números. Dessa forma, 2020 terminou com 12 dias de estoque, o mais baixo da história. Para se ter ideia, o normal é de 30 a 35 dias.

“Queda de mais de 30% é representativa, mas se analisarmos o conjunto, desde o que aconteceu no início ano, com parada das fábricas e desânimo do setor, que ninguém esperava se recuperar tão cedo. Os resultados se multiplicaram (em maio, a produção era de 43,1 mil unidades), chegando ao patamar de 200 mil. Por isso, não acho que seja um cenário desesperador”, disse o coordenador de MBA em gestão estratégica de empresas da cadeia automotiva da FGV, Antonio Jorge Martins.

De fato, o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, afirmou que dezembro teve o melhor desempenho para o mês desde 2017. A produção de 209,3 mil unidades representou alta de 22,8% ante o último mês de 2019. Para ele, a injeção de recursos emergenciais na economia e o bom desempenho do agronegócio ajudaram a amenizar as perdas do segundo trimestre.

A entidade prevê produzir 25% mais neste ano, além de ampliar as vendas em 15% e, as exportações, em 9%. Os índices, porém, são insuficientes para a retomada de patamares pré-pandemia. “Nunca foi tão difícil projetar os resultados de um ano, pois temos uma neblina à nossa frente desde março, quando começou a pandemia”, explicou Moraes, que também citou a segunda onda de Covid como preocupação. “Sabemos que imunização pela vacina será processo demorado, que tomará quase todo o ano. Some-se a isso a pressão de custos, as necessidades urgentes de reformas e surpresas desagradáveis como o aumento do ICMS, e temos diante de nós quadro que ainda inspira muita cautela nas previsões.”
 



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Produção de veículos retrocede a 2003

Em ano de pandemia, com paradas e falta de insumos, indústria automotiva encolhe 31%

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

09/01/2021 | 00:12


A produção de veículos nas fábricas do País em 2020 teve queda de 31,6% e retornou aos patamares de 17 anos atrás. Fruto da crise econômica causada pela pandemia do coronavírus, a produção de 2 milhões de unidades – cerca de 900 mil a menos do que em 2019 – deixou a indústria automotiva nacional com ociosidade de 3 milhões de unidades.

Os números, que incluem automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, são da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) e foram divulgados ontem. Além da produção, houve queda nos demais indicadores da indústria, como emprego, exportações e emplacamentos. Com 2020 em queda, a indústria automotiva interrompeu ciclo de três anos de recuperação após a crise do biênio de 2015/2016.

Em dezembro, o número de empregados no setor chegou a 120,5 mil, queda de 4,06% em relação a dezembro de 2019, quando havia 125,6 mil.

As exportações recuaram em 24,3%, totalizando 324,3 mil unidades. As vendas também atingiram 2 milhões de unidades, baixa de 26,2%, o que iguala o contingente ao patamar de 2016, ano de crise econômica no País.

Com a Covid, as montadoras ficaram cerca de um mês paralisadas entre março e abril e, nos últimos meses, a falta de peças começou a atingir as linhas de produção – o que ainda prejudica os números. Dessa forma, 2020 terminou com 12 dias de estoque, o mais baixo da história. Para se ter ideia, o normal é de 30 a 35 dias.

“Queda de mais de 30% é representativa, mas se analisarmos o conjunto, desde o que aconteceu no início ano, com parada das fábricas e desânimo do setor, que ninguém esperava se recuperar tão cedo. Os resultados se multiplicaram (em maio, a produção era de 43,1 mil unidades), chegando ao patamar de 200 mil. Por isso, não acho que seja um cenário desesperador”, disse o coordenador de MBA em gestão estratégica de empresas da cadeia automotiva da FGV, Antonio Jorge Martins.

De fato, o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, afirmou que dezembro teve o melhor desempenho para o mês desde 2017. A produção de 209,3 mil unidades representou alta de 22,8% ante o último mês de 2019. Para ele, a injeção de recursos emergenciais na economia e o bom desempenho do agronegócio ajudaram a amenizar as perdas do segundo trimestre.

A entidade prevê produzir 25% mais neste ano, além de ampliar as vendas em 15% e, as exportações, em 9%. Os índices, porém, são insuficientes para a retomada de patamares pré-pandemia. “Nunca foi tão difícil projetar os resultados de um ano, pois temos uma neblina à nossa frente desde março, quando começou a pandemia”, explicou Moraes, que também citou a segunda onda de Covid como preocupação. “Sabemos que imunização pela vacina será processo demorado, que tomará quase todo o ano. Some-se a isso a pressão de custos, as necessidades urgentes de reformas e surpresas desagradáveis como o aumento do ICMS, e temos diante de nós quadro que ainda inspira muita cautela nas previsões.”
 

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