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Jesus rompeu com qualquer preconceito, tratava a todos de maneira igual, diz escritor

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Rodrigo Alvarez narra fatos que se seguiram à crucificação e o começo do cristianismo


Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

25/12/2020 | 00:01


É comum ver pessoas que falam em nome do aniversariante do dia, Jesus Cristo. Desde que ele fez a última aparição aos apóstolos, logo após ressuscitar, e passou o bastão, para que levassem seus ensinamentos e assim difundissem o cristianismo, não é raro ver um ou outro proclamando o que seria a sua palavra. Mas o que, de fato, pregou o filho de Deus? Seus preceitos foram deturpados ao longo dos séculos? 

Para mostrar, de forma apurada, o que aconteceu com a doutrina cristã após a crucificação, o jornalista e escritor Rodrigo Alvarez, que já tem mais de 800 mil livros vendidos – a maioria trata da religião católica – se aprofundou durante uma década nesta história, a mais importante da humanidade. Do estudo, acaba de lançar o segundo volume da série Jesus: O Homem mais Amado da História (Sextante, R$ 69,90)

Na obra, há um tom  mais questionador sobre o início do cristianismo. Em suas 336 páginas, o autor mostra como  Jesus era um revolucionário, pregava o amor, a fé e tratava todos igualmente. Alvarez chama atenção para alguns temas mais sensíveis e que são tratados como tabu para a Igreja Católica, como a homossexualidade, por exemplo.

“Mostro no livro como problemas que temos hoje, ainda mais no Brasil bolsonarista, que acredita que a verdade cristã é discriminatória, com a história da ‘família cristã’, essa ideia toda é equivocada. Não está em Jesus. Ele jamais defendeu a família. Queria desprendimento de qualquer amarra, especialmente as ideológicas. Jesus rompeu com qualquer preconceito, tratava a todos de maneira igual”, diz o autor.

Tanto o enviado de Deus rompeu as fronteiras de seu tempo que era próximo de Maria Madalena, em um tempo que as mulheres não eram tratadas de maneira igual pelos homens. A relação era tão próxima que, após sua crucificação, ela poderia ter sido lembrada para liderar os fiéis. “Numa eleição equilibrada, seria preciso dar voz também a Madalena, ao menos para que se candidatasse, pois andava sempre muito próxima do mestre e, mesmo que outros apóstolos se negassem a aceitar, foi a primeira a ter a notícia da ressurreição. Mas Pedro nunca fez questão de esconder seu incômodo com a presença dela, e não a reconheceria como sacerdotisa, muito menos apóstola, e jamais como candidata a liderar os homens.”

O papel da publicação, ressalta Alvarez, é expor para o leitor as origens da mensagem de Cristo e mostrar também o lado que por interesses religiosos tem sido ocultado: o humano. Tiago, por exemplo, era seu irmão e, pelo que pesquisou o autor, foi um dos líderes dos apóstolos. “A gente aprendeu que Pedro foi o fundador da igreja. Mas  onde está escrito isso? Qual a fonte arqueológica? As melhores fontes que temos hoje dizem que foi Tiago, irmão de Jesus, que lançou a congregação. O que a gente sabe é que há uma necessidade de a igreja afirmar determinadas verdades. Quando ela começa a reforçar o lado divino de Jesus diminui a relevância do seu lado humano e tudo que é relacionado à família é diminuído. É preciso afirmar o dogma da Imaculada Conceição e, por isso,  não é cabível mostrar quem foi o irmão dele, inclusive porque as pessoas questionam a virgindade de Maria”, explica. O livro é ilustrado por obras de arte que, em sua maioria, foram encomendadas pela Igreja. “É para mostrar o contraponto do que foi contado com o que realmente aconteceu”, explica o autor.

O jornalista, que é correspondente da Rede Globo e mora na França, diz que há anos vem tentando montar as peças desse mosaico, de maneira mais imparcial e aprofundada possível. Tanto que no próximo ano vai lançar o terceiro volume da série, que vai começar com os evangelhos sendo escritos, a destruição de Jerusalém, e os primeiros três séculos após a morte de Jesus, até o mundo se tornar, oficialmente, cristão.  



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Jesus rompeu com qualquer preconceito, tratava a todos de maneira igual, diz escritor

Rodrigo Alvarez narra fatos que se seguiram à crucificação e o começo do cristianismo

Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

25/12/2020 | 00:01


É comum ver pessoas que falam em nome do aniversariante do dia, Jesus Cristo. Desde que ele fez a última aparição aos apóstolos, logo após ressuscitar, e passou o bastão, para que levassem seus ensinamentos e assim difundissem o cristianismo, não é raro ver um ou outro proclamando o que seria a sua palavra. Mas o que, de fato, pregou o filho de Deus? Seus preceitos foram deturpados ao longo dos séculos? 

Para mostrar, de forma apurada, o que aconteceu com a doutrina cristã após a crucificação, o jornalista e escritor Rodrigo Alvarez, que já tem mais de 800 mil livros vendidos – a maioria trata da religião católica – se aprofundou durante uma década nesta história, a mais importante da humanidade. Do estudo, acaba de lançar o segundo volume da série Jesus: O Homem mais Amado da História (Sextante, R$ 69,90)

Na obra, há um tom  mais questionador sobre o início do cristianismo. Em suas 336 páginas, o autor mostra como  Jesus era um revolucionário, pregava o amor, a fé e tratava todos igualmente. Alvarez chama atenção para alguns temas mais sensíveis e que são tratados como tabu para a Igreja Católica, como a homossexualidade, por exemplo.

“Mostro no livro como problemas que temos hoje, ainda mais no Brasil bolsonarista, que acredita que a verdade cristã é discriminatória, com a história da ‘família cristã’, essa ideia toda é equivocada. Não está em Jesus. Ele jamais defendeu a família. Queria desprendimento de qualquer amarra, especialmente as ideológicas. Jesus rompeu com qualquer preconceito, tratava a todos de maneira igual”, diz o autor.

Tanto o enviado de Deus rompeu as fronteiras de seu tempo que era próximo de Maria Madalena, em um tempo que as mulheres não eram tratadas de maneira igual pelos homens. A relação era tão próxima que, após sua crucificação, ela poderia ter sido lembrada para liderar os fiéis. “Numa eleição equilibrada, seria preciso dar voz também a Madalena, ao menos para que se candidatasse, pois andava sempre muito próxima do mestre e, mesmo que outros apóstolos se negassem a aceitar, foi a primeira a ter a notícia da ressurreição. Mas Pedro nunca fez questão de esconder seu incômodo com a presença dela, e não a reconheceria como sacerdotisa, muito menos apóstola, e jamais como candidata a liderar os homens.”

O papel da publicação, ressalta Alvarez, é expor para o leitor as origens da mensagem de Cristo e mostrar também o lado que por interesses religiosos tem sido ocultado: o humano. Tiago, por exemplo, era seu irmão e, pelo que pesquisou o autor, foi um dos líderes dos apóstolos. “A gente aprendeu que Pedro foi o fundador da igreja. Mas  onde está escrito isso? Qual a fonte arqueológica? As melhores fontes que temos hoje dizem que foi Tiago, irmão de Jesus, que lançou a congregação. O que a gente sabe é que há uma necessidade de a igreja afirmar determinadas verdades. Quando ela começa a reforçar o lado divino de Jesus diminui a relevância do seu lado humano e tudo que é relacionado à família é diminuído. É preciso afirmar o dogma da Imaculada Conceição e, por isso,  não é cabível mostrar quem foi o irmão dele, inclusive porque as pessoas questionam a virgindade de Maria”, explica. O livro é ilustrado por obras de arte que, em sua maioria, foram encomendadas pela Igreja. “É para mostrar o contraponto do que foi contado com o que realmente aconteceu”, explica o autor.

O jornalista, que é correspondente da Rede Globo e mora na França, diz que há anos vem tentando montar as peças desse mosaico, de maneira mais imparcial e aprofundada possível. Tanto que no próximo ano vai lançar o terceiro volume da série, que vai começar com os evangelhos sendo escritos, a destruição de Jerusalém, e os primeiros três séculos após a morte de Jesus, até o mundo se tornar, oficialmente, cristão.  

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