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Aliado de Trump, secretário de Justiça descarta possibilidade de fraude eleitoral

Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


01/12/2020 | 19:49


O secretário de Justiça dos Estados Unidos, William Barr, disse nesta terça-feira, 1, que o Departamento de Justiça não descobriu evidências de fraude eleitoral generalizada que possa mudar o resultado da eleição presidencial deste ano. A declaração contrapõe as repetidas acusações do presidente Donald Trump de que a eleição foi roubada - ele se recusa a aceitar a derrota para o democrata Joe Biden.

Em uma entrevista à agência Associated Press, Barr disse que os procuradores dos EUA e agentes do FBI têm trabalhado para acompanhar reclamações e informações sobre fraudes que receberam, mas não descobriram nenhuma evidência que mudaria o resultado da eleição. "Até agora, não vimos fraude em uma escala que pudesse ter afetado o resultado da eleição", disse Barr.

Pouco depois da publicação da entrevista, Barr foi visto na Casa Branca e muitos analistas especulavam que ele poderá deixar o governo.

Durante a gestão Trump, Barr foi um dos aliados mais fiéis ao presidente. Antes da eleição, ele disse que o voto pelo correio poderia ser vulnerável à fraude. Por causa do novo coronavírus, a votação por correspondência neste ano foi a maior da história das eleições americanas.

Mesmo sem evidências de irregularidades, Barr emitiu, no mês passado, uma diretriz para todos os procuradores dos EUA dando aval para prosseguir com quaisquer "alegações substanciais" de irregularidades de votação, antes que o resultado fosse certificado. O memorando deu um poder aos promotores para driblar uma regra do próprio Departamento de Justiça que vetava procedimentos antes de a eleição ser certificada.

A diretriz culminou com um pedido de afastamento de Richard Pilger, o principal responsável por investigações de crimes eleitorais no Departamento de Justiça.

Sem nenhuma evidência, a equipe de campanha de Trump, liderada pelo advogado Rudolph Giuliani, tem divulgado uma versão falsa de uma grande conspiração dos democratas para despejar milhões de votos ilegais. A campanha republicana entrou com vários processos em Estados-chave, que foram todos rejeitados, até mesmo por juízes republicanos que consideraram que as denúncias careciam de provas.

Trump também protestou contra a eleição em tuítes e entrevistas, embora seu próprio governo tenha dito que a eleição de 2020 foi a mais segura de todos os tempos.

Coube à advogada republicana Sidney Powell divulgar as histórias mais delirantes, que envolviam sistemas eleitorais que trocam votos, computadores alemães que armazenam informações de votação dos EUA e um software eleitoral criado na Venezuela "sob a direção de Hugo Chávez". Powell foi removida da equipe jurídica de Trump após uma entrevista que ela deu, na qual ameaçou "explodir" os tribunais da Geórgia com processos. (Com agências internacionais)



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Aliado de Trump, secretário de Justiça descarta possibilidade de fraude eleitoral


01/12/2020 | 19:49


O secretário de Justiça dos Estados Unidos, William Barr, disse nesta terça-feira, 1, que o Departamento de Justiça não descobriu evidências de fraude eleitoral generalizada que possa mudar o resultado da eleição presidencial deste ano. A declaração contrapõe as repetidas acusações do presidente Donald Trump de que a eleição foi roubada - ele se recusa a aceitar a derrota para o democrata Joe Biden.

Em uma entrevista à agência Associated Press, Barr disse que os procuradores dos EUA e agentes do FBI têm trabalhado para acompanhar reclamações e informações sobre fraudes que receberam, mas não descobriram nenhuma evidência que mudaria o resultado da eleição. "Até agora, não vimos fraude em uma escala que pudesse ter afetado o resultado da eleição", disse Barr.

Pouco depois da publicação da entrevista, Barr foi visto na Casa Branca e muitos analistas especulavam que ele poderá deixar o governo.

Durante a gestão Trump, Barr foi um dos aliados mais fiéis ao presidente. Antes da eleição, ele disse que o voto pelo correio poderia ser vulnerável à fraude. Por causa do novo coronavírus, a votação por correspondência neste ano foi a maior da história das eleições americanas.

Mesmo sem evidências de irregularidades, Barr emitiu, no mês passado, uma diretriz para todos os procuradores dos EUA dando aval para prosseguir com quaisquer "alegações substanciais" de irregularidades de votação, antes que o resultado fosse certificado. O memorando deu um poder aos promotores para driblar uma regra do próprio Departamento de Justiça que vetava procedimentos antes de a eleição ser certificada.

A diretriz culminou com um pedido de afastamento de Richard Pilger, o principal responsável por investigações de crimes eleitorais no Departamento de Justiça.

Sem nenhuma evidência, a equipe de campanha de Trump, liderada pelo advogado Rudolph Giuliani, tem divulgado uma versão falsa de uma grande conspiração dos democratas para despejar milhões de votos ilegais. A campanha republicana entrou com vários processos em Estados-chave, que foram todos rejeitados, até mesmo por juízes republicanos que consideraram que as denúncias careciam de provas.

Trump também protestou contra a eleição em tuítes e entrevistas, embora seu próprio governo tenha dito que a eleição de 2020 foi a mais segura de todos os tempos.

Coube à advogada republicana Sidney Powell divulgar as histórias mais delirantes, que envolviam sistemas eleitorais que trocam votos, computadores alemães que armazenam informações de votação dos EUA e um software eleitoral criado na Venezuela "sob a direção de Hugo Chávez". Powell foi removida da equipe jurídica de Trump após uma entrevista que ela deu, na qual ameaçou "explodir" os tribunais da Geórgia com processos. (Com agências internacionais)

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