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Covas inicia discurso de vitória com deferência a vice e dá indireta a Bolsonaro; Orlando Morando participa

Reprodução/Facebook Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


29/11/2020 | 21:16


O prefeito reeleito de São Paulo (SP), Bruno Covas (PSDB), usou seu primeiro pronunciamento após a vitória no segundo turno deste domingo (29) para fazer uma deferência ao seu candidato a vice, o vereador Ricardo Nunes (MDB), e críticas indiretas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Cercado por aliados na sede do diretório estadual do seu partido, entre eles o governador João Doria (PSDB), Covas citou apenas um nome em toda a sua fala, justamente o do companheiro de chapa.

"Me perdoem os parlamentares, a coordenação de campanhas, me perdoe, governador, me perdoe a minha família. Eu queria, aqui, fazer uma homenagem e um agradecimento especial ao meu vice, Ricardo Nunes, que sofreu muito durante a campanha", destacou o candidato vitorioso. Principalmente durante a caminhada rumo ao segundo turno, a coligação do PSOL direcionou ataques a Nunes após virem à tona um boletim de ocorrência, feito em 2011, por suposta agressão a sua esposa, Regina Carnovale - que hoje nega ter sido vítima de violência - e o envolvimento do vereador com o aluguel de prédios a creches conveniadas com a prefeitura. Conforme mostrou o Broadcast Político, a equipe de Covas pôs em campo uma ofensiva virtual de impulsionamentos para fazer frente à frequência de buscas pelo nome de Nunes no Google.

Além de cumprimentar Boulos pelo "bom combate", o tucano reforçou no discurso deste domingo que São Paulo não quer divisões nem o confronto. Prometeu, ainda, governar para todos, inclusive os que votaram no candidato do PSOL. Em ritmo lento, pausado e abusando de anáforas, o prefeito reconduzido ao cargo incluiu no pronunciamento uma alfinetada no presidente Bolsonaro. Covas contrapôs a repetição da frase "São Paulo disse ''''''''sim'''''''' - à democracia, à ciência, à moderação e ao equilíbrio" - à afirmação de que, na sua visão, o eleitorado da capital paulistana mostrou que "restam poucos dias para o negacionismo e para o obscurantismo".

Uma vez que se juntasse esse trecho da fala à ênfase dada pelo tucano à gravidade da crise econômica e social provocada pela pandemia de covid-19, com Covas postado ao lado de Doria no púlpito, a indireta tinha alvo certo, com endereço em Brasília, no Palácio da Alvorada.

ORLANDO MORANDO

Em sua página no Facebook, o prefeito reeleito Orlando Morando (PSDB), que esteve na votação e no discurso do Covas, postou a mensagem:

"Parabéns ao meu amigo, Bruno Covas. Vitória justa e merecida de quem trabalhou com responsabilidade e dedicação neste período mais desafiador e difícil deste tempo. Mesmo com a saúde debilitada, encarou cada obstáculo para oferecer o melhor para a população. A cidade de São Paulo reconheceu o seu esforço e eficiência para a continuidade de um governo sério e de futuro. Que seus próximos quatro anos sejam de mais realizações e prosperidade. Viva a democracia."



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Covas inicia discurso de vitória com deferência a vice e dá indireta a Bolsonaro; Orlando Morando participa


29/11/2020 | 21:16


O prefeito reeleito de São Paulo (SP), Bruno Covas (PSDB), usou seu primeiro pronunciamento após a vitória no segundo turno deste domingo (29) para fazer uma deferência ao seu candidato a vice, o vereador Ricardo Nunes (MDB), e críticas indiretas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Cercado por aliados na sede do diretório estadual do seu partido, entre eles o governador João Doria (PSDB), Covas citou apenas um nome em toda a sua fala, justamente o do companheiro de chapa.

"Me perdoem os parlamentares, a coordenação de campanhas, me perdoe, governador, me perdoe a minha família. Eu queria, aqui, fazer uma homenagem e um agradecimento especial ao meu vice, Ricardo Nunes, que sofreu muito durante a campanha", destacou o candidato vitorioso. Principalmente durante a caminhada rumo ao segundo turno, a coligação do PSOL direcionou ataques a Nunes após virem à tona um boletim de ocorrência, feito em 2011, por suposta agressão a sua esposa, Regina Carnovale - que hoje nega ter sido vítima de violência - e o envolvimento do vereador com o aluguel de prédios a creches conveniadas com a prefeitura. Conforme mostrou o Broadcast Político, a equipe de Covas pôs em campo uma ofensiva virtual de impulsionamentos para fazer frente à frequência de buscas pelo nome de Nunes no Google.

Além de cumprimentar Boulos pelo "bom combate", o tucano reforçou no discurso deste domingo que São Paulo não quer divisões nem o confronto. Prometeu, ainda, governar para todos, inclusive os que votaram no candidato do PSOL. Em ritmo lento, pausado e abusando de anáforas, o prefeito reconduzido ao cargo incluiu no pronunciamento uma alfinetada no presidente Bolsonaro. Covas contrapôs a repetição da frase "São Paulo disse ''''''''sim'''''''' - à democracia, à ciência, à moderação e ao equilíbrio" - à afirmação de que, na sua visão, o eleitorado da capital paulistana mostrou que "restam poucos dias para o negacionismo e para o obscurantismo".

Uma vez que se juntasse esse trecho da fala à ênfase dada pelo tucano à gravidade da crise econômica e social provocada pela pandemia de covid-19, com Covas postado ao lado de Doria no púlpito, a indireta tinha alvo certo, com endereço em Brasília, no Palácio da Alvorada.

ORLANDO MORANDO

Em sua página no Facebook, o prefeito reeleito Orlando Morando (PSDB), que esteve na votação e no discurso do Covas, postou a mensagem:

"Parabéns ao meu amigo, Bruno Covas. Vitória justa e merecida de quem trabalhou com responsabilidade e dedicação neste período mais desafiador e difícil deste tempo. Mesmo com a saúde debilitada, encarou cada obstáculo para oferecer o melhor para a população. A cidade de São Paulo reconheceu o seu esforço e eficiência para a continuidade de um governo sério e de futuro. Que seus próximos quatro anos sejam de mais realizações e prosperidade. Viva a democracia."

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