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IBGE: taxa de desemprego sobe em 10 dos 27 Estados

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


27/11/2020 | 17:22


A alta da taxa de desemprego no terceiro trimestre ocorreu em 10 dos 27 Estados. A Bahia seguiu com a maior taxa regional, de 20,7%, ante os 14,6% do País como um todo. Sergipe (20,3%), Alagoas (20,0%) e Rio de Janeiro (19,1%) completam a lista dos Estados com a taxa de desocupação mais elevada, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na Bahia, o total de desempregados ficou em 1,273 milhão de pessoas no terceiro trimestre, uma alta de 8,8%, ou 103 mil pessoas a mais, no período de um ano.

O quadro é ainda pior quando se leva em conta os trabalhadores que gostariam de trabalhar, mas não procuram emprego, ou trabalham menos horas do que gostariam. A taxa composta de subutilização da força de trabalho, espécie de taxa ampliada de desemprego, que inclui essas pessoas, ficou em 45,9% na Bahia, ante os 30,3% do País como um todo.

Os Estados nordestinos são campeões nessa medida mais ampla do desemprego. Segundo o IBGE, a taxa composta de subutilização na região Nordeste como um todo ficou em 43,5% no terceiro trimestre.

Adriana Beringuy, gerente da Pnad Contínua, explicou que isso se dá por causa do predomínio do trabalho informal no Nordeste. "A informalidade puxou muito a queda na ocupação. E esse processo de subutilização está ligado à informalidade", afirmou a pesquisadora do IBGE.

A informalidade está associada à subutilização porque no caso do trabalho informal, especialmente entre os trabalhadores por conta própria, como vendedores ambulantes, a saída da ocupação pode se dar quando o trabalhador fica em casa sem trabalhar - e não porque foi demitido ou dispensado. Ao longo da pandemia, o pagamento do auxílio emergencial sustentou a renda desse tipo de trabalhador, mas fora da força de trabalho.

Se a Bahia tem a maior taxa de desemprego, o salto mais forte, na comparação com o segundo trimestre, foi visto na Paraíba, com 16,8%. No segundo trimestre, a taxa de desocupação estava em 12,8% por lá. Em apenas um trimestre, 32,7 mil pessoas passaram ao desemprego na Paraíba, um salto de 62% ante o segundo trimestre. Pelo conceito mais amplo, falta trabalho para 814 mil por lá. A taxa composta ficou em 43,1% na Paraíba.

Na outra ponta do ranking, Santa Catarina ficou com a menor taxa de desemprego do País, como ocorre tradicionalmente. No terceiro trimestre, o indicador ficou em 6,6%, menos da metade da taxa nacional. A lista dos Estados com menores taxas se segue com Mato Grosso (9,9%), Paraná (10,2%) e Rio Grande do Sul (10,3%).



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IBGE: taxa de desemprego sobe em 10 dos 27 Estados


27/11/2020 | 17:22


A alta da taxa de desemprego no terceiro trimestre ocorreu em 10 dos 27 Estados. A Bahia seguiu com a maior taxa regional, de 20,7%, ante os 14,6% do País como um todo. Sergipe (20,3%), Alagoas (20,0%) e Rio de Janeiro (19,1%) completam a lista dos Estados com a taxa de desocupação mais elevada, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na Bahia, o total de desempregados ficou em 1,273 milhão de pessoas no terceiro trimestre, uma alta de 8,8%, ou 103 mil pessoas a mais, no período de um ano.

O quadro é ainda pior quando se leva em conta os trabalhadores que gostariam de trabalhar, mas não procuram emprego, ou trabalham menos horas do que gostariam. A taxa composta de subutilização da força de trabalho, espécie de taxa ampliada de desemprego, que inclui essas pessoas, ficou em 45,9% na Bahia, ante os 30,3% do País como um todo.

Os Estados nordestinos são campeões nessa medida mais ampla do desemprego. Segundo o IBGE, a taxa composta de subutilização na região Nordeste como um todo ficou em 43,5% no terceiro trimestre.

Adriana Beringuy, gerente da Pnad Contínua, explicou que isso se dá por causa do predomínio do trabalho informal no Nordeste. "A informalidade puxou muito a queda na ocupação. E esse processo de subutilização está ligado à informalidade", afirmou a pesquisadora do IBGE.

A informalidade está associada à subutilização porque no caso do trabalho informal, especialmente entre os trabalhadores por conta própria, como vendedores ambulantes, a saída da ocupação pode se dar quando o trabalhador fica em casa sem trabalhar - e não porque foi demitido ou dispensado. Ao longo da pandemia, o pagamento do auxílio emergencial sustentou a renda desse tipo de trabalhador, mas fora da força de trabalho.

Se a Bahia tem a maior taxa de desemprego, o salto mais forte, na comparação com o segundo trimestre, foi visto na Paraíba, com 16,8%. No segundo trimestre, a taxa de desocupação estava em 12,8% por lá. Em apenas um trimestre, 32,7 mil pessoas passaram ao desemprego na Paraíba, um salto de 62% ante o segundo trimestre. Pelo conceito mais amplo, falta trabalho para 814 mil por lá. A taxa composta ficou em 43,1% na Paraíba.

Na outra ponta do ranking, Santa Catarina ficou com a menor taxa de desemprego do País, como ocorre tradicionalmente. No terceiro trimestre, o indicador ficou em 6,6%, menos da metade da taxa nacional. A lista dos Estados com menores taxas se segue com Mato Grosso (9,9%), Paraná (10,2%) e Rio Grande do Sul (10,3%).

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