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Bolsas da Europa fecham neutras, com realização de lucros e incertezas do Brexit



25/11/2020 | 14:13


As bolsas da Europa fecharam o pregão desta quarta-feira, 25, sem direção única, em movimento de realização de lucros em Londres e Frankfurt, após o rali de ontem, e também diante das incertezas sobre as tratativas entre o Reino Unido e a União Europeia em relação ao acordo comercial pós-Brexit. O tom de cautela também foi reforçado pelo alerta do Banco Central Europeu (BCE) sobre os riscos para estabilidade financeira e a lucratividade dos bancos da zona do euro. O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,08%, a 392,09 pontos.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou em uma sessão do Parlamento europeu hoje que o bloco está preparado para um cenário sem entendimento comercial com os britânicos. "Não posso dizer se haverá um acordo com o Reino Unido. Os próximos dias serão decisivos", declarou. O alerta da líder foi o gatilho para a realização de lucros nas bolsas, na véspera do feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, embora a maioria das praças tenha se recuperado no final da sessão.

Em Londres, contudo, o FTSE 100 caiu 0,64%, a 6.391,09 pontos. "Não vamos estender o período de transição", reforçou o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, também em referência ao Brexit. Ele disse a parlamentares nesta manhã que as tratativas para o acordo comercial só farão progressos "se a UE aceitar a soberania britânica sobre suas águas em relação à pesca".

Também no Reino Unido, o ministro das Finanças, Rishi Sunak, estimou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país deve contrair 11,3% em 2020 e só retomará o nível pré-pandemia no último trimestre de 2022.

Além de Londres, o índice DAX, de Frankfurt, também registrou perdas, mas de 0,02%, a 13.289,80 pontos. As ações do Deutsche Bank cederam 1,07%, depois de o BCE estimar que a lucratividade dos bancos da zona do euro só voltará ao nível pré-pandemia em 2022. Em relatório sobre estabilidade financeira, a autoridade monetária também alertou que a força atual nos preços dos ativos e a nova tomada de risco "tornam os mercados suscetíveis a correções".

Em Paris, o CAC 40 subiu 0,23%, a 5.571,29 pontos. Os papéis da Airbus caíam 2,14%, e os do BNP Paribas tiveram leve alta de 0,05%.

O FTSE MIB, de Milão, avançou 0,72%, a 22.303,58 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 1,26%, a 4.628,63 pontos. O IBEX 35, de Madri, por sua vez, subiu 0,26%, 8.164,70 pontos.

Apesar de certa cautela, o pano de fundo que garantiu o rali nos ativos de risco ontem permanece. O mercado segue esperando pela confirmação do nome da ex-presidente do Federal Reserve Janet Yellen para comandar o Tesouro dos EUA e a transição de governo continua em Washington. Além disso, a Moderna confirmou hoje um acordo com a Comissão Europeia para o fornecimento de pelo menos 80 milhões de doses de sua vacina experimental contra a covid-19.



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Bolsas da Europa fecham neutras, com realização de lucros e incertezas do Brexit


25/11/2020 | 14:13


As bolsas da Europa fecharam o pregão desta quarta-feira, 25, sem direção única, em movimento de realização de lucros em Londres e Frankfurt, após o rali de ontem, e também diante das incertezas sobre as tratativas entre o Reino Unido e a União Europeia em relação ao acordo comercial pós-Brexit. O tom de cautela também foi reforçado pelo alerta do Banco Central Europeu (BCE) sobre os riscos para estabilidade financeira e a lucratividade dos bancos da zona do euro. O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,08%, a 392,09 pontos.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou em uma sessão do Parlamento europeu hoje que o bloco está preparado para um cenário sem entendimento comercial com os britânicos. "Não posso dizer se haverá um acordo com o Reino Unido. Os próximos dias serão decisivos", declarou. O alerta da líder foi o gatilho para a realização de lucros nas bolsas, na véspera do feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, embora a maioria das praças tenha se recuperado no final da sessão.

Em Londres, contudo, o FTSE 100 caiu 0,64%, a 6.391,09 pontos. "Não vamos estender o período de transição", reforçou o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, também em referência ao Brexit. Ele disse a parlamentares nesta manhã que as tratativas para o acordo comercial só farão progressos "se a UE aceitar a soberania britânica sobre suas águas em relação à pesca".

Também no Reino Unido, o ministro das Finanças, Rishi Sunak, estimou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país deve contrair 11,3% em 2020 e só retomará o nível pré-pandemia no último trimestre de 2022.

Além de Londres, o índice DAX, de Frankfurt, também registrou perdas, mas de 0,02%, a 13.289,80 pontos. As ações do Deutsche Bank cederam 1,07%, depois de o BCE estimar que a lucratividade dos bancos da zona do euro só voltará ao nível pré-pandemia em 2022. Em relatório sobre estabilidade financeira, a autoridade monetária também alertou que a força atual nos preços dos ativos e a nova tomada de risco "tornam os mercados suscetíveis a correções".

Em Paris, o CAC 40 subiu 0,23%, a 5.571,29 pontos. Os papéis da Airbus caíam 2,14%, e os do BNP Paribas tiveram leve alta de 0,05%.

O FTSE MIB, de Milão, avançou 0,72%, a 22.303,58 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 1,26%, a 4.628,63 pontos. O IBEX 35, de Madri, por sua vez, subiu 0,26%, 8.164,70 pontos.

Apesar de certa cautela, o pano de fundo que garantiu o rali nos ativos de risco ontem permanece. O mercado segue esperando pela confirmação do nome da ex-presidente do Federal Reserve Janet Yellen para comandar o Tesouro dos EUA e a transição de governo continua em Washington. Além disso, a Moderna confirmou hoje um acordo com a Comissão Europeia para o fornecimento de pelo menos 80 milhões de doses de sua vacina experimental contra a covid-19.

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