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USP, Unicamp e Unesp freiam plano de retomada após alta de internações pela covid

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


18/11/2020 | 19:05


O aumento de internações pela covid-19 no Estado de São Paulo fez a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) frearem seus planos de retomada das atividades presenciais. No início da semana, o governo João Doria (PSDB) anunciou alta de 18% nas hospitalizações - o crescimento ocorre tanto em hospitais privados quanto municipais.

Em um comunicado divulgado nesta terça-feira, 17, a USP apontou um quadro de "incertezas e instabilidades" acerca da evolução da doença e tornou o retorno de servidores e funcionários facultativo. Antes, a volta desses funcionários era obrigatória, o que levou a uma mobilização contrária por parte do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp).

Segundo a universidade, nas primeiras semanas de outubro, a tendência era de "recuo sistemático" da transmissão e, por isso, foi proposta "a retomada gradual compulsória das atividades laborais presenciais pelos servidores técnicos e administrativos". A USP diz que a tendência dos dados se reverteu e a universidade está "sob estado de cautela e cuidado".

"O GT (grupo de trabalho que elaborou o plano de retomada das atividades na USP) comunica a suspensão do caráter compulsório do retorno presencial na Universidade de São Paulo até que a evolução do quadro epidemiológico volte a se apresentar com clareza e segurança", informou a universidade. Aulas de graduação e pós-graduação, que já ocorriam de forma remota, continuam a ser ministradas online.

Na Unicamp, a alta nas internações no Estado adiou o início da próxima fase de flexibilização, em que seria permitida a presença de até 50% dos alunos de graduação e pós e de até 80% dos funcionários. Essa etapa da flexibilização estava, inicialmente, prevista para o dia 30 de novembro, mas foi transferida para 14 de dezembro, "a fim de se observar a evolução da pandemia".

A universidade de Campinas fala em "alterações de cenário", mas afirma que "não há, internamente, nenhuma evidência de recrudescimento da pandemia na comunidade universitária". Nesta semana, a universidade autorizou a ida de até 25% dos alunos de graduação e pós e de até 60% dos funcionários. Segundo a Unicamp, essa permissão de retorno está mantida. Só 21,3% dos servidores técnico-administrativos voltaram ao câmpus. "A recomendação é para que as unidades e órgãos continuem com atividades predominantemente remotas."

Na Universidade Estadual Paulista (Unesp), que autorizou a retomada apenas de aulas práticas de alguns cursos nas áreas de saúde e a volta de parte dos funcionários técnico-administrativos, as definições sobre o retorno têm sido feitas de modo regionalizado e algumas unidades já cogitam desacelerar a retomada dos servidores, mantendo a maioria em teletrabalho por enquanto.



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USP, Unicamp e Unesp freiam plano de retomada após alta de internações pela covid


18/11/2020 | 19:05


O aumento de internações pela covid-19 no Estado de São Paulo fez a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) frearem seus planos de retomada das atividades presenciais. No início da semana, o governo João Doria (PSDB) anunciou alta de 18% nas hospitalizações - o crescimento ocorre tanto em hospitais privados quanto municipais.

Em um comunicado divulgado nesta terça-feira, 17, a USP apontou um quadro de "incertezas e instabilidades" acerca da evolução da doença e tornou o retorno de servidores e funcionários facultativo. Antes, a volta desses funcionários era obrigatória, o que levou a uma mobilização contrária por parte do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp).

Segundo a universidade, nas primeiras semanas de outubro, a tendência era de "recuo sistemático" da transmissão e, por isso, foi proposta "a retomada gradual compulsória das atividades laborais presenciais pelos servidores técnicos e administrativos". A USP diz que a tendência dos dados se reverteu e a universidade está "sob estado de cautela e cuidado".

"O GT (grupo de trabalho que elaborou o plano de retomada das atividades na USP) comunica a suspensão do caráter compulsório do retorno presencial na Universidade de São Paulo até que a evolução do quadro epidemiológico volte a se apresentar com clareza e segurança", informou a universidade. Aulas de graduação e pós-graduação, que já ocorriam de forma remota, continuam a ser ministradas online.

Na Unicamp, a alta nas internações no Estado adiou o início da próxima fase de flexibilização, em que seria permitida a presença de até 50% dos alunos de graduação e pós e de até 80% dos funcionários. Essa etapa da flexibilização estava, inicialmente, prevista para o dia 30 de novembro, mas foi transferida para 14 de dezembro, "a fim de se observar a evolução da pandemia".

A universidade de Campinas fala em "alterações de cenário", mas afirma que "não há, internamente, nenhuma evidência de recrudescimento da pandemia na comunidade universitária". Nesta semana, a universidade autorizou a ida de até 25% dos alunos de graduação e pós e de até 60% dos funcionários. Segundo a Unicamp, essa permissão de retorno está mantida. Só 21,3% dos servidores técnico-administrativos voltaram ao câmpus. "A recomendação é para que as unidades e órgãos continuem com atividades predominantemente remotas."

Na Universidade Estadual Paulista (Unesp), que autorizou a retomada apenas de aulas práticas de alguns cursos nas áreas de saúde e a volta de parte dos funcionários técnico-administrativos, as definições sobre o retorno têm sido feitas de modo regionalizado e algumas unidades já cogitam desacelerar a retomada dos servidores, mantendo a maioria em teletrabalho por enquanto.

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