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Especialistas alertam para o aumento da procura em hospitais

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Internações cresceram 15% na última semana na região, além de 2.133 novos casos de Covid-19


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

17/11/2020 | 00:01


A região tem registrado aumento no número de casos de infecções pelo coronavírus e, consequentemente, crescimento nas internações. Os especialistas avaliam que a alta não caracteriza segunda onda da pandemia, contudo, acende o alerta para possível sobrecarga do sistema de saúde. Isso porque unidades estão atendendo procedimentos e consultas eletivas, represadas em razão da quarentena, e o incremento na demanda de pacientes com Covid. Segundo infectologistas, os governos já fizeram a “lição de casa” e devem estar preparados para adaptar o atendimento se o novo pico se prolongar.

Para se ter ideia, nos sete dias encerrados sábado, foram 2.133 diagnósticos, de acordo com as prefeituras. O Grande ABC não ultrapassava as 2.000 confirmações desde a semana entre os dias 20 e 26 de setembro, quando 2.007 infectados foram registrados. Paralelamente, as internações estão aumentando nas sete cidades, sendo que na última semana, o crescimento foi de 15%, conforme o SP Covid-19 Info Tracker, projeto mantido por pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista), da USP (Universidade de São Paulo) e do Cemeai (Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria).

Juvencio Duailibe Furtado, professor de infectologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), não acredita que se trata da segunda onda da pandemia, já que “ainda não tivemos o fim da primeira”. “Estávamos em decrescente, mas o número de casos voltou a aumentar e este pode ser pico causado pelo relaxamento (das medidas sanitárias e do isolamento físico)”, explica. De fato, nos primeiros meses da pandemia, a taxa de isolamento chegou a 60% aos domingos e a 55% nos dias de semana. No último domingo, o índice foi de 44%, enquanto nos dias úteis o maior percentual foi de 48%.

Melissa Velentini, infectologista do Grupo Pardini, destaca que a população deve cobrar que gestores públicos estejam em alerta para a possível consolidação da alta nos casos, sem deixar de atender pacientes com outras enfermidades, sobretudo com doenças graves que requerem tratamento, como câncer e HIV. “(As prefeituras) já têm o know-how de planejamento (para atender pacientes com o coronavírus), não podem pensar apenas na Covid, é preciso analisar dia após dia. O que sabemos é que a Covid será uma Influenza, ou seja, terá outros picos”, aponta.

Na região, Santo André, São Caetano, Mauá e Ribeirão Pires montaram hospitais de campanha para atendimento exclusivo de pacientes diagnosticados com Covid. Dos três equipamentos andreenses, dois seguem em operação – no ginásio Pedro Dell’Antonia e na UFABC (Universidade Federal do ABC). Em Ribeirão Pires, o hospital de campanha segue em funcionamento, enquanto as demais cidades já encerram as atividades dos equipamentos provisórios. O HMU (Hospital Municipal Universitário), em São Bernardo, estava atendendo exclusivamente pacientes com o coronavírus, mas retornou às atividades normais em outubro.

Questionadas, as prefeituras do Grande ABC asseguraram que mantêm as medidas de prevenção ao coronavírus, assim como as ações de monitoramento da evolução da Covid nos municípios por meio de programas de testagem em massa, por exemplo. Além disso, as administrações acompanham e tratam pacientes que se recuperaram da doença, mas ficaram com sequela. 



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Especialistas alertam para o aumento da procura em hospitais

Internações cresceram 15% na última semana na região, além de 2.133 novos casos de Covid-19

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

17/11/2020 | 00:01


A região tem registrado aumento no número de casos de infecções pelo coronavírus e, consequentemente, crescimento nas internações. Os especialistas avaliam que a alta não caracteriza segunda onda da pandemia, contudo, acende o alerta para possível sobrecarga do sistema de saúde. Isso porque unidades estão atendendo procedimentos e consultas eletivas, represadas em razão da quarentena, e o incremento na demanda de pacientes com Covid. Segundo infectologistas, os governos já fizeram a “lição de casa” e devem estar preparados para adaptar o atendimento se o novo pico se prolongar.

Para se ter ideia, nos sete dias encerrados sábado, foram 2.133 diagnósticos, de acordo com as prefeituras. O Grande ABC não ultrapassava as 2.000 confirmações desde a semana entre os dias 20 e 26 de setembro, quando 2.007 infectados foram registrados. Paralelamente, as internações estão aumentando nas sete cidades, sendo que na última semana, o crescimento foi de 15%, conforme o SP Covid-19 Info Tracker, projeto mantido por pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista), da USP (Universidade de São Paulo) e do Cemeai (Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria).

Juvencio Duailibe Furtado, professor de infectologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), não acredita que se trata da segunda onda da pandemia, já que “ainda não tivemos o fim da primeira”. “Estávamos em decrescente, mas o número de casos voltou a aumentar e este pode ser pico causado pelo relaxamento (das medidas sanitárias e do isolamento físico)”, explica. De fato, nos primeiros meses da pandemia, a taxa de isolamento chegou a 60% aos domingos e a 55% nos dias de semana. No último domingo, o índice foi de 44%, enquanto nos dias úteis o maior percentual foi de 48%.

Melissa Velentini, infectologista do Grupo Pardini, destaca que a população deve cobrar que gestores públicos estejam em alerta para a possível consolidação da alta nos casos, sem deixar de atender pacientes com outras enfermidades, sobretudo com doenças graves que requerem tratamento, como câncer e HIV. “(As prefeituras) já têm o know-how de planejamento (para atender pacientes com o coronavírus), não podem pensar apenas na Covid, é preciso analisar dia após dia. O que sabemos é que a Covid será uma Influenza, ou seja, terá outros picos”, aponta.

Na região, Santo André, São Caetano, Mauá e Ribeirão Pires montaram hospitais de campanha para atendimento exclusivo de pacientes diagnosticados com Covid. Dos três equipamentos andreenses, dois seguem em operação – no ginásio Pedro Dell’Antonia e na UFABC (Universidade Federal do ABC). Em Ribeirão Pires, o hospital de campanha segue em funcionamento, enquanto as demais cidades já encerram as atividades dos equipamentos provisórios. O HMU (Hospital Municipal Universitário), em São Bernardo, estava atendendo exclusivamente pacientes com o coronavírus, mas retornou às atividades normais em outubro.

Questionadas, as prefeituras do Grande ABC asseguraram que mantêm as medidas de prevenção ao coronavírus, assim como as ações de monitoramento da evolução da Covid nos municípios por meio de programas de testagem em massa, por exemplo. Além disso, as administrações acompanham e tratam pacientes que se recuperaram da doença, mas ficaram com sequela. 

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