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Cai número de eleitores com 16 e 17 anos no Grande ABC

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

14/11/2020 | 06:42


Caiu 42,8% o número de eleitores com idade entre 16 e 17 anos no Grande ABC, na faixa etária na qual o voto é facultativo. Em 2016, 21.488 pessoas com essas idades tinham título de eleitor. Neste ano, somente 12.289.

O maior índice de queda proporcional está entre quem tem 16 anos. Em 2016, 4.085 adolescentes dessa idade estavam aptos a votar. Agora, 1.217 – recuo de 70,2%. Entre quem tem 17 anos, a redução foi de 36,4% – de 17.403 eleitores para 11.072. Os dados são do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O Diário conversou com jovens que se enquadram no cenário: têm idade, mas não tiraram o título para participar da eleição deste ano. Houve quem classificasse o ambiente político como “tóxico” e também quem apontasse a pandemia de Covid-19 como culpada pelo fato de não ter tido condições de viabilizar o documento a tempo.

Morador da Vila Guiomar, em Santo André, Nicollas Freitas Rocha, prestes a completar 18 anos, é estudante do terceiro ano do ensino médio. O jovem, que demonstra um pouco de interesse no assunto, assume que não acompanha o noticiário político e acaba sabendo o básico sobre o assunto. Ele ainda não tem o título de eleitor. “Ainda não me causa interesse buscar o assunto e acabo vendo algo quando esbarro em algum jornal”, declarou o jovem. Paradoxalmente, Nicollas trabalha como cabo eleitoral para uma candidata a vereadora de Santo André.

No Brasil, o voto é facultativo para o jovem que tem entre 16 e 17 anos – passa a ser obrigatório a quem faz 18 anos. O TSE aponta que amanhã pouco mais de 1 milhão de jovens entre 16 e 17 anos deverão votar. Em 2016, quando ocorreu última eleição municipal, esse número foi de 2,3 milhões, conforme o tribunal.

Conforme o sociólogo com graduação em ciências políticas Fábio Gomes, o eleitor na faixa etária de 16 a 19 anos sempre foi mais “rebelde” quando se trata de política. “Grande parte desses jovens acaba não se envolvendo devido à grande polarização entre a esquerda e a direita que existe no País. Isso fica ainda mais evidente quando se trata desta geração que nasceu em meio à era digital”, avaliou.

A estudante Isabella da Silva Sanches, 16, moradora do Parque Marajoara, em Santo André, disse que não tirou o título eleitoral devido à pandemia do novo coronavírus. Mas a estudante também acredita que o ambiente do debate político no País é hostil e, por isso, prefere não se envolver. “Acabo não participando muito dos debates pelo fato de que as pessoas brigam por política. Muitas vezes o político promete milhões de coisas e não cumpre essas promessas. O que eu vejo são algumas coisas na internet ou quando meus pais falam algo.”

Caroliny Valentim da Costa, 17, até tirou seu título de eleitor, mas não sabe se, amanhã, estará na urna. Ela declarou que não gosta de política e que sabe apenas o básico sobre o que acontece nas esferas municipais, estaduais e federal. A estudante alega que o assunto é complexo e que não sente interesse em buscar informações.

“A política atingiu um nível de desgosto. Acredito que a palavra política, na verdade, é utilizada por pessoas que se acham superiores e que a utilizam para roubar dinheiro da população que se encontra em situação precária. Por esse motivo eu não gosto”, disparou a jovem, que mora no bairro Francisco Matarazzo em Santo André. A adolescente porém, sabe que, ao completar 18 anos, o voto será uma obrigação. “Nesse caso, vou procurar me informar mais sobre candidatos e sobre o que já fizeram. Aí vou começar a me antenar sobre como funciona a política para votar de forma consciente”, sustentou. 



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Cai número de eleitores com 16 e 17 anos no Grande ABC

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

14/11/2020 | 06:42


Caiu 42,8% o número de eleitores com idade entre 16 e 17 anos no Grande ABC, na faixa etária na qual o voto é facultativo. Em 2016, 21.488 pessoas com essas idades tinham título de eleitor. Neste ano, somente 12.289.

O maior índice de queda proporcional está entre quem tem 16 anos. Em 2016, 4.085 adolescentes dessa idade estavam aptos a votar. Agora, 1.217 – recuo de 70,2%. Entre quem tem 17 anos, a redução foi de 36,4% – de 17.403 eleitores para 11.072. Os dados são do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O Diário conversou com jovens que se enquadram no cenário: têm idade, mas não tiraram o título para participar da eleição deste ano. Houve quem classificasse o ambiente político como “tóxico” e também quem apontasse a pandemia de Covid-19 como culpada pelo fato de não ter tido condições de viabilizar o documento a tempo.

Morador da Vila Guiomar, em Santo André, Nicollas Freitas Rocha, prestes a completar 18 anos, é estudante do terceiro ano do ensino médio. O jovem, que demonstra um pouco de interesse no assunto, assume que não acompanha o noticiário político e acaba sabendo o básico sobre o assunto. Ele ainda não tem o título de eleitor. “Ainda não me causa interesse buscar o assunto e acabo vendo algo quando esbarro em algum jornal”, declarou o jovem. Paradoxalmente, Nicollas trabalha como cabo eleitoral para uma candidata a vereadora de Santo André.

No Brasil, o voto é facultativo para o jovem que tem entre 16 e 17 anos – passa a ser obrigatório a quem faz 18 anos. O TSE aponta que amanhã pouco mais de 1 milhão de jovens entre 16 e 17 anos deverão votar. Em 2016, quando ocorreu última eleição municipal, esse número foi de 2,3 milhões, conforme o tribunal.

Conforme o sociólogo com graduação em ciências políticas Fábio Gomes, o eleitor na faixa etária de 16 a 19 anos sempre foi mais “rebelde” quando se trata de política. “Grande parte desses jovens acaba não se envolvendo devido à grande polarização entre a esquerda e a direita que existe no País. Isso fica ainda mais evidente quando se trata desta geração que nasceu em meio à era digital”, avaliou.

A estudante Isabella da Silva Sanches, 16, moradora do Parque Marajoara, em Santo André, disse que não tirou o título eleitoral devido à pandemia do novo coronavírus. Mas a estudante também acredita que o ambiente do debate político no País é hostil e, por isso, prefere não se envolver. “Acabo não participando muito dos debates pelo fato de que as pessoas brigam por política. Muitas vezes o político promete milhões de coisas e não cumpre essas promessas. O que eu vejo são algumas coisas na internet ou quando meus pais falam algo.”

Caroliny Valentim da Costa, 17, até tirou seu título de eleitor, mas não sabe se, amanhã, estará na urna. Ela declarou que não gosta de política e que sabe apenas o básico sobre o que acontece nas esferas municipais, estaduais e federal. A estudante alega que o assunto é complexo e que não sente interesse em buscar informações.

“A política atingiu um nível de desgosto. Acredito que a palavra política, na verdade, é utilizada por pessoas que se acham superiores e que a utilizam para roubar dinheiro da população que se encontra em situação precária. Por esse motivo eu não gosto”, disparou a jovem, que mora no bairro Francisco Matarazzo em Santo André. A adolescente porém, sabe que, ao completar 18 anos, o voto será uma obrigação. “Nesse caso, vou procurar me informar mais sobre candidatos e sobre o que já fizeram. Aí vou começar a me antenar sobre como funciona a política para votar de forma consciente”, sustentou. 

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