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Justiça veta panfletos com críticas a Morando

Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Juízas acatam pedidos do tucano e mandam apreender materiais de Marinho e Demarchi


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

13/11/2020 | 00:01


A Justiça Eleitoral de São Bernardo acatou pedidos do prefeito Orlando Morando (PSDB), candidato à reeleição, e autorizou buscas e apreensões de materiais de campanha de adversários do tucano. Ontem, o alvo foi o prefeiturável Rafael Demarchi (PSL) e, na terça-feira, Luiz Marinho (PT).

No caso de Demarchi, a juíza Patricia Svartman Poyares Ribeiro, da 296ª Zona Eleitoral, autorizou busca e apreensão de panfletos em dois endereços ligados à campanha do parlamentar pelo fato de o conteúdo trazer, segundo a magistrada, “informações caluniosas e difamatórias” contra o prefeito. O material mirava tanto Morando quanto Marinho e reproduzia manchetes de jornais, incluindo o Diário, sobre escândalos de corrupção dos dois governos. “PSDB e PT mais uma vez? São Bernardo não merece isso”, estampava o folheto. Para a juíza, porém, o material imputava a “pecha de corrupto” a Morando e não fez distinção das manchetes que se referem a denúncias envolvendo o governo Marinho.

“Onde que existe alguma coisa mentirosa no meu jornal? Muito me estranha a decisão da juíza. Estou mostrando para os cidadãos da cidade quem são meus adversários. Chega de PT e PSDB, chega de corrupção”, lamentou Demarchi, que disse que vai recorrer da decisão. “Não dá para entender um prefeito que diz por aí que já ganhou a eleição estar tão preocupado com a minha campanha.”

Na representação contra o parlamentar, a defesa de Morando também alegou que o CNPJ impresso no material é o do diretório estadual do PSL e não da campanha de Demarchi. Sobre isso, a Justiça Eleitoral não viu irregularidades, mas destacou que o panfleto descumpre regras do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por não constar a legenda do candidato.

Contra Marinho, a busca e apreensão mirou panfletos da campanha do petista que, segundo a decisão da juíza Carolina Nabarro Munhoz Rossi, também da 296ª, atribui a Morando “a pecha de corrupto, de que estaria envolvido em esquemas, fraude em contratos e ocultação de patrimônio”, fato que a magistrada também considerou como “informações caluniosas e difamatórias”.

Ao Diário, a assessoria do prefeito informou que “vai acionar a Justiça contra todo material produzido e distribuído com conteúdo mentiroso e propagador de fake news”.  



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Justiça veta panfletos com críticas a Morando

Juízas acatam pedidos do tucano e mandam apreender materiais de Marinho e Demarchi

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

13/11/2020 | 00:01


A Justiça Eleitoral de São Bernardo acatou pedidos do prefeito Orlando Morando (PSDB), candidato à reeleição, e autorizou buscas e apreensões de materiais de campanha de adversários do tucano. Ontem, o alvo foi o prefeiturável Rafael Demarchi (PSL) e, na terça-feira, Luiz Marinho (PT).

No caso de Demarchi, a juíza Patricia Svartman Poyares Ribeiro, da 296ª Zona Eleitoral, autorizou busca e apreensão de panfletos em dois endereços ligados à campanha do parlamentar pelo fato de o conteúdo trazer, segundo a magistrada, “informações caluniosas e difamatórias” contra o prefeito. O material mirava tanto Morando quanto Marinho e reproduzia manchetes de jornais, incluindo o Diário, sobre escândalos de corrupção dos dois governos. “PSDB e PT mais uma vez? São Bernardo não merece isso”, estampava o folheto. Para a juíza, porém, o material imputava a “pecha de corrupto” a Morando e não fez distinção das manchetes que se referem a denúncias envolvendo o governo Marinho.

“Onde que existe alguma coisa mentirosa no meu jornal? Muito me estranha a decisão da juíza. Estou mostrando para os cidadãos da cidade quem são meus adversários. Chega de PT e PSDB, chega de corrupção”, lamentou Demarchi, que disse que vai recorrer da decisão. “Não dá para entender um prefeito que diz por aí que já ganhou a eleição estar tão preocupado com a minha campanha.”

Na representação contra o parlamentar, a defesa de Morando também alegou que o CNPJ impresso no material é o do diretório estadual do PSL e não da campanha de Demarchi. Sobre isso, a Justiça Eleitoral não viu irregularidades, mas destacou que o panfleto descumpre regras do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por não constar a legenda do candidato.

Contra Marinho, a busca e apreensão mirou panfletos da campanha do petista que, segundo a decisão da juíza Carolina Nabarro Munhoz Rossi, também da 296ª, atribui a Morando “a pecha de corrupto, de que estaria envolvido em esquemas, fraude em contratos e ocultação de patrimônio”, fato que a magistrada também considerou como “informações caluniosas e difamatórias”.

Ao Diário, a assessoria do prefeito informou que “vai acionar a Justiça contra todo material produzido e distribuído com conteúdo mentiroso e propagador de fake news”.  

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