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Yoshio tenta findar histórico ruim do PSDB e projeta ter ponte com Estado

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Candidato tucano em Diadema busca levar sigla à 1ª vitória na cidade após reestruturação da legenda


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

31/10/2020 | 00:05


Pela segunda vez, o vereador Ricardo Yoshio (PSDB) está na corrida à Prefeitura de Diadema, agora em um partido, embora da linha de frente da política nacional, que nunca governou a cidade. Apesar do retrospecto desfavorável à primeira vista, o parlamentar assegura que, nas ruas, o eleitor da cidade tem buscado saber quem é o candidato, não o partido.

“Sou morador de Diadema há 45 anos. Escolhi sair com chapa pura, tendo o Roberto Santos (PSDB) ao meu lado. Andando na rua não escuto perguntas de que partido eu sou. O pessoal tem dito que vai votar em doutor Ricardo Yoshio. O vínculo é pessoal”, assegurou Yoshio, em visita ao Diário. “E tenho dito que a vantagem de eu estar no PSDB é ter porta aberta com o governo estadual.”

Por anos, o tucanato teve na figura do ex-prefeito José Augusto da Silva Ramos (PSDB) sua liderança principal. O ano de 2004 foi quando o PSDB ficou mais próximo de chegar ao poder, justamente com Zé Augusto. Ele terminou o primeiro turno à frente, com 48,5% dos votos válidos, e encarou José de Filippi (PT) no segundo turno. Na reta final, o petista virou em um pleito até hoje comentado – Filippi venceu Zé Augusto pela diferença de 554 votos.

Em 2016, o PSDB de Diadema vivenciou sua pior eleição. Sem prefeiturável (apoiou a reeleição do prefeito Lauro Michels, PV), a legenda sequer emplacou vereadores, mesmo tendo na lista Zé Augusto e José Dourado. Há um ano, passou por reestruturação, se desvinculou de Lauro, se aproximou do prefeito Orlando Morando (PSDB), de São Bernardo, e busca dias melhores.

Yoshio foi candidato a prefeito de Diadema em 2008, pelo modesto PMN, e recebeu 13.421 votos. Era vereador à época e voltou à Câmara em 2012, sendo reeleito em 2016. Ele diz que, agora, mais experiente consegue ter olhar amplificado sobre os problemas da cidade, além de ser mais conhecido. O tucano, entretanto, reconhece que mostrar à população que ele é prefeiturável é um desafio.

“Diadema é uma cidade sem horário de TV na eleição e que tem muita gente que ganha um salário que permite usar o celular apenas para o WhatsApp, sem acesso total à internet. Muita gente me conhece, sabe do meu trabalho como médico há 45 anos, do meu trabalho voluntário há outros 16. Porém, nem todos sabem que sou candidato. É nisso que estamos trabalhando.”

Yoshio tenta se consolidar como terceira via, tanto que dispara críticas a Filippi e a Lauro, em especial na área da saúde. Entretanto, admite que, se for ao segundo turno, não fechará portas aos candidatos que ficarem pelo caminho. “A política é a arte da conversa. Mas não vamos travar conversa já loteando o governo. Queremos apoio de quem estará engajado na campanha.”

O tucano acredita que sua vitória significará novo olhar do governo do Estado, hoje gerido por João Doria (PSDB), para Diadema. Ele discorreu que já sabia que o presidente da Câmara, Pretinho do Água Santa (DEM), seria o candidato de Lauro, em vez do deputado estadual Márcio da Farmácia (Podemos), mas sentencia: “Qualquer candidato que fosse indicado do Lauro teria dificuldade porque precisaria carregar um desgaste deste governo. Queremos dar gestão diferente, que o PT nunca conseguiu em 24 anos, muito menos o verde em oito anos”. 



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Yoshio tenta findar histórico ruim do PSDB e projeta ter ponte com Estado

Candidato tucano em Diadema busca levar sigla à 1ª vitória na cidade após reestruturação da legenda

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

31/10/2020 | 00:05


Pela segunda vez, o vereador Ricardo Yoshio (PSDB) está na corrida à Prefeitura de Diadema, agora em um partido, embora da linha de frente da política nacional, que nunca governou a cidade. Apesar do retrospecto desfavorável à primeira vista, o parlamentar assegura que, nas ruas, o eleitor da cidade tem buscado saber quem é o candidato, não o partido.

“Sou morador de Diadema há 45 anos. Escolhi sair com chapa pura, tendo o Roberto Santos (PSDB) ao meu lado. Andando na rua não escuto perguntas de que partido eu sou. O pessoal tem dito que vai votar em doutor Ricardo Yoshio. O vínculo é pessoal”, assegurou Yoshio, em visita ao Diário. “E tenho dito que a vantagem de eu estar no PSDB é ter porta aberta com o governo estadual.”

Por anos, o tucanato teve na figura do ex-prefeito José Augusto da Silva Ramos (PSDB) sua liderança principal. O ano de 2004 foi quando o PSDB ficou mais próximo de chegar ao poder, justamente com Zé Augusto. Ele terminou o primeiro turno à frente, com 48,5% dos votos válidos, e encarou José de Filippi (PT) no segundo turno. Na reta final, o petista virou em um pleito até hoje comentado – Filippi venceu Zé Augusto pela diferença de 554 votos.

Em 2016, o PSDB de Diadema vivenciou sua pior eleição. Sem prefeiturável (apoiou a reeleição do prefeito Lauro Michels, PV), a legenda sequer emplacou vereadores, mesmo tendo na lista Zé Augusto e José Dourado. Há um ano, passou por reestruturação, se desvinculou de Lauro, se aproximou do prefeito Orlando Morando (PSDB), de São Bernardo, e busca dias melhores.

Yoshio foi candidato a prefeito de Diadema em 2008, pelo modesto PMN, e recebeu 13.421 votos. Era vereador à época e voltou à Câmara em 2012, sendo reeleito em 2016. Ele diz que, agora, mais experiente consegue ter olhar amplificado sobre os problemas da cidade, além de ser mais conhecido. O tucano, entretanto, reconhece que mostrar à população que ele é prefeiturável é um desafio.

“Diadema é uma cidade sem horário de TV na eleição e que tem muita gente que ganha um salário que permite usar o celular apenas para o WhatsApp, sem acesso total à internet. Muita gente me conhece, sabe do meu trabalho como médico há 45 anos, do meu trabalho voluntário há outros 16. Porém, nem todos sabem que sou candidato. É nisso que estamos trabalhando.”

Yoshio tenta se consolidar como terceira via, tanto que dispara críticas a Filippi e a Lauro, em especial na área da saúde. Entretanto, admite que, se for ao segundo turno, não fechará portas aos candidatos que ficarem pelo caminho. “A política é a arte da conversa. Mas não vamos travar conversa já loteando o governo. Queremos apoio de quem estará engajado na campanha.”

O tucano acredita que sua vitória significará novo olhar do governo do Estado, hoje gerido por João Doria (PSDB), para Diadema. Ele discorreu que já sabia que o presidente da Câmara, Pretinho do Água Santa (DEM), seria o candidato de Lauro, em vez do deputado estadual Márcio da Farmácia (Podemos), mas sentencia: “Qualquer candidato que fosse indicado do Lauro teria dificuldade porque precisaria carregar um desgaste deste governo. Queremos dar gestão diferente, que o PT nunca conseguiu em 24 anos, muito menos o verde em oito anos”. 

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