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Como dirigir nos EUA em 10 passos

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Paulo Basso Jr.
Do Garagem360

02/11/2020 | 14:18


Você já deve ter visto em algum filme americano os motoristas virarem à direita, numa boa, diante de um semáforo vermelho. Ou, então, adolescentes de 16 anos encarando suas primeiras aventuras no volante.

Quer ganhar um e-book exclusivo com dicas para cuidar melhor de seu veículo? Assine nossa newsletter neste link.

Pois é, dirigir nos Estados Unidos tem lá suas semelhanças, mas algumas diferenças bastante importantes em relação ao Brasil. Já tinha notado isso em algumas viagens que fiz a trabalho para o país, mas foi quando me mudei definitivamente para cá, em 2018, que aprendi tudo – na marra, inclusive, já que tive de estudar para tirar a carteira de motorista do estado do Arkansas, onde moro.

Caso esteja nos planos viajar (ou até se mudar) para a terra do Tio Sam e alugar um carro, confira como dirigir nos EUA em 10 passos. E, assim, manter os xerifes afastados.

Dicas de como dirigir nos EUA

1 Idade

Para alugar um carro nos EUA, você precisa ter, no mínimo, 21 anos. Algumas locadoras cobram taxas extras para quem tem até 25 anos, sob a alegação de que o risco de provocar acidentes é maior nesta idade.

É curioso, já que em alguns estados americanos, como o Arkansas, é possível tirar uma carteira de motorista especial já a partir dos 14 anos, desde que a condução se dê em áreas preestabelecidas e acompanhada de um responsável. As limitações vão caindo conforme se atinge 16, 18 e 21 anos.

Vale lembrar que a grande maioria das leis aqui é estadual. Portanto, podem variar de acordo com o local que você visita ou reside.

2 Licenças para brasileiros

Por conta de um acordo entre os países, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) válida é aceita normalmente em todo território americano para quem viaja a turismo ou trabalho.

Embora não seja obrigatório, há quem opte por tirar a Permissão Internacional para Dirigir (PID). O documento pode ser útil caso você cometa alguma irregularidade mais séria e tenha problemas com o departamento de trânsito do lugar que visita. A PID é complementar à CNH e, caso opte por usá-la, viaje sempre com ambos os documentos.

Já quem pretende se mudar para os EUA deve checar as leis estaduais. A maioria dos lugares aceita a CNH válida apenas por um breve período, exigindo, a partir daí, que o residente passe a portar a licença oficial da região.

3 Características dos carros americanos

Quase todo carro nos EUA tem transmissão automática, ar-condicionado e direção hidráulica. Se você nunca dirigiu um veículo automático, adote os seguintes procedimentos: pise no freio ao dar a partida e mova o câmbio até a letra D (drive), para arrancar. A letra R (rear) é a ré; a P (park) é para estacionar; e a N (neutral) é o ponto morto.

Na hora de alugar um carro nos EUA, vale reparar também que as classificações de automóveis são diferentes no país. Modelos como Honda Civic ou Toyota Corolla, por exemplo, são apontados como médios. Chevrolet Sonic, Hyundai Accent e similares são pequenos. Ford Fusion, Nissan Altima e companhia puxam a fila dos grandes.

Independentemente do modelo escolhido, faça sempre um seguro. Há diversas opções a partir das coberturas básicas de colisão.

4 Distâncias em milhas

Depois que tudo estiver regulamentado, vale a pena ficar atento a outra característica específica do trânsito americano: as distâncias são exibidas em milhas, e não em quilômetros. Uma milha equivale a 1,6 km. Na maioria das estradas, o limite de velocidade máxima varia entre 65 e 70 milhas.

5 Conversão à direita

Em quase todos os estados americanos, como Flórida, Oklahoma, Kansas, Tennessee e até no Alasca, é possível fazer conversões à direita mesmo que o semáforo esteja vermelho (nesses estados, placas informam caso haja algum local específico em que a manobra é proibida). Para isso, basta dar seta, verificar se há carros no outro sentido (se o sinal estiver fechado para você, evidentemente eles têm a preferencial) e pedestres ou ciclistas atravessando a rua. A recomendação é que se olhe uma vez para esquerda, depois para a direita e novamente para esquerda a fim de se certificar que o caminho está livre antes de seguir em frente.

Como as regras variam de acordo com o estado, é preciso tomar cuidado. Caso você resolva dirigir em Nova Jersey e, de lá, seguir para Nova York, por exemplo, pode ter problemas. Na primeira, é possível fazer conversões à direita com o semáforo vermelho. Na segunda, não. E, muitas vezes, cruza-se de Manhattan (Nova York) para Hoboken ou Newark (Nova Jersey) apenas ao atravessar um túnel rápido ou uma ponte.

6 Conversão à esquerda

A conversão à esquerda também tem características próprias nos EUA. Na maioria dos estados, entre eles Missouri, Flórida, Arkansas, Illinois, Califórnia e Texas, é comum encontrar uma faixa central entre pistas de mãos contrárias, demarcada por duas linhas contínuas pintadas de amarelo, uma de cada lado. Ao entrar nessa faixa, você deve parar o carro, verificar se não há veículos no outro sentido e, então, fazer a conversão.

Quando há semáforo, a atenção tem de ser redobrada. Isso porque não basta estar verde para ter a passagem liberada. É preciso que haja uma seta verde, fixa ou piscante, para que você tenha a preferencial. Se estiver apenas a bola verde fixa ou piscante, ou ainda em amarelo piscante, é possível fazer a conversão à esquerda desde que não haja carros, pedestres ou ciclistas do outro lado. Caso o semáforo esteja vermelho, basta parar e aguardar até que ele abra.

Foi justamente com essa regra que tive mais problemas ao mudar para cá. No reflexo, você tende a seguir com a conversão ao ver o semáforo verde. É preciso, portanto, ficar atento e virar sem parar apenas quando observar a seta verde indicativa.

7 Sinal de Stop (Pare)

Uma dica importante a respeito de como dirigir nos EUA é, ao ver um sinal de Stop (Pare), parar para valer. Não adianta dar aquele “migué” comum no Brasil de frear apenas um pouco o carro, observar rapidamente o cruzamento antes de seguir em frente. É preciso travar completamente os quatro pneus, mesmo que tenha área de visão aberta e certeza que não há carros, pedestres ou ciclistas nos outros sentidos.

Vale lembrar que os policiais americanos adoram se esconder nas esquinas (assim como nas estradas). Por isso, junto ao excesso de velocidade, o vacilo ao não parar o carro completamente nos cruzamentos é uma das infrações que mais gera multas para os estrangeiros nos EUA.

8 Cruzamentos sem semáforo

Em estados como Califórnia, Flórida, Arkansas, Mississipi e muitos outros, quem chega primeiro a um cruzamento sinalizado com placas de Stop de todos os lados (geralmente elas acompanham descrições como All way ou 4-way) tem a prioridade de seguir em frente.

Sim, é preciso ficar atento a isso. Todos devem parar o carro completamente (já que estão diante de um sinal de Stop) e, por ordem de chegada, seguir em frente, virar à direita ou à esquerda.

9 Veículos de segurança

Esta é mais uma regra que varia de acordo com o estado mas, em geral, é preciso encostar à direita e parar o carro completamente caso escute um alarme de polícia, bombeiro ou ambulância nos EUA. Isso vale mesmo que o veículo de segurança esteja no sentido contrário (nesse caso, apenas se houver faixa pintada, e não uma barreira física entre as pistas). Isso vale também na estrada, embora nem sempre seja fácil ser ágil o suficiente para encostar e parar no acostamento ao perceber o alarme.

Os famosos ônibus amarelos escolares também têm prioridade absoluta nos EUA. Quando eles estacionam e ligam luzes (elas são bem chamativas, dá para ver de longe), é preciso parar completamente o carro, mesmo estando no sentido contrário. Isso porque elas indicam que há crianças embarcando ou desembarcando, e elas podem atravessar a rua a qualquer momento.

Aliás, pedestres e ciclistas sempre têm prioridade nos EUA quando não há semáforos. Respeite e preste bastante atenção nessa regra, pois eles estão tão acostumados com a educação no trânsito que, muitas vezes, sequer olham para os lados ao atravessar a faixa de segurança.

Ao ver policiais na estrada, a conduta do motorista deve ser ir para a faixa mais afastada possível de onde eles se encontram. Como geralmente ficam no acostamento, a ideia, nesse caso, é ir para a esquerda, diminuir a velocidade e seguir em frente. Isso porque eles podem estar fora do carro, verificando algo e, dessa forma, expostos ao trânsito. O mesmo vale para profissionais trabalhando em obras na pista.

10 Como abastecer o carro nos EUA

Nos EUA, não se compra combustível por litro, e sim por galão. Cada galão corresponde a 4,54 litros e, no Arkansas, por exemplo, custa por volta de US$ 2 (na Califórnia, o preço costuma mais que dobrar).

Na hora de abastecer, não há frentista. Pare o carro, indique o número da bomba ao funcionário da lojinha de conveniência e pague em dinheiro ou cartão de crédito. Depois, pegue a mangueira correspondente ao combustível que você deseja usar, aperte um botão ou levante uma alavanca para soltá-la da bomba (cada posto tem seu sistema) e abasteça normalmente. Caso haja troco, basta avisar ao funcionário o quanto a bomba registrou a menos que você pagou.

Para quem tem um cartão de crédito registrado nos EUA, basta usá-lo diretamente na bomba, sem precisar falar com funcionários. Alguns aplicativos também podem ser usados para automatizar o processo.

Bônus: Como tirar carteira de motorista nos EUA

Para quem muda para os Estados Unidos, tirar a carteira de motorista é algo simples. Na maioria dos estados, basta pagar uma taxa e, no mesmo dia, caso queira, fazer uma prova teórica. No Arkansas, tive de responder 20 perguntas, das quais só poderia errar três. É possível fazer o teste em inglês e espanhol, e livrinhos com as regras de trânsito são distribuídas em ambos os idiomas.

A partir daí, foi marcado um teste prático, que deve ser feito no seu próprio veículo. Primeiramente, são checadas as condições de segurança do carro (como faróis, setas, limpador de para-brisa). Depois, um instrutor senta no banco do passageiro e acompanha o motorista durante uma volta de cerca de 5 minutos, na qual analisa técnicas de direção, conversões e respeito a sinalizações.

Aqui, é preciso ficar atento a alguns procedimentos– ao menos no Arkansas e, até onde sei, na Califórnia. Não importa se seu carro tem câmera de ré, espelho retrovisor em ordem e o escambau. Ao engatar marcha à ré, é preciso fazer que nem antigamente: abraçar o encosto do passageiro e olhar para trás enquanto faz a manobra.

Além disso, para mudar de faixa, deve-se não apenas dar seta e olhar no retrovisor, mas também dar uma espiada por sobre os ombros. Tudo isso pode ser verificado durante o exame de motorista.



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Como dirigir nos EUA em 10 passos

Paulo Basso Jr.
Do Garagem360

02/11/2020 | 14:18


Você já deve ter visto em algum filme americano os motoristas virarem à direita, numa boa, diante de um semáforo vermelho. Ou, então, adolescentes de 16 anos encarando suas primeiras aventuras no volante.

Quer ganhar um e-book exclusivo com dicas para cuidar melhor de seu veículo? Assine nossa newsletter neste link.

Pois é, dirigir nos Estados Unidos tem lá suas semelhanças, mas algumas diferenças bastante importantes em relação ao Brasil. Já tinha notado isso em algumas viagens que fiz a trabalho para o país, mas foi quando me mudei definitivamente para cá, em 2018, que aprendi tudo – na marra, inclusive, já que tive de estudar para tirar a carteira de motorista do estado do Arkansas, onde moro.

Caso esteja nos planos viajar (ou até se mudar) para a terra do Tio Sam e alugar um carro, confira como dirigir nos EUA em 10 passos. E, assim, manter os xerifes afastados.

Dicas de como dirigir nos EUA

1 Idade

Para alugar um carro nos EUA, você precisa ter, no mínimo, 21 anos. Algumas locadoras cobram taxas extras para quem tem até 25 anos, sob a alegação de que o risco de provocar acidentes é maior nesta idade.

É curioso, já que em alguns estados americanos, como o Arkansas, é possível tirar uma carteira de motorista especial já a partir dos 14 anos, desde que a condução se dê em áreas preestabelecidas e acompanhada de um responsável. As limitações vão caindo conforme se atinge 16, 18 e 21 anos.

Vale lembrar que a grande maioria das leis aqui é estadual. Portanto, podem variar de acordo com o local que você visita ou reside.

2 Licenças para brasileiros

Por conta de um acordo entre os países, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) válida é aceita normalmente em todo território americano para quem viaja a turismo ou trabalho.

Embora não seja obrigatório, há quem opte por tirar a Permissão Internacional para Dirigir (PID). O documento pode ser útil caso você cometa alguma irregularidade mais séria e tenha problemas com o departamento de trânsito do lugar que visita. A PID é complementar à CNH e, caso opte por usá-la, viaje sempre com ambos os documentos.

Já quem pretende se mudar para os EUA deve checar as leis estaduais. A maioria dos lugares aceita a CNH válida apenas por um breve período, exigindo, a partir daí, que o residente passe a portar a licença oficial da região.

3 Características dos carros americanos

Quase todo carro nos EUA tem transmissão automática, ar-condicionado e direção hidráulica. Se você nunca dirigiu um veículo automático, adote os seguintes procedimentos: pise no freio ao dar a partida e mova o câmbio até a letra D (drive), para arrancar. A letra R (rear) é a ré; a P (park) é para estacionar; e a N (neutral) é o ponto morto.

Na hora de alugar um carro nos EUA, vale reparar também que as classificações de automóveis são diferentes no país. Modelos como Honda Civic ou Toyota Corolla, por exemplo, são apontados como médios. Chevrolet Sonic, Hyundai Accent e similares são pequenos. Ford Fusion, Nissan Altima e companhia puxam a fila dos grandes.

Independentemente do modelo escolhido, faça sempre um seguro. Há diversas opções a partir das coberturas básicas de colisão.

4 Distâncias em milhas

Depois que tudo estiver regulamentado, vale a pena ficar atento a outra característica específica do trânsito americano: as distâncias são exibidas em milhas, e não em quilômetros. Uma milha equivale a 1,6 km. Na maioria das estradas, o limite de velocidade máxima varia entre 65 e 70 milhas.

5 Conversão à direita

Em quase todos os estados americanos, como Flórida, Oklahoma, Kansas, Tennessee e até no Alasca, é possível fazer conversões à direita mesmo que o semáforo esteja vermelho (nesses estados, placas informam caso haja algum local específico em que a manobra é proibida). Para isso, basta dar seta, verificar se há carros no outro sentido (se o sinal estiver fechado para você, evidentemente eles têm a preferencial) e pedestres ou ciclistas atravessando a rua. A recomendação é que se olhe uma vez para esquerda, depois para a direita e novamente para esquerda a fim de se certificar que o caminho está livre antes de seguir em frente.

Como as regras variam de acordo com o estado, é preciso tomar cuidado. Caso você resolva dirigir em Nova Jersey e, de lá, seguir para Nova York, por exemplo, pode ter problemas. Na primeira, é possível fazer conversões à direita com o semáforo vermelho. Na segunda, não. E, muitas vezes, cruza-se de Manhattan (Nova York) para Hoboken ou Newark (Nova Jersey) apenas ao atravessar um túnel rápido ou uma ponte.

6 Conversão à esquerda

A conversão à esquerda também tem características próprias nos EUA. Na maioria dos estados, entre eles Missouri, Flórida, Arkansas, Illinois, Califórnia e Texas, é comum encontrar uma faixa central entre pistas de mãos contrárias, demarcada por duas linhas contínuas pintadas de amarelo, uma de cada lado. Ao entrar nessa faixa, você deve parar o carro, verificar se não há veículos no outro sentido e, então, fazer a conversão.

Quando há semáforo, a atenção tem de ser redobrada. Isso porque não basta estar verde para ter a passagem liberada. É preciso que haja uma seta verde, fixa ou piscante, para que você tenha a preferencial. Se estiver apenas a bola verde fixa ou piscante, ou ainda em amarelo piscante, é possível fazer a conversão à esquerda desde que não haja carros, pedestres ou ciclistas do outro lado. Caso o semáforo esteja vermelho, basta parar e aguardar até que ele abra.

Foi justamente com essa regra que tive mais problemas ao mudar para cá. No reflexo, você tende a seguir com a conversão ao ver o semáforo verde. É preciso, portanto, ficar atento e virar sem parar apenas quando observar a seta verde indicativa.

7 Sinal de Stop (Pare)

Uma dica importante a respeito de como dirigir nos EUA é, ao ver um sinal de Stop (Pare), parar para valer. Não adianta dar aquele “migué” comum no Brasil de frear apenas um pouco o carro, observar rapidamente o cruzamento antes de seguir em frente. É preciso travar completamente os quatro pneus, mesmo que tenha área de visão aberta e certeza que não há carros, pedestres ou ciclistas nos outros sentidos.

Vale lembrar que os policiais americanos adoram se esconder nas esquinas (assim como nas estradas). Por isso, junto ao excesso de velocidade, o vacilo ao não parar o carro completamente nos cruzamentos é uma das infrações que mais gera multas para os estrangeiros nos EUA.

8 Cruzamentos sem semáforo

Em estados como Califórnia, Flórida, Arkansas, Mississipi e muitos outros, quem chega primeiro a um cruzamento sinalizado com placas de Stop de todos os lados (geralmente elas acompanham descrições como All way ou 4-way) tem a prioridade de seguir em frente.

Sim, é preciso ficar atento a isso. Todos devem parar o carro completamente (já que estão diante de um sinal de Stop) e, por ordem de chegada, seguir em frente, virar à direita ou à esquerda.

9 Veículos de segurança

Esta é mais uma regra que varia de acordo com o estado mas, em geral, é preciso encostar à direita e parar o carro completamente caso escute um alarme de polícia, bombeiro ou ambulância nos EUA. Isso vale mesmo que o veículo de segurança esteja no sentido contrário (nesse caso, apenas se houver faixa pintada, e não uma barreira física entre as pistas). Isso vale também na estrada, embora nem sempre seja fácil ser ágil o suficiente para encostar e parar no acostamento ao perceber o alarme.

Os famosos ônibus amarelos escolares também têm prioridade absoluta nos EUA. Quando eles estacionam e ligam luzes (elas são bem chamativas, dá para ver de longe), é preciso parar completamente o carro, mesmo estando no sentido contrário. Isso porque elas indicam que há crianças embarcando ou desembarcando, e elas podem atravessar a rua a qualquer momento.

Aliás, pedestres e ciclistas sempre têm prioridade nos EUA quando não há semáforos. Respeite e preste bastante atenção nessa regra, pois eles estão tão acostumados com a educação no trânsito que, muitas vezes, sequer olham para os lados ao atravessar a faixa de segurança.

Ao ver policiais na estrada, a conduta do motorista deve ser ir para a faixa mais afastada possível de onde eles se encontram. Como geralmente ficam no acostamento, a ideia, nesse caso, é ir para a esquerda, diminuir a velocidade e seguir em frente. Isso porque eles podem estar fora do carro, verificando algo e, dessa forma, expostos ao trânsito. O mesmo vale para profissionais trabalhando em obras na pista.

10 Como abastecer o carro nos EUA

Nos EUA, não se compra combustível por litro, e sim por galão. Cada galão corresponde a 4,54 litros e, no Arkansas, por exemplo, custa por volta de US$ 2 (na Califórnia, o preço costuma mais que dobrar).

Na hora de abastecer, não há frentista. Pare o carro, indique o número da bomba ao funcionário da lojinha de conveniência e pague em dinheiro ou cartão de crédito. Depois, pegue a mangueira correspondente ao combustível que você deseja usar, aperte um botão ou levante uma alavanca para soltá-la da bomba (cada posto tem seu sistema) e abasteça normalmente. Caso haja troco, basta avisar ao funcionário o quanto a bomba registrou a menos que você pagou.

Para quem tem um cartão de crédito registrado nos EUA, basta usá-lo diretamente na bomba, sem precisar falar com funcionários. Alguns aplicativos também podem ser usados para automatizar o processo.

Bônus: Como tirar carteira de motorista nos EUA

Para quem muda para os Estados Unidos, tirar a carteira de motorista é algo simples. Na maioria dos estados, basta pagar uma taxa e, no mesmo dia, caso queira, fazer uma prova teórica. No Arkansas, tive de responder 20 perguntas, das quais só poderia errar três. É possível fazer o teste em inglês e espanhol, e livrinhos com as regras de trânsito são distribuídas em ambos os idiomas.

A partir daí, foi marcado um teste prático, que deve ser feito no seu próprio veículo. Primeiramente, são checadas as condições de segurança do carro (como faróis, setas, limpador de para-brisa). Depois, um instrutor senta no banco do passageiro e acompanha o motorista durante uma volta de cerca de 5 minutos, na qual analisa técnicas de direção, conversões e respeito a sinalizações.

Aqui, é preciso ficar atento a alguns procedimentos– ao menos no Arkansas e, até onde sei, na Califórnia. Não importa se seu carro tem câmera de ré, espelho retrovisor em ordem e o escambau. Ao engatar marcha à ré, é preciso fazer que nem antigamente: abraçar o encosto do passageiro e olhar para trás enquanto faz a manobra.

Além disso, para mudar de faixa, deve-se não apenas dar seta e olhar no retrovisor, mas também dar uma espiada por sobre os ombros. Tudo isso pode ser verificado durante o exame de motorista.

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