Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 28 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Com ajuda da população, ONG constrói casas em comunidades

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Projeto tem 3.000 voluntários e já entregou 30 imóveis, sendo nove no Grande ABC


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

26/10/2020 | 23:55


A união de diversas pessoas da sociedade tem levado lar digno para centenas de moradores de comunidades carentes, alguns deles do Grande ABC. Conduzido pela ONG (Organização Não Governamental) Construide, o trabalho consiste em construir moradias de alvenaria e doar para pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social. Até hoje, já foram 30 imóveis entregues, nove deles na região, que beneficiaram aproximadamente 7.150 pessoas. 

Criada em 2017, a Construide depende exclusivamente de voluntários para execução das obras e de doações de pessoas físicas e jurídicas para comprar materiais. Atualmente, a ONG conta com 3.000 participantes, divididos em equipes e projetos para auxílio na construção. 

Fundador do projeto, o arquiteto Bruno Bordon, 27 anos, explica que a ONG é responsável por toda parte da obra, desde instalações elétricas até a finalização com alvenaria. Bordon ressalta que o prazo para construção das moradias é de dois meses e as casas, geralmente, são avaliadas em R$ 40 mil. “Sempre iniciamos a obra com pelo menos R$ 20 mil em caixa e, no decorrer do tempo, captamos os demais recursos. Desde o início, os voluntários fazem tudo, fazem inclusive a demolição. Tomando todos os cuidados, com EPIs (Equipamentos de Proteção Individual)”, detalha. Os voluntários trabalham aos sábados, das 8h30 às 16h30.

Segundo o arquiteto, as casas entregues possuem padrão de construção com quatro módulos que juntos somam 39 metros quadrados, contendo sala, cozinha, banheiro e quartos para família de até seis integrantes.

Os beneficiados precisam atender alguns pré-requisitos para serem contemplados, entre os principais é ter renda familiar de até R$ 2.064. Além disso, precisam auxiliar com a alimentação dos voluntários, ficar responsável pela própria mudança – inclusive ficar em outro local durante os dois meses de obra – e estar dispostos a financiar 10% (cerca de R$ 4.000) em parcelamento com a ONG. “A família tem a consciência de que ela faz parte de tudo isso, eles literalmente estão comprando a casa própria e isso traz dignidade para todos”, declara Bordon. 

Uma das contempladas pelo projeto é a confeiteira Samara Maria Barbosa, 35, moradora do bairro Cata Preta, em Santo André. A obra de sua casa começou em 8 de agosto e foi entregue no dia 10 de outubro. Samara não esconde a gratidão pelo trabalho realizado. “Enquanto a Construide estava fazendo outra obra aqui no bairro, eu estava ajudando a cozinhar para eles, então, eles me conheceram e conheceram a minha casa. Após finalizarem essa construção, soube que eu seria contemplada”, detalha Samara. 

De início, a casa da confeiteira seria com dois andares, com a parte inferior destinada para comércio. Porém, com a chegada da irmã, a desempregada Paloma Barbosa, 26, para morar no local, a equipe da Construide adaptou o projeto e montou casa térrea. “Antes, tinha minha lavanderia aqui embaixo e quarto em cima, onde dormíamos todos juntos com colchões no chão, inclusive. Hoje está tudo separado e seguro. Estou muito feliz”, comenta Samara, que mora com o marido, o auxiliar de pedreiro Gilmar Martins, 40, e os três filhos, Eduarda, 16, Arthur, 9, e Larissa, 4. Em outra parte, Paloma mora com o filho, Davi, 5. 

No fundo da casa, a família, com apoio da Construide, está adaptando anexo, para o quarto dos pais de Samara, José Barbosa, 57, e Josefa Barbosa, 52. “Tenho certeza que eles (Construide) ainda vão realizar muitos sonhos. No meu caso, moro com a minha família do melhor jeito possível”, finaliza Samara. 

Décimo imóvel na região está em obra

Moradora do bairro Cata Preta, em Santo André, a desempregada Fátima Aparecida da Silva, 44 anos, é a próxima que será contemplada pelo projeto da ONG (Organização Não Governamental) Construide. Ao lado dos filhos Bruno, 14, Amanda, 16, e Renan, 21, alugaram casa para passar os próximos dois meses e não escondem a ansiedade de ver tudo pronto. “Serão os dois meses mais longos de nossas vidas”, comenta Fátima. 

A família lembra que já perdeu diversos itens por causa da água, já que a casa é praticamente apoiada em barranco e os dias de fortes chuvas castigam a casa que, atualmente, está revestida em madeira e papelão. “Quando chove já esperamos que a chuva escorra por toda casa. O pouco que tínhamos, como camas e geladeiras, já perdemos por causa da chuva”, lamenta Fátima. 

Na obra da desempregada, a Construide prevê anexo na casa para o quarto da outra filha, a cuidadora Jenifer Silva Reis, 25, e sua filha Ana Clara, 7. “Acho que é a esperança por dias melhores. Muita coisa vai ficar no passado e essa nova casa vai nos ajudar muito. Trazer felicidade, conforto e dignidade para nós”, detalha Fátima. 

De acordo com o fundador da Construide, com a obra da família de Fátima serão dez projetos finalizados no Grande ABC, sendo a maioria em comunidades no bairro Cata Preta e no Jardim Cristiane. “Nós também reformamos outros espaços como próprias ONGs ou igrejas”, explica o arquiteto Bruno Bordon, idealizador do projeto. 

Os munícipes que queiram doar para o projeto, devem acessar o site da Construide pelo link: construide.org.



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;