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Com time alternativo, São Caetano é goleado por 9 a 0 pelo Pelotas-RS

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Jogadores e comissão técnica entraram em greve, mas diretoria convenceu juniores a enfrentar equipe gaúcha


Anderson Fattori
Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

24/10/2020 | 17:38


O São Caetano até que tentou contornar a crise que se instalou no time depois de jogadores e a equipe técnica anunciarem que entraram em greve por conta dos salários atrasados. Na tarde deste sábado, com o time desfalcado, a diretoria escalou o elenco de juniores para entrar em campo para evitar derrota por WO, mas viu o Pelotas-RS impor uma das piores goleadas da história do Azulão e fazer 9 a 0 no Anacleto Campanella.  

A realização da partida, válida pela nona rodada da Série D do Campeonato Brasileiro, impediu que o time da região fosse automaticamente eliminado da competição e, em tese, impedido de participar de futuros torneios nacionais. Por outro lado, o revés histórico deixa o Azulão isolado na lanterna do grupo A-8, com cinco pontos. Ainda restam mais seis jogos da primeira fase do Brasileirão e não há perspectivas sobre quando o impasse será resolvido, o que pode colocar em xeque as futuras partidas. 

O JOGO

Só no primeiro tempo, o São Caetano viu o adversário fazer seis: com gols de Marcão, aos cinco minutos, Itaqui, aos 24, Ariel, aos 27, Itaqui, aos 32, Ariel, aos 38 e Mateus, aos 41. Na segunda etapa, mesmo após diminuir o ritmo, a equipe do Sul fez mais três: aos 16 e aos 42, de Marcão e, aos 28, de Jonatas. 

Como mostrou hoje o Diário, jogadores, integrantes da comissão técnica e funcionários do Azulão decidiram cruzar os braços e anteciparam que não entrariam em campo na partida de hoje como forma de protesto a salários e diversos outros benefícios atrasados. Além de meses de salários não pagos, informações extraoficiais dão conta de que o elenco ainda não teria recevido premiações referentes às conquistas da Copa Paulista de 2019, que ocorreu em novembro, e do Campeonato Paulista Série A-2 deste ano. Além disso, há relatos de calote nos pagamentos de 13º salários, FGTS e auxílio-moradia. 

Ao Diário, minutos antes da partida o presidente interino do São Caetano, Nario Ferreira, minimizou a crise. "Tudo o que eles (jogadores) falaram é verdade. Os salários e aluguéis (estão) atrasados. Tudo isso se confirma. O que eu não acho que deveria (ocorrer) é ter essa atitude de não fazer os jogos. (Os jogadores deveriam) Pensar um pouquinho na entidade, mas recorremos aos meninos da base, do júniores, para ter essa partida", comentou o presidente. "Cada caso é um caso. Esse é um problema de uma gestão antiga, que está saindo agora. Eu estou voltando agora, há nove dias. O jogador tem razão? Tem. Os salários estão atrasados? Estão. Mas eles têm de cobrar isso da gestão que estava aqui. Alguns estão com cinco meses atrasados outros menos. Cada caso é um caso", acrescentou Nairo. 

Após a partida, o dirigente emitiu nota prometendo "não medir esforços para colocar a vida econômica do clube em ordem". "Que num futuro próximo os torcedores se orgulhem ainda mais".



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Com time alternativo, São Caetano é goleado por 9 a 0 pelo Pelotas-RS

Jogadores e comissão técnica entraram em greve, mas diretoria convenceu juniores a enfrentar equipe gaúcha

Anderson Fattori
Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

24/10/2020 | 17:38


O São Caetano até que tentou contornar a crise que se instalou no time depois de jogadores e a equipe técnica anunciarem que entraram em greve por conta dos salários atrasados. Na tarde deste sábado, com o time desfalcado, a diretoria escalou o elenco de juniores para entrar em campo para evitar derrota por WO, mas viu o Pelotas-RS impor uma das piores goleadas da história do Azulão e fazer 9 a 0 no Anacleto Campanella.  

A realização da partida, válida pela nona rodada da Série D do Campeonato Brasileiro, impediu que o time da região fosse automaticamente eliminado da competição e, em tese, impedido de participar de futuros torneios nacionais. Por outro lado, o revés histórico deixa o Azulão isolado na lanterna do grupo A-8, com cinco pontos. Ainda restam mais seis jogos da primeira fase do Brasileirão e não há perspectivas sobre quando o impasse será resolvido, o que pode colocar em xeque as futuras partidas. 

O JOGO

Só no primeiro tempo, o São Caetano viu o adversário fazer seis: com gols de Marcão, aos cinco minutos, Itaqui, aos 24, Ariel, aos 27, Itaqui, aos 32, Ariel, aos 38 e Mateus, aos 41. Na segunda etapa, mesmo após diminuir o ritmo, a equipe do Sul fez mais três: aos 16 e aos 42, de Marcão e, aos 28, de Jonatas. 

Como mostrou hoje o Diário, jogadores, integrantes da comissão técnica e funcionários do Azulão decidiram cruzar os braços e anteciparam que não entrariam em campo na partida de hoje como forma de protesto a salários e diversos outros benefícios atrasados. Além de meses de salários não pagos, informações extraoficiais dão conta de que o elenco ainda não teria recevido premiações referentes às conquistas da Copa Paulista de 2019, que ocorreu em novembro, e do Campeonato Paulista Série A-2 deste ano. Além disso, há relatos de calote nos pagamentos de 13º salários, FGTS e auxílio-moradia. 

Ao Diário, minutos antes da partida o presidente interino do São Caetano, Nario Ferreira, minimizou a crise. "Tudo o que eles (jogadores) falaram é verdade. Os salários e aluguéis (estão) atrasados. Tudo isso se confirma. O que eu não acho que deveria (ocorrer) é ter essa atitude de não fazer os jogos. (Os jogadores deveriam) Pensar um pouquinho na entidade, mas recorremos aos meninos da base, do júniores, para ter essa partida", comentou o presidente. "Cada caso é um caso. Esse é um problema de uma gestão antiga, que está saindo agora. Eu estou voltando agora, há nove dias. O jogador tem razão? Tem. Os salários estão atrasados? Estão. Mas eles têm de cobrar isso da gestão que estava aqui. Alguns estão com cinco meses atrasados outros menos. Cada caso é um caso", acrescentou Nairo. 

Após a partida, o dirigente emitiu nota prometendo "não medir esforços para colocar a vida econômica do clube em ordem". "Que num futuro próximo os torcedores se orgulhem ainda mais".

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