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Grupo de palhaços de Diadema leva alegria a pacientes nos hospitais

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Na pandemia, trupe se reinventou e passou a fazer videochamadas para entreter doentes


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

19/10/2020 | 23:55


Mesmo que seja pela frieza da tela de um celular, o grupo de palhaços Soul Alegria, de Diadema, segue levando esperança, sorriso e momentos de descontração para pessoas que estão internadas em leitos de hospitais. Criada em 2011 por Clerson Pacheco, a trupe (soulalegria.com.br) precisou se reinventar na pandemia. Como as visitas nos centros médicos ficaram restritas, eles aproveitam a tecnologia para fazer a diferença na vida das pessoas. 

A ideia de fazer visitas virtuais partiu do idealizador. Pacheco pensou em seguir conectando os palhaços com quem precisasse, sem correr e levar perigo. Por meio de smartphones ou tablets passou a fazer chamadas de vídeo com a equipe de enfermagem para entreter os pacientes. 

Pacheco encarna o palhaço Dr. Miojo Pena Branca. “Ele sabe tudo só de olhar para a pessoa. É rápido nas perguntas e respostas. Tem a idade mental de uma criança de 6 anos”, brinca seu criador.

Na empreitada, Dr. Miojo é acompanhado pela Dra. Mimi Bananais, Dr. Baby Magrão, Dr. Batatinha Fritzzzzz, Dra. Mara Vilha Ervilha e Dra. Bisnaguinha. Pacheco conta que nas visitas nos hospitais, mesmo agora, virtualmente, precisa de jogo de cintura para levar a conversa sempre para o lado positivo. “Sempre na alegria. Não pode caminhar para a tristeza”, explica.

Atualmente, o grupo atua em centros na Capital, como o Hospital AACD e Hospital A.C. Camargo Câncer Center, entre outros. Mas a vontade é de levar sorriso a pessoas do Grande ABC. Segundo Pacheco, as visitas são feitas mediante contratos, mas também há uma cota de trabalho voluntário.

Segundo o idealizador, as visitas são sempre agendadas com os hospitais e autorizadas pelos pacientes. Os palhaços ligam e os responsáveis nos locais levam o smartphone ou tablet aos acamados. 

“Falamos com pessoas que estão internadas com Covid, isoladas de tudo. Para elas é uma alegria”, diz Pacheco. E nos encontros acontece de tudo. “Teve uma senhora que me passou receita de bolo, um senhor que contou histórias da vida dele”, revela. O palhaço conta que recentemente teve um paciente, internado há quatro meses para tratamento de câncer, que já esperava pelas visitas virtuais. 

Quando termina uma visita, Pacheco tira a maquiagem e toda a parafernália do Dr. Miojo Pena Branca, e começa a repensar seus problemas. “As coisas ficam pequenas e você pensa se aquele ‘problema’ que estava te incomodando merece tanto peso. Ele não some, mas você redimensiona tudo.”



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Grupo de palhaços de Diadema leva alegria a pacientes nos hospitais

Na pandemia, trupe se reinventou e passou a fazer videochamadas para entreter doentes

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

19/10/2020 | 23:55


Mesmo que seja pela frieza da tela de um celular, o grupo de palhaços Soul Alegria, de Diadema, segue levando esperança, sorriso e momentos de descontração para pessoas que estão internadas em leitos de hospitais. Criada em 2011 por Clerson Pacheco, a trupe (soulalegria.com.br) precisou se reinventar na pandemia. Como as visitas nos centros médicos ficaram restritas, eles aproveitam a tecnologia para fazer a diferença na vida das pessoas. 

A ideia de fazer visitas virtuais partiu do idealizador. Pacheco pensou em seguir conectando os palhaços com quem precisasse, sem correr e levar perigo. Por meio de smartphones ou tablets passou a fazer chamadas de vídeo com a equipe de enfermagem para entreter os pacientes. 

Pacheco encarna o palhaço Dr. Miojo Pena Branca. “Ele sabe tudo só de olhar para a pessoa. É rápido nas perguntas e respostas. Tem a idade mental de uma criança de 6 anos”, brinca seu criador.

Na empreitada, Dr. Miojo é acompanhado pela Dra. Mimi Bananais, Dr. Baby Magrão, Dr. Batatinha Fritzzzzz, Dra. Mara Vilha Ervilha e Dra. Bisnaguinha. Pacheco conta que nas visitas nos hospitais, mesmo agora, virtualmente, precisa de jogo de cintura para levar a conversa sempre para o lado positivo. “Sempre na alegria. Não pode caminhar para a tristeza”, explica.

Atualmente, o grupo atua em centros na Capital, como o Hospital AACD e Hospital A.C. Camargo Câncer Center, entre outros. Mas a vontade é de levar sorriso a pessoas do Grande ABC. Segundo Pacheco, as visitas são feitas mediante contratos, mas também há uma cota de trabalho voluntário.

Segundo o idealizador, as visitas são sempre agendadas com os hospitais e autorizadas pelos pacientes. Os palhaços ligam e os responsáveis nos locais levam o smartphone ou tablet aos acamados. 

“Falamos com pessoas que estão internadas com Covid, isoladas de tudo. Para elas é uma alegria”, diz Pacheco. E nos encontros acontece de tudo. “Teve uma senhora que me passou receita de bolo, um senhor que contou histórias da vida dele”, revela. O palhaço conta que recentemente teve um paciente, internado há quatro meses para tratamento de câncer, que já esperava pelas visitas virtuais. 

Quando termina uma visita, Pacheco tira a maquiagem e toda a parafernália do Dr. Miojo Pena Branca, e começa a repensar seus problemas. “As coisas ficam pequenas e você pensa se aquele ‘problema’ que estava te incomodando merece tanto peso. Ele não some, mas você redimensiona tudo.”

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