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Pugilistas levam ao ringue sonho de representar região no Mundial

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Boxeadores de Mauá conquistaram vagas no Campeonato Brasileiro Amador


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

15/10/2020 | 23:59


Garotos e garotas de Mauá fazem do boxe um sonho para mudar de vida. Entre dificuldades, se dedicam de corpo, alma e coração às aulas do esporte para tentar se destacar em competições e conquistarem oportunidades para melhorar sua realidade. Uma dessas chances é o Mundial de boxe amador, com parte desses talentos representando o Grande ABC na competição, que ocorre no começo do ano que vem. Três moradores da cidade irão medir forçar com adversários de outros países.

“Meu sonho era ser lutador de MMA (artes marciais mistas), então já fiz muay thai, capoeira, taekwondo. Foi no boxe onde me encontrei. Quando chego na luta, meu coração bate mais forte e sinto uma inspiração”, afirma Reberthy Barbosa de Souza. Quando não treina, de segunda a sexta-feira, estuda e também trabalha.

Aos 17 anos, ele integra grupo que levantou a bandeira da região no Campeonato Brasileiro de Pugilismo Amador, no mês passado, realizado em setembro, em Mogi das Cruzes, na grande São Paulo. Venceu a categoria até 69 quilos.

Souza é um dos jovens da Arena Jack Timtilio. Criado em 2015, o projeto é organizado pelo ex-pugilista Antonio Supriano Timtilio, o Jack. A ideia é dar apoio a crianças locais.

Na família de Geovanna Beatriz Alencar dos Santos, 14, que inclui a mãe e cinco irmãos, ela é a única aspirante a boxeadora. “Eles me apoiam demais. Minha mãe já ficou com muito medo quando me viu lutar uma vez, mas está acostumando. Uma hora sei que vou tomar umas porradas, faz parte”, conta a estudante do 9° ano. Ela ganhou a final na categoria até 64 quilos. 

Um aprendizado especial ocorreu com Nicolas Santana, 14, que perdeu por pontos na categoria até 40 quilos. O mauaense e o outro finalista estavam invictos na curta carreira. “Não fiquei bravo, só triste. Quero uma revanche”, diz. “Gosto de trocar socos, é a parte mais emocionante.”

As atenções agora se voltam para o Mundial. O evento será em 6 de fevereiro, em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. Até lá, expandem sua experiência na modalidade.

‘Sentia que nasci para estar nas lutas’

Entre os lutadores do projeto mauaense que se destacaram no campeonato nacional, Jamerson Cauê Rocha dos Santos é o mais velho, com 23 anos. Ele confessa que sempre foi muito agitado e “briguento”. “Desde o primeiro dia os treinamentos funcionam como uma válvula de escape. Sentia que nasci para estar nesse mundo das lutas”, diz.

Ele conheceu o boxe quando tinha 12 anos, parou um tempo depois, e voltou a praticar aos 17, mas como hobby. No fim do ano passado, conheceu a Arena Arena Jack Timtilio e entrou de corpo, alma e coração nas atividades. Santos ficou em primeiro lugar na categoria até 66 quilos e 800 gramas ao nocautear o adversário no terceiro round. 

O morador da Vila Nova Mauá vive com a mulher e espera o primeiro filho para março de 2021. Formado em engenharia mecânica, conseguiu emprego na GM, em São Caetano, no começo deste ano. “Em janeiro, tinha o objetivo de conquistar pelo menos um título ao longo de 2020. Tenho esperança para continuar”, comenta.

Projeto especial de Jack Timtilio dá treinamentos e oferece apoio

Preparar grandes boxeadores não é o objetivo principal de Jack Timtilio. “O grande desafio é fazer com que todos se tornem pessoas melhores, que talvez sejam bons trabalhadores para várias coisas”, conta o ex-pugilista.

A Arena Jack Timtilio atende, atualmente, 53 jovens e atua na quadra do Santa Rosa, na quadra do Salgueiro e no complexo Fiec (Fábrica Integrada Educacional e Cultural), no anexo do ginásio poliesportivo. “O boxe é um instrumento especial na vida dessa garotada a partir dos 7 anos, quando começam os treinos. Antes dos 10 já colocamos para competir. São meninos e meninas da periferia e tentamos ajudar de todas as maneiras.”

Ele tem o apoio do treinador e amigo Sergio Ricardo Luciano. “Nos campeoantos, acabo sendo os olhos do Jack, que tem apenas 10% da visão. Aponto o que estou vendo e ele passa as orientações”, diz Luciano. Ambos correm atrás de doações de comidas, roupas e equipamentos, além do dinheiro para as viagens.

Mais informações do projeto estão no Instagram @arena_timtilio e por meio do telefone 94080-9318. 



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Pugilistas levam ao ringue sonho de representar região no Mundial

Boxeadores de Mauá conquistaram vagas no Campeonato Brasileiro Amador

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

15/10/2020 | 23:59


Garotos e garotas de Mauá fazem do boxe um sonho para mudar de vida. Entre dificuldades, se dedicam de corpo, alma e coração às aulas do esporte para tentar se destacar em competições e conquistarem oportunidades para melhorar sua realidade. Uma dessas chances é o Mundial de boxe amador, com parte desses talentos representando o Grande ABC na competição, que ocorre no começo do ano que vem. Três moradores da cidade irão medir forçar com adversários de outros países.

“Meu sonho era ser lutador de MMA (artes marciais mistas), então já fiz muay thai, capoeira, taekwondo. Foi no boxe onde me encontrei. Quando chego na luta, meu coração bate mais forte e sinto uma inspiração”, afirma Reberthy Barbosa de Souza. Quando não treina, de segunda a sexta-feira, estuda e também trabalha.

Aos 17 anos, ele integra grupo que levantou a bandeira da região no Campeonato Brasileiro de Pugilismo Amador, no mês passado, realizado em setembro, em Mogi das Cruzes, na grande São Paulo. Venceu a categoria até 69 quilos.

Souza é um dos jovens da Arena Jack Timtilio. Criado em 2015, o projeto é organizado pelo ex-pugilista Antonio Supriano Timtilio, o Jack. A ideia é dar apoio a crianças locais.

Na família de Geovanna Beatriz Alencar dos Santos, 14, que inclui a mãe e cinco irmãos, ela é a única aspirante a boxeadora. “Eles me apoiam demais. Minha mãe já ficou com muito medo quando me viu lutar uma vez, mas está acostumando. Uma hora sei que vou tomar umas porradas, faz parte”, conta a estudante do 9° ano. Ela ganhou a final na categoria até 64 quilos. 

Um aprendizado especial ocorreu com Nicolas Santana, 14, que perdeu por pontos na categoria até 40 quilos. O mauaense e o outro finalista estavam invictos na curta carreira. “Não fiquei bravo, só triste. Quero uma revanche”, diz. “Gosto de trocar socos, é a parte mais emocionante.”

As atenções agora se voltam para o Mundial. O evento será em 6 de fevereiro, em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. Até lá, expandem sua experiência na modalidade.

‘Sentia que nasci para estar nas lutas’

Entre os lutadores do projeto mauaense que se destacaram no campeonato nacional, Jamerson Cauê Rocha dos Santos é o mais velho, com 23 anos. Ele confessa que sempre foi muito agitado e “briguento”. “Desde o primeiro dia os treinamentos funcionam como uma válvula de escape. Sentia que nasci para estar nesse mundo das lutas”, diz.

Ele conheceu o boxe quando tinha 12 anos, parou um tempo depois, e voltou a praticar aos 17, mas como hobby. No fim do ano passado, conheceu a Arena Arena Jack Timtilio e entrou de corpo, alma e coração nas atividades. Santos ficou em primeiro lugar na categoria até 66 quilos e 800 gramas ao nocautear o adversário no terceiro round. 

O morador da Vila Nova Mauá vive com a mulher e espera o primeiro filho para março de 2021. Formado em engenharia mecânica, conseguiu emprego na GM, em São Caetano, no começo deste ano. “Em janeiro, tinha o objetivo de conquistar pelo menos um título ao longo de 2020. Tenho esperança para continuar”, comenta.

Projeto especial de Jack Timtilio dá treinamentos e oferece apoio

Preparar grandes boxeadores não é o objetivo principal de Jack Timtilio. “O grande desafio é fazer com que todos se tornem pessoas melhores, que talvez sejam bons trabalhadores para várias coisas”, conta o ex-pugilista.

A Arena Jack Timtilio atende, atualmente, 53 jovens e atua na quadra do Santa Rosa, na quadra do Salgueiro e no complexo Fiec (Fábrica Integrada Educacional e Cultural), no anexo do ginásio poliesportivo. “O boxe é um instrumento especial na vida dessa garotada a partir dos 7 anos, quando começam os treinos. Antes dos 10 já colocamos para competir. São meninos e meninas da periferia e tentamos ajudar de todas as maneiras.”

Ele tem o apoio do treinador e amigo Sergio Ricardo Luciano. “Nos campeoantos, acabo sendo os olhos do Jack, que tem apenas 10% da visão. Aponto o que estou vendo e ele passa as orientações”, diz Luciano. Ambos correm atrás de doações de comidas, roupas e equipamentos, além do dinheiro para as viagens.

Mais informações do projeto estão no Instagram @arena_timtilio e por meio do telefone 94080-9318. 

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