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Elian terá ex-marido como concorrente na disputa à Câmara

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

08/10/2020 | 00:01


Candidata à reeleição, a vereadora Elian Santana (DEM), de Santo André, irá enfrentar cenário inusitado no pleito de novembro. Além de passar pelo escrutínio popular após ser alvo da Barbour, operação que apura esquema de fraudes no sistema da Previdência, ela terá pela frente o ex-marido e ex-parlamentar Israel Santana (PMN) como adversário nas urnas por vaga na Câmara.

Depois de 16 anos de hiato, Israel registrou nome junto à Justiça Eleitoral e volta ao páreo na tentativa de recuperar espaço hoje ocupado pela democrata, que regressou ao mandato em maio por decisão da Justiça Federal.

Ligado à igreja evangélica, Israel, 59 anos, carregou três mandatos consecutivos na carreira, assumindo o posto de modo efetivo pela primeira vez em 1993. Seu auge se deu na função de presidente da casa, no biênio de 1999 e 2000 – o período, por sua vez, foi o que lhe rendeu dores de cabeça. Ele está fora de disputa desde 2004, quando, então pelo PL, não conseguiu se reeleger, conquistando 2.290 votos, à época. Perdeu mais de 1.600 de pleito municipal para o outro.

No meio da última legislatura como parlamentar, Israel estava na condição de investigado pelo MP (Ministério Público) por superfaturamento da compra de painel eletrônico. Foi condenado, na primeira instância, em 2006, à suspensão dos direitos políticos por seis anos. Diante do panorama na ocasião, apoiou a ideia de Elian ser a representante da família em 2008. No debute dela das urnas, pelo PV, não houve sucesso. Foram 1.936 votos. Na segunda tentativa, contudo, em 2012, pelo PTdoB, se elegeu com 3.137 sufrágios. Quatro anos mais tarde, no SD, alcançou expressivos 4.581.

De lá para cá, Elian entrou na mira da PF (Polícia Federal) por supostamente usar o gabinete para se beneficiar de irregularidades no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) – não há sentença no caso. Ficou 18 meses afastada do cargo público. Neste ínterim ocorreu também separação conjugal. Solicitou, inclusive, mudança do nome no registro da Câmara, pedindo para ser denominada apenas como ‘Elian’.

A democrata não retornou os contatos feitos pela equipe do Diário. Já Israel não foi localizado para tratar do assunto. 



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Elian terá ex-marido como concorrente na disputa à Câmara

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

08/10/2020 | 00:01


Candidata à reeleição, a vereadora Elian Santana (DEM), de Santo André, irá enfrentar cenário inusitado no pleito de novembro. Além de passar pelo escrutínio popular após ser alvo da Barbour, operação que apura esquema de fraudes no sistema da Previdência, ela terá pela frente o ex-marido e ex-parlamentar Israel Santana (PMN) como adversário nas urnas por vaga na Câmara.

Depois de 16 anos de hiato, Israel registrou nome junto à Justiça Eleitoral e volta ao páreo na tentativa de recuperar espaço hoje ocupado pela democrata, que regressou ao mandato em maio por decisão da Justiça Federal.

Ligado à igreja evangélica, Israel, 59 anos, carregou três mandatos consecutivos na carreira, assumindo o posto de modo efetivo pela primeira vez em 1993. Seu auge se deu na função de presidente da casa, no biênio de 1999 e 2000 – o período, por sua vez, foi o que lhe rendeu dores de cabeça. Ele está fora de disputa desde 2004, quando, então pelo PL, não conseguiu se reeleger, conquistando 2.290 votos, à época. Perdeu mais de 1.600 de pleito municipal para o outro.

No meio da última legislatura como parlamentar, Israel estava na condição de investigado pelo MP (Ministério Público) por superfaturamento da compra de painel eletrônico. Foi condenado, na primeira instância, em 2006, à suspensão dos direitos políticos por seis anos. Diante do panorama na ocasião, apoiou a ideia de Elian ser a representante da família em 2008. No debute dela das urnas, pelo PV, não houve sucesso. Foram 1.936 votos. Na segunda tentativa, contudo, em 2012, pelo PTdoB, se elegeu com 3.137 sufrágios. Quatro anos mais tarde, no SD, alcançou expressivos 4.581.

De lá para cá, Elian entrou na mira da PF (Polícia Federal) por supostamente usar o gabinete para se beneficiar de irregularidades no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) – não há sentença no caso. Ficou 18 meses afastada do cargo público. Neste ínterim ocorreu também separação conjugal. Solicitou, inclusive, mudança do nome no registro da Câmara, pedindo para ser denominada apenas como ‘Elian’.

A democrata não retornou os contatos feitos pela equipe do Diário. Já Israel não foi localizado para tratar do assunto. 

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