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Apadrinhamento terá teste pós-vitória de Bolsonaro

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Para especialistas, triunfo do político sem padrinho é indicativo de que eleitor busca novo conceito


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

04/10/2020 | 07:00


Estratégia comum em eleições municipais, o apadrinhamento político terá no pleito deste ano teste para mostrar sua viabilidade diante de mudanças no que deseja o eleitor. Em 2018, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi eleito como fenômeno: pouco tempo de TV, parcos recursos e por um partido até então considerado nanico, ele se elegeu ao cargo máximo da República sem nenhum padrinho. Especialistas ouvidos pelo Diário apontam que o cenário de 2018 indica a tendência de o eleitor, cada vez mais, se distanciar de figuras trazidas por medalhões da política.

Mestre em direito constitucional e eleitoral, Tony Chalita avalia que a modalidade está chegando ao fim. Com a insatisfação do eleitorado às práticas da “velha política”, os prefeituráveis precisarão medir se levantar a mão de um figurão político trará mais bônus ou ônus. “Em alguns casos, o apoio de velhos caciques pode até piorar a imagem do candidato.”

Nos últimos pleitos municipais, a chamada onda eleitoral influenciou as disputas no Grande ABC. Com o petismo em alta até 2012, o PT conquistou vitórias emblemáticas e consideradas surpreendentes – como Luiz Marinho (PT) em São Bernardo, em 2008, e Carlos Grana (PT), em Santo André, em 2012. Em 2016, o encaixe do discurso do empresário João Doria (PSDB) na eleição à Capital turbinou tucanos da região – Paulo Serra (Santo André), Orlando Morando (São Bernardo), José Auricchio Júnior (São Caetano) e Gabriel Maranhão (Rio Grande da Serra, hoje no Cidadania), venceram seus pleitos.

A aposta da vez é Bolsonaro. A despeito de ele ter declarado que não dará suporte a nenhum candidato a prefeito nesta eleição, a subida de popularidade recente já provocou movimento de pré-prefeituráveis para associação de imagem. Na semana passada, no primeiro debate na TV com os candidatos à prefeitura da Capital, a figura de Bolsonaro foi constantemente utilizada – o principal a recorrer ao bolsonarismo foi o deputado federal Celso Russomanno (Republicanos).

Conforme o professor de comunicação política Roberto Gondo, a tática do apadrinhamento político é secular no País e deverá permanecer, principalmente porque a pandemia de Covid-19 impedirá campanhas nas ruas de forma tradicional. “Isso acontece por pessoas que se conhecem ou por familiares, quando o pai acaba indicando o filho para candidato a algum cargo. E isso vai ficar ainda mais evidente na eleição de 2020, já que não teremos tanta exposição física.”



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Apadrinhamento terá teste pós-vitória de Bolsonaro

Para especialistas, triunfo do político sem padrinho é indicativo de que eleitor busca novo conceito

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

04/10/2020 | 07:00


Estratégia comum em eleições municipais, o apadrinhamento político terá no pleito deste ano teste para mostrar sua viabilidade diante de mudanças no que deseja o eleitor. Em 2018, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi eleito como fenômeno: pouco tempo de TV, parcos recursos e por um partido até então considerado nanico, ele se elegeu ao cargo máximo da República sem nenhum padrinho. Especialistas ouvidos pelo Diário apontam que o cenário de 2018 indica a tendência de o eleitor, cada vez mais, se distanciar de figuras trazidas por medalhões da política.

Mestre em direito constitucional e eleitoral, Tony Chalita avalia que a modalidade está chegando ao fim. Com a insatisfação do eleitorado às práticas da “velha política”, os prefeituráveis precisarão medir se levantar a mão de um figurão político trará mais bônus ou ônus. “Em alguns casos, o apoio de velhos caciques pode até piorar a imagem do candidato.”

Nos últimos pleitos municipais, a chamada onda eleitoral influenciou as disputas no Grande ABC. Com o petismo em alta até 2012, o PT conquistou vitórias emblemáticas e consideradas surpreendentes – como Luiz Marinho (PT) em São Bernardo, em 2008, e Carlos Grana (PT), em Santo André, em 2012. Em 2016, o encaixe do discurso do empresário João Doria (PSDB) na eleição à Capital turbinou tucanos da região – Paulo Serra (Santo André), Orlando Morando (São Bernardo), José Auricchio Júnior (São Caetano) e Gabriel Maranhão (Rio Grande da Serra, hoje no Cidadania), venceram seus pleitos.

A aposta da vez é Bolsonaro. A despeito de ele ter declarado que não dará suporte a nenhum candidato a prefeito nesta eleição, a subida de popularidade recente já provocou movimento de pré-prefeituráveis para associação de imagem. Na semana passada, no primeiro debate na TV com os candidatos à prefeitura da Capital, a figura de Bolsonaro foi constantemente utilizada – o principal a recorrer ao bolsonarismo foi o deputado federal Celso Russomanno (Republicanos).

Conforme o professor de comunicação política Roberto Gondo, a tática do apadrinhamento político é secular no País e deverá permanecer, principalmente porque a pandemia de Covid-19 impedirá campanhas nas ruas de forma tradicional. “Isso acontece por pessoas que se conhecem ou por familiares, quando o pai acaba indicando o filho para candidato a algum cargo. E isso vai ficar ainda mais evidente na eleição de 2020, já que não teremos tanta exposição física.”

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