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Juros fecham em alta com aversão ao risco no exterior e dólar perto de R$ 5,60



23/09/2020 | 17:49


A curva de juros teve importante ganho de inclinação nesta quarta-feira, pressionada pelo aumento da aversão ao risco no exterior que impulsionou o dólar no Brasil a até R$ 5,59 nas máximas. Os juros longos fecharam com avanço de mais de 10 pontos-base, superior aos demais vencimentos. Ativos de economias emergentes foram penalizados pelo crescimento da percepção de que uma nova onda de covid-19 está se fortalecendo nos países centrais e pode comprometer a retomada da economia global.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve vem reforçando a necessidade de mais estímulos fiscais, mas o acordo para o pacote trilionário que poderia dar suporte, em pauta no Congresso, segue emperrado. O clima pesado lá fora acabou se sobrepondo à surpresa com o IPCA-15 de setembro, que subiu acima das estimativas. Como houve leitura benigna dos preços de abertura, o índice não foi capaz de mudar substancialmente o quadro de aposta na Selic.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 fechou em 2,97%, de 2,923% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2023 subiu de 4,354% para 4,45%. O DI para janeiro de 2025 encerrou com taxa de 6,43% (6,304% ontem) e a do DI para janeiro de 2027 fechou na máxima de 7,40%, de 7,263%.

"Há uma preocupação com uma segunda onda de covid-19 e os dados de atividade já começam a indicar perda de ritmo. Isso está repercutindo nos mercados emergentes, com forte valorização do dólar e aumento de prêmios de risco na curva", disse o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno, citando como exemplo as quedas dos índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços no Reino Unidos, zona do euro e Estados Unidos.

Mesmo diante da evolução dos testes com vacinas contra o coronavírus, autoridades já não descartam a possibilidade de voltar a endurecer as regras de isolamento social. Se a situação se repetir nos emergentes, o quadro fiscal se agrava ainda mais no Brasil.

Por aqui, o dólar cravou sua quarta sessão consecutiva de alta, saindo de R$ 5,23 no dia 17 para fechar hoje em R$ 5,5869. Os juros hoje acompanharam a oscilação da moeda, com o DI janeiro de 2027 avançando até 15 pontos-base no intraday. Os vencimentos longos seguem ainda sensíveis ao risco fiscal e, nesta véspera de leilão de títulos do Tesouro, o espaço para queda nas taxas já seria mesmo restrito.

A ponta curta também subiu, contaminada pela tensão generalizada. A aceleração do IPCA-15, de 0,23% em agosto para 0,45% em setembro, superando a mediana das estimativas (0,39%), teve efeito pontual somente no início dos negócios. "A abertura do índice mostra que alta foi concentrada em alimentos, com núcleos em níveis ainda bastante confortáveis", disse Rostagno. O grupo Alimentação e Bebidas subiu 1,48%, contribuindo com 0,30 ponto porcentual para a inflação.



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Juros fecham em alta com aversão ao risco no exterior e dólar perto de R$ 5,60


23/09/2020 | 17:49


A curva de juros teve importante ganho de inclinação nesta quarta-feira, pressionada pelo aumento da aversão ao risco no exterior que impulsionou o dólar no Brasil a até R$ 5,59 nas máximas. Os juros longos fecharam com avanço de mais de 10 pontos-base, superior aos demais vencimentos. Ativos de economias emergentes foram penalizados pelo crescimento da percepção de que uma nova onda de covid-19 está se fortalecendo nos países centrais e pode comprometer a retomada da economia global.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve vem reforçando a necessidade de mais estímulos fiscais, mas o acordo para o pacote trilionário que poderia dar suporte, em pauta no Congresso, segue emperrado. O clima pesado lá fora acabou se sobrepondo à surpresa com o IPCA-15 de setembro, que subiu acima das estimativas. Como houve leitura benigna dos preços de abertura, o índice não foi capaz de mudar substancialmente o quadro de aposta na Selic.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 fechou em 2,97%, de 2,923% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2023 subiu de 4,354% para 4,45%. O DI para janeiro de 2025 encerrou com taxa de 6,43% (6,304% ontem) e a do DI para janeiro de 2027 fechou na máxima de 7,40%, de 7,263%.

"Há uma preocupação com uma segunda onda de covid-19 e os dados de atividade já começam a indicar perda de ritmo. Isso está repercutindo nos mercados emergentes, com forte valorização do dólar e aumento de prêmios de risco na curva", disse o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno, citando como exemplo as quedas dos índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços no Reino Unidos, zona do euro e Estados Unidos.

Mesmo diante da evolução dos testes com vacinas contra o coronavírus, autoridades já não descartam a possibilidade de voltar a endurecer as regras de isolamento social. Se a situação se repetir nos emergentes, o quadro fiscal se agrava ainda mais no Brasil.

Por aqui, o dólar cravou sua quarta sessão consecutiva de alta, saindo de R$ 5,23 no dia 17 para fechar hoje em R$ 5,5869. Os juros hoje acompanharam a oscilação da moeda, com o DI janeiro de 2027 avançando até 15 pontos-base no intraday. Os vencimentos longos seguem ainda sensíveis ao risco fiscal e, nesta véspera de leilão de títulos do Tesouro, o espaço para queda nas taxas já seria mesmo restrito.

A ponta curta também subiu, contaminada pela tensão generalizada. A aceleração do IPCA-15, de 0,23% em agosto para 0,45% em setembro, superando a mediana das estimativas (0,39%), teve efeito pontual somente no início dos negócios. "A abertura do índice mostra que alta foi concentrada em alimentos, com núcleos em níveis ainda bastante confortáveis", disse Rostagno. O grupo Alimentação e Bebidas subiu 1,48%, contribuindo com 0,30 ponto porcentual para a inflação.

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