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Bolsas de NY fecham em quedas fortes, com covid, Fed e notícias corporativas



23/09/2020 | 17:44


As bolsas de Nova York não mostraram sinal único no início do dia, mas pioraram ao longo do pregão e fecharam nesta quarta-feira, 23, com recuos consideráveis. A disseminação da covid-19 e seus riscos para a atividade, discursos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) insistindo na necessidade de mais apoio fiscal e notícias de empresas pesaram, com as gigantes do setor de tecnologia bastante pressionadas.

O índice Dow Jones fechou em queda de 1,92%, em 26.763,13 pontos, o S&P 500 caiu 2,37%, a 3.236,92 pontos, e o Nasdaq recuou 3,02%, a 10.632,99 pontos. O Nasdaq está em território de correção, caracterizado por queda de ao menos 10% em relação a um pico recente.

Certa realização de lucros foi em parte responsável pelo movimento de hoje, mas este se aprofundou à tarde, em quadro de menor apetite por risco entre investidores. Entre os setores, energia e tecnologia estiveram entre as maiores baixas. Tesla foi uma ação em foco, após evento com anúncios que não empolgaram o mercado, com baixa de 10,34%. Entre gigantes dos setores de tecnologia e serviços de comunicação, Apple caiu 4,19%, Amazon recuou 4,13% e Microsoft, 3,29%. Entre outros papéis importantes, Boeing fechou em baixa de 3,58% e, entre os bancos, Citigroup perdeu 3,33% e JPMorgan, 1,62%, em meio à notícia de que este pode ter de pagar multa elevada nos EUA.

Agentes como o Bank of America destacaram ainda o aumento da disseminação da covid-19 no país. Entre os dirigentes do Fed, o presidente Jerome Powell voltou a mostrar compromisso no apoio à atividade, mas foram renovados os pedidos de mais auxílio fiscal. Com o Congresso de olho nas eleições e, agora, na vaga a preencher na Suprema Corte, analistas dizem que ficou mais difícil avançar com a nova rodada de estímulos.

Antes do fechamento, o presidente americano, Donald Trump, acusou a oposição democrata de preparar uma "fraude" na disputa eleitoral e comentou que ela pode terminar na Suprema Corte. Trump não detalhou sua hipótese, mas em meio às declarações os índices acionários pioraram na reta final do pregão.



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Bolsas de NY fecham em quedas fortes, com covid, Fed e notícias corporativas


23/09/2020 | 17:44


As bolsas de Nova York não mostraram sinal único no início do dia, mas pioraram ao longo do pregão e fecharam nesta quarta-feira, 23, com recuos consideráveis. A disseminação da covid-19 e seus riscos para a atividade, discursos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) insistindo na necessidade de mais apoio fiscal e notícias de empresas pesaram, com as gigantes do setor de tecnologia bastante pressionadas.

O índice Dow Jones fechou em queda de 1,92%, em 26.763,13 pontos, o S&P 500 caiu 2,37%, a 3.236,92 pontos, e o Nasdaq recuou 3,02%, a 10.632,99 pontos. O Nasdaq está em território de correção, caracterizado por queda de ao menos 10% em relação a um pico recente.

Certa realização de lucros foi em parte responsável pelo movimento de hoje, mas este se aprofundou à tarde, em quadro de menor apetite por risco entre investidores. Entre os setores, energia e tecnologia estiveram entre as maiores baixas. Tesla foi uma ação em foco, após evento com anúncios que não empolgaram o mercado, com baixa de 10,34%. Entre gigantes dos setores de tecnologia e serviços de comunicação, Apple caiu 4,19%, Amazon recuou 4,13% e Microsoft, 3,29%. Entre outros papéis importantes, Boeing fechou em baixa de 3,58% e, entre os bancos, Citigroup perdeu 3,33% e JPMorgan, 1,62%, em meio à notícia de que este pode ter de pagar multa elevada nos EUA.

Agentes como o Bank of America destacaram ainda o aumento da disseminação da covid-19 no país. Entre os dirigentes do Fed, o presidente Jerome Powell voltou a mostrar compromisso no apoio à atividade, mas foram renovados os pedidos de mais auxílio fiscal. Com o Congresso de olho nas eleições e, agora, na vaga a preencher na Suprema Corte, analistas dizem que ficou mais difícil avançar com a nova rodada de estímulos.

Antes do fechamento, o presidente americano, Donald Trump, acusou a oposição democrata de preparar uma "fraude" na disputa eleitoral e comentou que ela pode terminar na Suprema Corte. Trump não detalhou sua hipótese, mas em meio às declarações os índices acionários pioraram na reta final do pregão.

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