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Covid faz empresa de colchões ‘despertar’ e elevar faturamento

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Companhia, com sede em S.Bernardo, se reinventa e passa a vender mais do que antes da pandemia


Nilton Valentim
Do Diário do Grande ABC

21/09/2020 | 00:01


A chegada da pandemia do novo coronavírus foi um pesadelo para a Sono Quality, empresa de colchões que foi fundada há 12 anos em São Bernardo, mantém a sede na cidade e possui fábrica em Tremembé, no Interior. Em março, da noite para o dia, a projeção de crescimento na casa de 20% que tinha sido divulgada dois meses antes, na convenção anual de janeiro, teve de ser freada. Os planos de expansão deram lugar à demissão de 210 funcionários – 42% do efetivo que girava em torno de 500 profissionais. Entretanto, com criatividade e trabalho, a companhia despertou, lançou quatro tecnologias e passou a faturar mais do que antes da Covid-19.

Segundo o diretor geral José Roberto Cury, o faturamento de agosto foi 26% superior ao de fevereiro de 2020. No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, bateu 38% de alta sobre o mesmo período do ano anterior. A empresa não revela os números de sua receita.

A melhora se deve basicamente ao lançamento de produtos, ao fato de as pessoas estarem mais em casa e, consequentemente, prestarem mais atenção ao colchão. Sem contar a adoção de estratégia de vendas voltada às redes sociais. Até então, a prioridade era o merchandising em programas de TV.

Passado o impacto inicial da chegada da doença, quando todas as atividades tiveram de ser suspensas, foram criados três comitês: financeiro, de retomada e de Covid. O primeiro teve como missão equilibrar os custos, já que produção e venda estavam paralisados e 60% dos clientes não estavam honrando os pagamentos. Além disso, os direitos trabalhistas dos demitidos precisavam ser quitados. O segundo grupo ganhou a incumbência de achar soluções criativas para o retorno ao mercado. O terceiro atuou de forma a monitorar o avanço da doença e as medidas sanitárias tomadas pelo governo.

A providência inicial foi fazer um acordo com os trabalhadores que foram dispensados. “Negociamos para pagar em seis meses. Mas em 45 dias já havíamos acertado com todo mundo”, afirmou Cury, destacando que, muitos dos que saíram, foram convidados a retornar, e que a empresa já fez 83 contratações após o corte. Hoje, soma 373 funcionários, sendo 220 internos e 150 externos, os consultores de vendas. “Só não admitimos mais porque as condições sanitárias nos impõem restrições de trabalho”, disse o diretor.

NOVO NORMAL
A Sono Quality, que normalmente apresentava um produto novo por ano, acelerou o ritmo na pandemia. Já foram quatro as inovações. A primeira delas, um colchão zero bactéria, com aplicação de desinfetante que elimina fungos, bactérias e ácaros. Além disso, traz em sua fórmula a substância quaternário de amônia de sexta geração, que ajuda na prevenção ao coronavírus.

Depois veio o colchão com íons negativos, que traz no seu interior pastilhas que equilibram a atmosfera do ambiente. A terceira, chamada de powershift protect, neutraliza as radiações emitidas por aparelhos como TV e, principalmente dos celulares. A quarta traz dentro do colchão uma máquina que emite ozônio para purificar o ar. “O cliente liga antes de ir para cama. E, quando dorme, encontra o quarto com ar purificado”, explica o diretor de marketing, Eduardo Honrado.

FUTURO
Os desafios impostos pela pandemia fizeram com que a empresa firmasse metas ousadas para o futuro. “Para 2021, projetamos ultrapassar a barreira dos colchões tecnológicos, que hoje temos a liderança, e avançar no mercado geral de colchões. Estamos em quinto lugar no Brasil e esperamos assumir a primeira colocação”, aponta Cury. 



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Covid faz empresa de colchões ‘despertar’ e elevar faturamento

Companhia, com sede em S.Bernardo, se reinventa e passa a vender mais do que antes da pandemia

Nilton Valentim
Do Diário do Grande ABC

21/09/2020 | 00:01


A chegada da pandemia do novo coronavírus foi um pesadelo para a Sono Quality, empresa de colchões que foi fundada há 12 anos em São Bernardo, mantém a sede na cidade e possui fábrica em Tremembé, no Interior. Em março, da noite para o dia, a projeção de crescimento na casa de 20% que tinha sido divulgada dois meses antes, na convenção anual de janeiro, teve de ser freada. Os planos de expansão deram lugar à demissão de 210 funcionários – 42% do efetivo que girava em torno de 500 profissionais. Entretanto, com criatividade e trabalho, a companhia despertou, lançou quatro tecnologias e passou a faturar mais do que antes da Covid-19.

Segundo o diretor geral José Roberto Cury, o faturamento de agosto foi 26% superior ao de fevereiro de 2020. No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, bateu 38% de alta sobre o mesmo período do ano anterior. A empresa não revela os números de sua receita.

A melhora se deve basicamente ao lançamento de produtos, ao fato de as pessoas estarem mais em casa e, consequentemente, prestarem mais atenção ao colchão. Sem contar a adoção de estratégia de vendas voltada às redes sociais. Até então, a prioridade era o merchandising em programas de TV.

Passado o impacto inicial da chegada da doença, quando todas as atividades tiveram de ser suspensas, foram criados três comitês: financeiro, de retomada e de Covid. O primeiro teve como missão equilibrar os custos, já que produção e venda estavam paralisados e 60% dos clientes não estavam honrando os pagamentos. Além disso, os direitos trabalhistas dos demitidos precisavam ser quitados. O segundo grupo ganhou a incumbência de achar soluções criativas para o retorno ao mercado. O terceiro atuou de forma a monitorar o avanço da doença e as medidas sanitárias tomadas pelo governo.

A providência inicial foi fazer um acordo com os trabalhadores que foram dispensados. “Negociamos para pagar em seis meses. Mas em 45 dias já havíamos acertado com todo mundo”, afirmou Cury, destacando que, muitos dos que saíram, foram convidados a retornar, e que a empresa já fez 83 contratações após o corte. Hoje, soma 373 funcionários, sendo 220 internos e 150 externos, os consultores de vendas. “Só não admitimos mais porque as condições sanitárias nos impõem restrições de trabalho”, disse o diretor.

NOVO NORMAL
A Sono Quality, que normalmente apresentava um produto novo por ano, acelerou o ritmo na pandemia. Já foram quatro as inovações. A primeira delas, um colchão zero bactéria, com aplicação de desinfetante que elimina fungos, bactérias e ácaros. Além disso, traz em sua fórmula a substância quaternário de amônia de sexta geração, que ajuda na prevenção ao coronavírus.

Depois veio o colchão com íons negativos, que traz no seu interior pastilhas que equilibram a atmosfera do ambiente. A terceira, chamada de powershift protect, neutraliza as radiações emitidas por aparelhos como TV e, principalmente dos celulares. A quarta traz dentro do colchão uma máquina que emite ozônio para purificar o ar. “O cliente liga antes de ir para cama. E, quando dorme, encontra o quarto com ar purificado”, explica o diretor de marketing, Eduardo Honrado.

FUTURO
Os desafios impostos pela pandemia fizeram com que a empresa firmasse metas ousadas para o futuro. “Para 2021, projetamos ultrapassar a barreira dos colchões tecnológicos, que hoje temos a liderança, e avançar no mercado geral de colchões. Estamos em quinto lugar no Brasil e esperamos assumir a primeira colocação”, aponta Cury. 

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