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Dólar tem maior alta diária desde junho e vai a R$ 5,37

Marcello Casal Jr/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


18/09/2020 | 18:04


A fuga de ativos de risco no exterior e fatores técnicos no Brasil - incluindo a antecipação de um leilão de rolagem do Banco Central e a disparada dos juros longos - provocaram forte piora do câmbio nesta sexta-feira, 18, com o dólar chegando a bater em R$ 5,37, na maior alta diária desde 24 de junho. Em dia de baixa liquidez e com agenda esvaziada de eventos e indicadores, o dólar operou com valorização durante toda a sessão, revertendo a queda acumulada na semana.

Novos indícios de piora da relação entre Estados Unidos e Pequim, aumento de casos de coronavírus na Europa e ainda preocupações com a retomada da atividade econômica americana ajudaram a pressionar as bolsas e as moedas de emergentes.

O real foi novamente a moeda com pior desempenho ante o dólar, considerando uma cesta de 34 divisas mais líquidas. Traders relatam que as crescentes preocupações fiscais com o Brasil ajudam a enfraquecer mais a moeda brasileira na comparação com seus pares. Enquanto o dólar subiu 2,79% no mercado doméstico, para R$ 5,3776, avançou 1,1% no México, 0,81% na África do Sul e 0,88% no Chile.

Nesta sexta, o temor fiscal fez a curva de juros a termo se inclinar ainda mais, com as taxas longas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) abrindo mais de 30 pontos, o que ajudou a estressar ainda mais o dólar, ressalta o diretor de tesouraria de um banco. "A inclinação da curva é um sinal do crescente risco fiscal do Brasil, aliado ao exterior ruim, ajudou a fortalecer o movimento de busca por proteção no dólar."

Profissionais das mesas de câmbio mencionam ainda que a decisão do BC de fazer nesta sexta um leilão de rolagem de linha que vencem em outubro, de US$ 4,15 bilhões, não caiu bem em um dia de mercado estressado. Normalmente estes leilões de rolagem de linha são feitos na semana final de cada mês. O leilão desta sexta acabou atraindo tomador novo, que estava atrás de liquidez, e deixou parte de quem queria rolar os papéis que vencem em outubro na mão, conta um executivo de banco médio.

"Está faltando liquidez no mercado e o leilão acaba atraindo gente que não está na rolagem", destaca o chefe da mesa de câmbio da Terra Investimentos, Vanei Nagem.

Ele ressalta que o dia a liquidez baixa, por conta do feriado judaico, e a busca por proteção antes do final de semana ajudaram a pressionar o câmbio. No noticiário, ele destaca o aumento de casos de coronavírus no exterior e a decisão de Donald Trump de barrar downloads de dois aplicativos chineses - TikTok e WeChat - a partir do próximo domingo, 20, o que pode azedar ainda mais a relação entre os dois países.



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Dólar tem maior alta diária desde junho e vai a R$ 5,37


18/09/2020 | 18:04


A fuga de ativos de risco no exterior e fatores técnicos no Brasil - incluindo a antecipação de um leilão de rolagem do Banco Central e a disparada dos juros longos - provocaram forte piora do câmbio nesta sexta-feira, 18, com o dólar chegando a bater em R$ 5,37, na maior alta diária desde 24 de junho. Em dia de baixa liquidez e com agenda esvaziada de eventos e indicadores, o dólar operou com valorização durante toda a sessão, revertendo a queda acumulada na semana.

Novos indícios de piora da relação entre Estados Unidos e Pequim, aumento de casos de coronavírus na Europa e ainda preocupações com a retomada da atividade econômica americana ajudaram a pressionar as bolsas e as moedas de emergentes.

O real foi novamente a moeda com pior desempenho ante o dólar, considerando uma cesta de 34 divisas mais líquidas. Traders relatam que as crescentes preocupações fiscais com o Brasil ajudam a enfraquecer mais a moeda brasileira na comparação com seus pares. Enquanto o dólar subiu 2,79% no mercado doméstico, para R$ 5,3776, avançou 1,1% no México, 0,81% na África do Sul e 0,88% no Chile.

Nesta sexta, o temor fiscal fez a curva de juros a termo se inclinar ainda mais, com as taxas longas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) abrindo mais de 30 pontos, o que ajudou a estressar ainda mais o dólar, ressalta o diretor de tesouraria de um banco. "A inclinação da curva é um sinal do crescente risco fiscal do Brasil, aliado ao exterior ruim, ajudou a fortalecer o movimento de busca por proteção no dólar."

Profissionais das mesas de câmbio mencionam ainda que a decisão do BC de fazer nesta sexta um leilão de rolagem de linha que vencem em outubro, de US$ 4,15 bilhões, não caiu bem em um dia de mercado estressado. Normalmente estes leilões de rolagem de linha são feitos na semana final de cada mês. O leilão desta sexta acabou atraindo tomador novo, que estava atrás de liquidez, e deixou parte de quem queria rolar os papéis que vencem em outubro na mão, conta um executivo de banco médio.

"Está faltando liquidez no mercado e o leilão acaba atraindo gente que não está na rolagem", destaca o chefe da mesa de câmbio da Terra Investimentos, Vanei Nagem.

Ele ressalta que o dia a liquidez baixa, por conta do feriado judaico, e a busca por proteção antes do final de semana ajudaram a pressionar o câmbio. No noticiário, ele destaca o aumento de casos de coronavírus no exterior e a decisão de Donald Trump de barrar downloads de dois aplicativos chineses - TikTok e WeChat - a partir do próximo domingo, 20, o que pode azedar ainda mais a relação entre os dois países.

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