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Atila atrai ex-algozes para arco de alianças

Montagem/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeito de Mauá terá apoio de Chiquinho do Zaíra e Neycar, apoiadores do impeachment


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

01/09/2020 | 00:01


Pré-candidato à reeleição, o prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), atraiu apoio de dois partidos cujas principais lideranças ajudaram a viabilizar sua cassação: o Avante e o Solidariedade. O primeiro é representado por Chiquinho do Zaíra e o segundo, pelo presidente da Câmara, Vanderley Cavalcante da Silva, o Neycar.

Eleito em 2016 na base do então prefeito Donisete Braga (PDT) – derrotado por Atila no segundo turno –, Chiquinho se autointitulava vereador independente. Não assumia ser governista, mas alimentava postura ponderada na casa para ser considerado oposição – votou contra o primeiro impeachment de Atila, em junho de 2018. O parlamentar saiu de cima do muro meses depois, após a segunda prisão do socialista, no âmbito da Operação Trato Feito, quando decidiu apoiar a cassação.

Já Neycar, eleito na base de Atila, foi alçado à presidência do Legislativo após impor derrota ao governo, que tentava bancar a eleição do pai do prefeito, o vereador Admir Jacomussi (Patriota). Também resistiu na base governista até a segunda prisão do socialista. A partir de então, se aproximou do grupo da então vice-prefeita Alaíde Damo (MDB) e foi um dos fiadores do impeachment, chegando a viabilizar a votação de denúncia que não respingasse nos vereadores – foram apontados pela PF (Polícia Federal) como suspeitos de receber mensalinho.

Aliado antigo do clã Damo, Chiquinho fez valer a aproximação durante o governo interino de Alaíde. Chegou, inclusive, a emplacar a indicação de José Francisco Jacinto, o Icão, seu ex-assessor, como secretário de Governo – a nomeação foi abortada após divergências de Icão com os vereadores.

Tudo começou a mudar em setembro do ano passado, quando Atila conquistou no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) liminar para suspender o impeachment. Com o retorno do socialista os dois parlamentares migraram para a base do governo. Neycar, inclusive, teve o nome cotado para ocupar a vaga de vice de Atila, mas caminha para disputar a reeleição no Legislativo.

Chiquinho e Neycar não atenderam aos contatos do Diário para comentar o assunto. 



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Atila atrai ex-algozes para arco de alianças

Prefeito de Mauá terá apoio de Chiquinho do Zaíra e Neycar, apoiadores do impeachment

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

01/09/2020 | 00:01


Pré-candidato à reeleição, o prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), atraiu apoio de dois partidos cujas principais lideranças ajudaram a viabilizar sua cassação: o Avante e o Solidariedade. O primeiro é representado por Chiquinho do Zaíra e o segundo, pelo presidente da Câmara, Vanderley Cavalcante da Silva, o Neycar.

Eleito em 2016 na base do então prefeito Donisete Braga (PDT) – derrotado por Atila no segundo turno –, Chiquinho se autointitulava vereador independente. Não assumia ser governista, mas alimentava postura ponderada na casa para ser considerado oposição – votou contra o primeiro impeachment de Atila, em junho de 2018. O parlamentar saiu de cima do muro meses depois, após a segunda prisão do socialista, no âmbito da Operação Trato Feito, quando decidiu apoiar a cassação.

Já Neycar, eleito na base de Atila, foi alçado à presidência do Legislativo após impor derrota ao governo, que tentava bancar a eleição do pai do prefeito, o vereador Admir Jacomussi (Patriota). Também resistiu na base governista até a segunda prisão do socialista. A partir de então, se aproximou do grupo da então vice-prefeita Alaíde Damo (MDB) e foi um dos fiadores do impeachment, chegando a viabilizar a votação de denúncia que não respingasse nos vereadores – foram apontados pela PF (Polícia Federal) como suspeitos de receber mensalinho.

Aliado antigo do clã Damo, Chiquinho fez valer a aproximação durante o governo interino de Alaíde. Chegou, inclusive, a emplacar a indicação de José Francisco Jacinto, o Icão, seu ex-assessor, como secretário de Governo – a nomeação foi abortada após divergências de Icão com os vereadores.

Tudo começou a mudar em setembro do ano passado, quando Atila conquistou no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) liminar para suspender o impeachment. Com o retorno do socialista os dois parlamentares migraram para a base do governo. Neycar, inclusive, teve o nome cotado para ocupar a vaga de vice de Atila, mas caminha para disputar a reeleição no Legislativo.

Chiquinho e Neycar não atenderam aos contatos do Diário para comentar o assunto. 

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