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Contra a transparência


Do Diário do Grande ABC

05/08/2020 | 23:59


Bastou o vereador oposicionista e pré-candidato ao Paço de São Bernardo Rafael Demarchi (PSL) anunciar a intenção de buscar apoios para instalar na Câmara CPI destinada a apurar a participação do prefeito Orlando Morando (PSDB) nas denúncias de desvio de dinheiro público em contratos de merenda escolar e alimentação em hospitais que a tropa de choque governista se mobilizou para impedir as investigações. Ontem, por ampla maioria de votos, o Legislativo aprovou a criação de duas comissões, ambas favoráveis aos interesses da Prefeitura, o que impede, por disposição regimental, a proposição de uma terceira investigação – o que, na prática, barra o plano de Demarchi.

Pré-candidato à reeleição no pleito de novembro, Morando tem razão para se preocupar com o aprofundamento de investigações contra si. O prefeito tem visto aproximarem-se dele suspeitas bastante significativas desde que o MPF (Ministério Público Federal) denunciou-o, junto a outras 12 pessoas, por peculato (desvio de recursos públicos), crime contra a administração, corrupção, fraude de licitação e organização criminosa no âmbito da Operação Prato Feito, que apurou desvio de dinheiro público em contratos para o fornecimento de merenda a crianças e alimentação a doentes. O tucano é acusado de embolsar R$ 600 mil para favorecer empresas ligadas a Fábio Mathias Favaretto.

É evidente que ao prefeito de São Bernardo deve se conceder o benefício da presunção de inocência – afinal, ser acusado de algo não significa necessariamente ser culpado. Exatamente por isso, Morando, que diz serem infundadas as alegações do MPF, deveria ser o primeiro a defender o aprofundamento das investigações na Câmara de São Bernardo, que não poderia chegar a outra conclusão. Ao optarem por barrar a instalação da CPI da Merenda, os vereadores tiraram do chefe do Executivo a oportunidade de obter o atestado de idoneidade que seria importantíssimo para enfrentar a eleição que se aproxima. E podem entrar eles mesmos, por eventual conivência com a impunidade, na mira dos eleitores. 



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Contra a transparência

Do Diário do Grande ABC

05/08/2020 | 23:59


Bastou o vereador oposicionista e pré-candidato ao Paço de São Bernardo Rafael Demarchi (PSL) anunciar a intenção de buscar apoios para instalar na Câmara CPI destinada a apurar a participação do prefeito Orlando Morando (PSDB) nas denúncias de desvio de dinheiro público em contratos de merenda escolar e alimentação em hospitais que a tropa de choque governista se mobilizou para impedir as investigações. Ontem, por ampla maioria de votos, o Legislativo aprovou a criação de duas comissões, ambas favoráveis aos interesses da Prefeitura, o que impede, por disposição regimental, a proposição de uma terceira investigação – o que, na prática, barra o plano de Demarchi.

Pré-candidato à reeleição no pleito de novembro, Morando tem razão para se preocupar com o aprofundamento de investigações contra si. O prefeito tem visto aproximarem-se dele suspeitas bastante significativas desde que o MPF (Ministério Público Federal) denunciou-o, junto a outras 12 pessoas, por peculato (desvio de recursos públicos), crime contra a administração, corrupção, fraude de licitação e organização criminosa no âmbito da Operação Prato Feito, que apurou desvio de dinheiro público em contratos para o fornecimento de merenda a crianças e alimentação a doentes. O tucano é acusado de embolsar R$ 600 mil para favorecer empresas ligadas a Fábio Mathias Favaretto.

É evidente que ao prefeito de São Bernardo deve se conceder o benefício da presunção de inocência – afinal, ser acusado de algo não significa necessariamente ser culpado. Exatamente por isso, Morando, que diz serem infundadas as alegações do MPF, deveria ser o primeiro a defender o aprofundamento das investigações na Câmara de São Bernardo, que não poderia chegar a outra conclusão. Ao optarem por barrar a instalação da CPI da Merenda, os vereadores tiraram do chefe do Executivo a oportunidade de obter o atestado de idoneidade que seria importantíssimo para enfrentar a eleição que se aproxima. E podem entrar eles mesmos, por eventual conivência com a impunidade, na mira dos eleitores. 

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