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Só 46% tomaram 2ª dose contra sarampo

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Reforço é essencial para garantir eficácia da vacina; Estado tem campanha até 31 de agosto


Flávia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

31/07/2020 | 00:01


No Grande ABC, apenas 46,1% da população tomou a segunda dose da vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba, segundo informações do Datasus. Ainda que 60,2% tenha tomado a primeira dose, o reforço é essencial para garantir a imunização. Campanha especial começou em 15 de julho e termina em 31 de agosto em todo Estado, chance para atualizar a caderneta de vacinação, que não deve ser esquecida mesmo na pandemia.

A recomendação do Ministério da Saúde é que a cobertura vacinal seja de pelo menos 95%. No ano passado, o País perdeu o certificado de erradicação do sarampo concedido pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) em razão da redução da vacinação entre os brasileiros. Em 2019, a região registrou 1.285 casos e, em 2020, pelo menos 40 foram diagnosticados. Agravante é que a doença é infectocontagiosa e uma pessoa contaminada pode infectar até 18 indivíduos.

“É preciso seguir o calendário de vacinação, principalmente às crianças, cuja profilaxia deve ser mantida. Doenças invisíveis como o sarampo acabam sendo esquecidas e voltam com tudo, ao contrário do caso da HIV, que o jovens viam as pessoas definhando e morrendo, e acabavam se prevenindo”, afirmou Paulo Rezende, infectologista do Hospital Santa Ana, de São Caetano. “Muitos pais não estão saindo de casa nem para vacinar as crianças, mas a dose zero e os reforços são muito importantes”, completou Adriana de Brito, gestora do curso de biomedicina da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

Conforme publicado pelo Diário, o medo da pandemia fez com que a meta de vacinar 90% dos habitantes contra a gripe não fosse atingida nas sete cidades. Grupos que menos compareceram aos postos de vacinação foram o de pessoas de 55 a 59 anos e as gestantes. Ainda que algumas cidades tenham oferecido vacinação no sistema drive-thru, o medo da Covid-19 falou mais alto. 

O ideal é que a dose zero da tríplice viral seja tomada por bebês de 6 meses a 1 ano incompleto, a primeira dose ao completar 1 ano e a segunda dose aos 15 meses. A campanha, que está em andamento, tem como público-alvo pessoas entre 6 meses e 29 anos, que serão imunizadas de acordo com a situação da carteirinha de vacinação, e indivíduos de 30 a 49 anos indiscriminadamente. 

O Programa Estadual de Imunização prevê que crianças e adultos de até 29 anos devem ter duas doses da vacina e, acima desta idade até os 60 anos, é necessário já ter tomado uma dose. O Ministério da Saúde não recomenda a imunização de pessoas a partir de 61 anos, já que este público provavelmente teve contato com o vírus no passado. Bebês com menos de 6 meses, pacientes imunodeprimidos e gestantes têm contraindicação.

USCS começa a testar a imunização chinesa

Começa hoje na USCS (Universidade Municipal de São Caetano) a imunização de 652 voluntários com doses da CoronaVac, vacina chinesa produzida pelo laboratório Sinovac Biotech, sediado em Pequim, que fechou parceria com o governo do Estado para transferência de tecnologia ao Instituto Butantan, na Capital.

Os testes serão realizados em 9.000 voluntários em cinco Estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, além de Brasília. Em São Paulo, além da USCS, os testes são conduzidos na Capital pelo Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Hospital Israelita Albert Eisntein. Já no Interior, serão envolvidos o Hospital das Clínicas da Unicamp, em Campinas, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e o Centro de Saúde Escola da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto. 

Esta é a terceira fase da imunização, que será submetida a análise em grande escala. Caso mostre eficiência e não traga reações importantes aos voluntários, deve receber aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e ser fabricada no Butantan. A expectativa é que autorização aconteça até dezembro, para que as doses sejam distribuídas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) a partir de janeiro, segundo estimativa mais recente do governador João Doria (PSDB), que já havia dito em iniciar a imunização da população em dezembro.

Na prática, a USCS vai emprestar seu laboratório e estrutura para que o estudo seja realizado. Todos os equipamentos como geladeiras, por exemplo, e funcionários foram cedidos pelo Butantan. No total, o Estado recebeu 20 mil doses do imunizante, já que cada voluntário receberá duas doses intervaladas da proteção – por medida de segurança não foi informada qual a quantidade enviada a São Caetano.



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Só 46% tomaram 2ª dose contra sarampo

Reforço é essencial para garantir eficácia da vacina; Estado tem campanha até 31 de agosto

Flávia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

31/07/2020 | 00:01


No Grande ABC, apenas 46,1% da população tomou a segunda dose da vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba, segundo informações do Datasus. Ainda que 60,2% tenha tomado a primeira dose, o reforço é essencial para garantir a imunização. Campanha especial começou em 15 de julho e termina em 31 de agosto em todo Estado, chance para atualizar a caderneta de vacinação, que não deve ser esquecida mesmo na pandemia.

A recomendação do Ministério da Saúde é que a cobertura vacinal seja de pelo menos 95%. No ano passado, o País perdeu o certificado de erradicação do sarampo concedido pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) em razão da redução da vacinação entre os brasileiros. Em 2019, a região registrou 1.285 casos e, em 2020, pelo menos 40 foram diagnosticados. Agravante é que a doença é infectocontagiosa e uma pessoa contaminada pode infectar até 18 indivíduos.

“É preciso seguir o calendário de vacinação, principalmente às crianças, cuja profilaxia deve ser mantida. Doenças invisíveis como o sarampo acabam sendo esquecidas e voltam com tudo, ao contrário do caso da HIV, que o jovens viam as pessoas definhando e morrendo, e acabavam se prevenindo”, afirmou Paulo Rezende, infectologista do Hospital Santa Ana, de São Caetano. “Muitos pais não estão saindo de casa nem para vacinar as crianças, mas a dose zero e os reforços são muito importantes”, completou Adriana de Brito, gestora do curso de biomedicina da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

Conforme publicado pelo Diário, o medo da pandemia fez com que a meta de vacinar 90% dos habitantes contra a gripe não fosse atingida nas sete cidades. Grupos que menos compareceram aos postos de vacinação foram o de pessoas de 55 a 59 anos e as gestantes. Ainda que algumas cidades tenham oferecido vacinação no sistema drive-thru, o medo da Covid-19 falou mais alto. 

O ideal é que a dose zero da tríplice viral seja tomada por bebês de 6 meses a 1 ano incompleto, a primeira dose ao completar 1 ano e a segunda dose aos 15 meses. A campanha, que está em andamento, tem como público-alvo pessoas entre 6 meses e 29 anos, que serão imunizadas de acordo com a situação da carteirinha de vacinação, e indivíduos de 30 a 49 anos indiscriminadamente. 

O Programa Estadual de Imunização prevê que crianças e adultos de até 29 anos devem ter duas doses da vacina e, acima desta idade até os 60 anos, é necessário já ter tomado uma dose. O Ministério da Saúde não recomenda a imunização de pessoas a partir de 61 anos, já que este público provavelmente teve contato com o vírus no passado. Bebês com menos de 6 meses, pacientes imunodeprimidos e gestantes têm contraindicação.

USCS começa a testar a imunização chinesa

Começa hoje na USCS (Universidade Municipal de São Caetano) a imunização de 652 voluntários com doses da CoronaVac, vacina chinesa produzida pelo laboratório Sinovac Biotech, sediado em Pequim, que fechou parceria com o governo do Estado para transferência de tecnologia ao Instituto Butantan, na Capital.

Os testes serão realizados em 9.000 voluntários em cinco Estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, além de Brasília. Em São Paulo, além da USCS, os testes são conduzidos na Capital pelo Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Hospital Israelita Albert Eisntein. Já no Interior, serão envolvidos o Hospital das Clínicas da Unicamp, em Campinas, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e o Centro de Saúde Escola da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto. 

Esta é a terceira fase da imunização, que será submetida a análise em grande escala. Caso mostre eficiência e não traga reações importantes aos voluntários, deve receber aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e ser fabricada no Butantan. A expectativa é que autorização aconteça até dezembro, para que as doses sejam distribuídas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) a partir de janeiro, segundo estimativa mais recente do governador João Doria (PSDB), que já havia dito em iniciar a imunização da população em dezembro.

Na prática, a USCS vai emprestar seu laboratório e estrutura para que o estudo seja realizado. Todos os equipamentos como geladeiras, por exemplo, e funcionários foram cedidos pelo Butantan. No total, o Estado recebeu 20 mil doses do imunizante, já que cada voluntário receberá duas doses intervaladas da proteção – por medida de segurança não foi informada qual a quantidade enviada a São Caetano.

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