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O ovo realmente é tão nutritivo quanto as pessoas falam?

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Item pode ser consumido de diversas formas no cotidiano, mas opção frita merece atenção


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

25/07/2020 | 23:59


Alguns carros que passam por bairros do Grande ABC para vender ovos afirmam, por meio de alto-falantes, com som que ecoa pelas ruas, que o produto é o segundo melhor alimento do mundo, ficando atrás somente do leite materno (completo para nutrir um bebê recém-nascido nos primeiros meses de vida). Segundo especialistas, a informação é verdadeira. Ele é considerado o alimento mais completo à disposição de todo ser humano. É rico em nutrientes, sendo que somente não consegue fornecer vitamina C, geralmente encontrada em vegetais e frutas, e também disponibiliza efeitos benéficos ao organismo quando consumido de maneira adequada. 

De maneira geral, o ovo é fonte de alguns minerais (casos de cálcio e ferro) e vitaminas (a exemplos da A, importante para a pele, e B12, que fortalece o sistema nervoso), além dos chamados aminoácidos essenciais, que o corpo humano não consegue produzir sozinho (entre eles leucina e isoleucina) e que ajudam no desenvolvimento de proteínas para a formação do tecido muscular. Pessoas que não comem carne costumam apostar em receitas com ele para haver opção de substituição de fonte de proteína. Também aparece no cardápio de quem vai muito à academia por ser absorvido mais fácil pelo corpo para reposição da energia perdida com exercícios do que comer carne vermelha.

Ele é formado pela clara, a parte branca ao redor, e a gema, elemento central amarelado. A primeira é conhecida por marcar presença em dietas para emagrecimento, uma vez que consegue retardar a sensação de fome e é pouco calórica. Já a segunda chama a atenção por ter gordura de boa qualidade para ser consumida e guardar vitaminas que, entre outras coisas, ajudam na função cognitiva, ou seja, ações que exigem trabalho do cérebro. A combinação das duas partes faz com que seus componentes nutricionais se complementem.

A recomendação é a de que o ovo seja preparado de várias maneiras, como cozido, mexido, na forma de omelete ou em outras preparações na cozinha – apesar de fazer parte da lista de itens para montar bolos, não conta como prato saudável com o ingrediente, sendo que sua proporção é muito pequena em relação ao resto. A opção de fazer ovo frito deve ser ocasional para evitar o óleo. Nunca deve ser consumido cru, uma vez que ele pode estar infectado com bactérias, incluindo a salmonela. Em época de pandemia de Covid-19, não precisa ser lavado, o que pode gerar contaminação mesmo com a casca.

A Sociedade Brasileira de Pediatria diz que um bebê a partir de 6 meses de vida já pode experimentar um ovo preparado adequadamente. Caso não seja observada nenhuma alergia, o hábito evolui com o tempo. Crianças e adolescentes devem comer a partir de quatro ovos por semana, com adultos podendo tê-los nos prato de maneira diária.

Consultoria de Simone Silva, nutricionista da Clínica Simone Neri, em Osasco.  



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O ovo realmente é tão nutritivo quanto as pessoas falam?

Item pode ser consumido de diversas formas no cotidiano, mas opção frita merece atenção

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

25/07/2020 | 23:59


Alguns carros que passam por bairros do Grande ABC para vender ovos afirmam, por meio de alto-falantes, com som que ecoa pelas ruas, que o produto é o segundo melhor alimento do mundo, ficando atrás somente do leite materno (completo para nutrir um bebê recém-nascido nos primeiros meses de vida). Segundo especialistas, a informação é verdadeira. Ele é considerado o alimento mais completo à disposição de todo ser humano. É rico em nutrientes, sendo que somente não consegue fornecer vitamina C, geralmente encontrada em vegetais e frutas, e também disponibiliza efeitos benéficos ao organismo quando consumido de maneira adequada. 

De maneira geral, o ovo é fonte de alguns minerais (casos de cálcio e ferro) e vitaminas (a exemplos da A, importante para a pele, e B12, que fortalece o sistema nervoso), além dos chamados aminoácidos essenciais, que o corpo humano não consegue produzir sozinho (entre eles leucina e isoleucina) e que ajudam no desenvolvimento de proteínas para a formação do tecido muscular. Pessoas que não comem carne costumam apostar em receitas com ele para haver opção de substituição de fonte de proteína. Também aparece no cardápio de quem vai muito à academia por ser absorvido mais fácil pelo corpo para reposição da energia perdida com exercícios do que comer carne vermelha.

Ele é formado pela clara, a parte branca ao redor, e a gema, elemento central amarelado. A primeira é conhecida por marcar presença em dietas para emagrecimento, uma vez que consegue retardar a sensação de fome e é pouco calórica. Já a segunda chama a atenção por ter gordura de boa qualidade para ser consumida e guardar vitaminas que, entre outras coisas, ajudam na função cognitiva, ou seja, ações que exigem trabalho do cérebro. A combinação das duas partes faz com que seus componentes nutricionais se complementem.

A recomendação é a de que o ovo seja preparado de várias maneiras, como cozido, mexido, na forma de omelete ou em outras preparações na cozinha – apesar de fazer parte da lista de itens para montar bolos, não conta como prato saudável com o ingrediente, sendo que sua proporção é muito pequena em relação ao resto. A opção de fazer ovo frito deve ser ocasional para evitar o óleo. Nunca deve ser consumido cru, uma vez que ele pode estar infectado com bactérias, incluindo a salmonela. Em época de pandemia de Covid-19, não precisa ser lavado, o que pode gerar contaminação mesmo com a casca.

A Sociedade Brasileira de Pediatria diz que um bebê a partir de 6 meses de vida já pode experimentar um ovo preparado adequadamente. Caso não seja observada nenhuma alergia, o hábito evolui com o tempo. Crianças e adolescentes devem comer a partir de quatro ovos por semana, com adultos podendo tê-los nos prato de maneira diária.

Consultoria de Simone Silva, nutricionista da Clínica Simone Neri, em Osasco.  

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