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Adiamento das eleições divide opinião de prefeitos

Parte avalia que medida dá segurança para foco na crise, mas outra cita pouco impacto na agenda


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

05/07/2020 | 00:01


A decisão pelo adiamento das eleições municipais para novembro dividiu a avaliação dos prefeitos do Grande ABC quanto ao efeito prático da medida tendo em vista o avanço da pandemia do coronavírus. Parte dos chefes de Executivo considera que a iniciativa, aprovada pelo Congresso por meio de PEC (Proposta de Emenda à Constituição), foi acertada e suscita certa segurança para manutenção do foco em torno do combate à crise sanitária, mas outra parcela avalia que a mudança no calendário tem pouco impacto direto na agenda do governo.

A PEC determina que os dois turnos, originalmente previstos para outubro, sejam realizados em 15 e 29 de novembro. Paulo Serra (PSDB), de Santo André, está na lista dos prefeitos que ponderam que o adiamento, em 42 dias, quase nada afeta no momento. “A prioridade total é combate ao coronavírus, atravessar essa pandemia, proporcionando qualidade de vida, atendimento de saúde, salvando vidas. Em paralelo a isso, continuar nosso planejamento, tirando o programa de governo do papel. Calendário eleitoral, questão política, sempre teve pouca influência na nossa tomada de decisões.”

Atila Jacomussi (PSB), de Mauá, seguiu linha semelhante à do tucano, sustentando que a atenção no momento está na pandemia e nas crises social e econômica. “As questões eleitorais, seja em qual tempo for, fazem parte da democracia e enfrentaremos com tranquilidade”, disse o socialista. 

Prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB) pontua, por sua vez, que a data de 15 de novembro “é aleatória”. “Embora haja embasamento técnico para alteração das eleições, não há precisão de data para controle epidêmico”, citou o tucano, ao criticar que mais de 5.500 prefeitos não foram consultados pelo Congresso. “Respeito a decisão, porém discordo respeitosamente. Os números da pandemia podem piorar ou melhorar, pois seu ciclo é quinzenal, não há garantia de que a situação esteja sob controle na data proposta.”

Orlando Morando (PSDB), de São Bernardo, por outro lado, estima que a decisão pelo adiamento traz maior segurança em relação ao cenário da pandemia no período do pleito. “ Este é o momento de colocarmos a vida e a saúde da população em primeiro lugar e é isso que estamos fazendo. O processo democrático está sendo respeitado, com prazo para que todos os candidatos trabalhem suas propostas e plataformas. Quem desenvolve um bom trabalho não deve se preocupar com a data da eleição.”

O prefeito Adler Kiko Teixeira (PSDB), de Ribeirão Pires, adotou tom parecido ao do correligionário. Segundo ele, aprovação foi acertada do ponto de vista da preservação da integridade física das pessoas e da garantia dos preceitos da democracia. “Apesar disso, sabemos que ainda há riscos e desafios a serem superados. As campanhas deverão ganhar mais espaço em meios digitais, mas precisamos considerar que há locais onde o sinal da internet ainda não está disponível.”



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Adiamento das eleições divide opinião de prefeitos

Parte avalia que medida dá segurança para foco na crise, mas outra cita pouco impacto na agenda

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

05/07/2020 | 00:01


A decisão pelo adiamento das eleições municipais para novembro dividiu a avaliação dos prefeitos do Grande ABC quanto ao efeito prático da medida tendo em vista o avanço da pandemia do coronavírus. Parte dos chefes de Executivo considera que a iniciativa, aprovada pelo Congresso por meio de PEC (Proposta de Emenda à Constituição), foi acertada e suscita certa segurança para manutenção do foco em torno do combate à crise sanitária, mas outra parcela avalia que a mudança no calendário tem pouco impacto direto na agenda do governo.

A PEC determina que os dois turnos, originalmente previstos para outubro, sejam realizados em 15 e 29 de novembro. Paulo Serra (PSDB), de Santo André, está na lista dos prefeitos que ponderam que o adiamento, em 42 dias, quase nada afeta no momento. “A prioridade total é combate ao coronavírus, atravessar essa pandemia, proporcionando qualidade de vida, atendimento de saúde, salvando vidas. Em paralelo a isso, continuar nosso planejamento, tirando o programa de governo do papel. Calendário eleitoral, questão política, sempre teve pouca influência na nossa tomada de decisões.”

Atila Jacomussi (PSB), de Mauá, seguiu linha semelhante à do tucano, sustentando que a atenção no momento está na pandemia e nas crises social e econômica. “As questões eleitorais, seja em qual tempo for, fazem parte da democracia e enfrentaremos com tranquilidade”, disse o socialista. 

Prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB) pontua, por sua vez, que a data de 15 de novembro “é aleatória”. “Embora haja embasamento técnico para alteração das eleições, não há precisão de data para controle epidêmico”, citou o tucano, ao criticar que mais de 5.500 prefeitos não foram consultados pelo Congresso. “Respeito a decisão, porém discordo respeitosamente. Os números da pandemia podem piorar ou melhorar, pois seu ciclo é quinzenal, não há garantia de que a situação esteja sob controle na data proposta.”

Orlando Morando (PSDB), de São Bernardo, por outro lado, estima que a decisão pelo adiamento traz maior segurança em relação ao cenário da pandemia no período do pleito. “ Este é o momento de colocarmos a vida e a saúde da população em primeiro lugar e é isso que estamos fazendo. O processo democrático está sendo respeitado, com prazo para que todos os candidatos trabalhem suas propostas e plataformas. Quem desenvolve um bom trabalho não deve se preocupar com a data da eleição.”

O prefeito Adler Kiko Teixeira (PSDB), de Ribeirão Pires, adotou tom parecido ao do correligionário. Segundo ele, aprovação foi acertada do ponto de vista da preservação da integridade física das pessoas e da garantia dos preceitos da democracia. “Apesar disso, sabemos que ainda há riscos e desafios a serem superados. As campanhas deverão ganhar mais espaço em meios digitais, mas precisamos considerar que há locais onde o sinal da internet ainda não está disponível.”

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