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Doria sobre acusações a Morando: ‘Quem não deve, não teme’

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Governador afirmou que fiscalizações do MP e do TCE são bem-vindas e devem ser colocadas em prática


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

30/06/2020 | 12:02


O governador João Doria (PSDB) evitou embarcar de cabeça na defesa do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) por corrupção, peculato e organização criminosa no âmbito da Operação Prato Feito, que investiga suspeita de fraudes em contratos da merenda escolar. “Quem não deve, não teme”, disparou o governador, ao ser questionado sobre o episódio envolvendo um de seus mais fiéis aliados.

Doria esteve ontem em São Bernardo, para inauguração da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) da cidade, no Jardim do Mar, em agenda que aconteceu dois dias depois de o Diário mostrar que a procuradora regional da República Elizabeth Mitiko Kobayashi apresentou ao TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) sua peça acusatória – além de Morando, outros 12 foram denunciados, entre eles o secretário de Saúde, Geraldo Reple Sobrinho, e o ex-presidente da FUABC (Fundação do ABC) Carlos Maciel.

“O Orlando Morando tem sido um bom prefeito, correto, trabalhado com eficiência, e dentro daquilo que a legislação estabelece e a transparência recomenda”, afirmou Doria, no complemento da resposta. “Não há nada a temer, o prefeito vem cumprindo adequadamente as suas funções e pode também complementar a resposta.”

Na sequência, passou a palavra para Morando. O tucano se recusou a responder no momento ao questionamento da equipe do Diário. “Com esse jornal só respondo por escrito, porque vocês (o Diário) não escrevem a verdade”, disse. A resposta veio via assessoria de imprensa, por e-mail, à noite – a agenda com Doria aconteceu pela manhã.

Os termos foram semelhantes aos utilizados pela defesa do tucano na reportagem de domingo do Diário sobre a denúncia do MPF. Declarou que a PF (Polícia Federal) havia concluído “pela inexistência de prova que vinculasse o prefeito Orlando Morando às supostas irregularidades apontadas”, afirmou ainda que “de acordo com as datas da própria denúncia, as supostas irregularidades aconteceram na gestão anterior, de Luiz Marinho (PT), entre 2013 e 2016, na Prefeitura de São Bernardo”, período em que Morando era “deputado estadual e um dos principais opositores de Marinho”.

“A defesa do prefeito recebeu com perplexidade a denúncia oferecida pelo Ministério Público no âmbito da investigação desmembrada da Operação Prato Feito”, prosseguiu a nota. “A inconsistência das acusações contra Morando é tamanha que levou o Tribunal Regional Federal da 3ª Região a negar o pedido para o seu afastamento do cargo. A defesa do prefeito Orlando Morando reitera sua total confiança no Poder Judiciário e espera que a denúncia seja rejeitada no momento de sua apreciação.”

A ACUSAÇÃO
Segundo o MPF, Morando teria recebido R$ 600 mil antes de se eleger prefeito de São Bernardo via o empresário Fábio Mathias Favaretto, genro de Carlos Maciel e dono de empresas do ramo de bufês e alimentação. A procuradoria incluiu série de conversas de Favaretto, além de anotações em agenda de Maciel, como provas de que Morando integrava o esquema para fraudar os contratos de merenda escolar.

Pouco depois de Morando assumir a administração de São Bernardo, foram fechados contratos emergenciais com empresas de Favaretto – embora ele não seja sócio formal, o MPF concluiu que ele e laranjas ocupavam a direção das firmas.



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Doria sobre acusações a Morando: ‘Quem não deve, não teme’

Governador afirmou que fiscalizações do MP e do TCE são bem-vindas e devem ser colocadas em prática

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

30/06/2020 | 12:02


O governador João Doria (PSDB) evitou embarcar de cabeça na defesa do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) por corrupção, peculato e organização criminosa no âmbito da Operação Prato Feito, que investiga suspeita de fraudes em contratos da merenda escolar. “Quem não deve, não teme”, disparou o governador, ao ser questionado sobre o episódio envolvendo um de seus mais fiéis aliados.

Doria esteve ontem em São Bernardo, para inauguração da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) da cidade, no Jardim do Mar, em agenda que aconteceu dois dias depois de o Diário mostrar que a procuradora regional da República Elizabeth Mitiko Kobayashi apresentou ao TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) sua peça acusatória – além de Morando, outros 12 foram denunciados, entre eles o secretário de Saúde, Geraldo Reple Sobrinho, e o ex-presidente da FUABC (Fundação do ABC) Carlos Maciel.

“O Orlando Morando tem sido um bom prefeito, correto, trabalhado com eficiência, e dentro daquilo que a legislação estabelece e a transparência recomenda”, afirmou Doria, no complemento da resposta. “Não há nada a temer, o prefeito vem cumprindo adequadamente as suas funções e pode também complementar a resposta.”

Na sequência, passou a palavra para Morando. O tucano se recusou a responder no momento ao questionamento da equipe do Diário. “Com esse jornal só respondo por escrito, porque vocês (o Diário) não escrevem a verdade”, disse. A resposta veio via assessoria de imprensa, por e-mail, à noite – a agenda com Doria aconteceu pela manhã.

Os termos foram semelhantes aos utilizados pela defesa do tucano na reportagem de domingo do Diário sobre a denúncia do MPF. Declarou que a PF (Polícia Federal) havia concluído “pela inexistência de prova que vinculasse o prefeito Orlando Morando às supostas irregularidades apontadas”, afirmou ainda que “de acordo com as datas da própria denúncia, as supostas irregularidades aconteceram na gestão anterior, de Luiz Marinho (PT), entre 2013 e 2016, na Prefeitura de São Bernardo”, período em que Morando era “deputado estadual e um dos principais opositores de Marinho”.

“A defesa do prefeito recebeu com perplexidade a denúncia oferecida pelo Ministério Público no âmbito da investigação desmembrada da Operação Prato Feito”, prosseguiu a nota. “A inconsistência das acusações contra Morando é tamanha que levou o Tribunal Regional Federal da 3ª Região a negar o pedido para o seu afastamento do cargo. A defesa do prefeito Orlando Morando reitera sua total confiança no Poder Judiciário e espera que a denúncia seja rejeitada no momento de sua apreciação.”

A ACUSAÇÃO
Segundo o MPF, Morando teria recebido R$ 600 mil antes de se eleger prefeito de São Bernardo via o empresário Fábio Mathias Favaretto, genro de Carlos Maciel e dono de empresas do ramo de bufês e alimentação. A procuradoria incluiu série de conversas de Favaretto, além de anotações em agenda de Maciel, como provas de que Morando integrava o esquema para fraudar os contratos de merenda escolar.

Pouco depois de Morando assumir a administração de São Bernardo, foram fechados contratos emergenciais com empresas de Favaretto – embora ele não seja sócio formal, o MPF concluiu que ele e laranjas ocupavam a direção das firmas.

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