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Redução de juros gera economia
de R$ 435 em veículo de R$ 25 mil

02/09/2011 | 07:21
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Nos próximos dias, os consumidores que procurarem novas operações de crédito das instituições financeiras encontrarão juros mais baixos. E a redução da taxa básica de juros Selic, de 12,5% ao ano para 12%, é a responsável pelo menor custo do crédito. Essa é a expectativa dos especialistas em finanças consultados pela equipe do Diário.

Em simulação, a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade calculou que, em um financiamento de veículo de R$ 25 mil, pago em 60 parcelas sem entrada, a Selic menor proporcionará economia de R$ 435,60. As parcelas, que em operação com Selic em 12,5% sairiam por R$ 785,05, passarão a R$ 777,79 com a nova taxa básica, que levará os juros mensais do financiamento de 2,37% para 2,33%.

O coordenador das pesquisas de juros da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira, espera além de queda nos custos dos financiamentos de veículos, baixas mais relevantes nas operações que mais pesam no bolso do consumidor. "Como o cheque especial e os empréstimos de financeiras."

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"Os juros têm que cair nesta semana. Pois os bancos já compram dinheiro mais barato por causa da redução da Selic", afirmou o professor de Finanças Fábio Gallo Garcia, que ministra aulas na Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Mas ele ressaltou que essa é a teoria, pois na prática é facultativo aos bancos determinar o quanto vão cobrar.

Procurada pela equipe do Diário, a Federação Brasileira de Bancos afirmou que o porta-voz para falar sobre redução de juros por conta da Selic não estava "com agenda disponível".

"Em relação ao corte, já devemos ter mudança nos empréstimos nesta semana", opinou o professor do laboratório de finanças da Fundação Instituto de Administração José Roberto Savoia. "Deverá ter ajuste sim. Até porque a concorrência entre eles deve expressar esse comportamento. Se um faz redução, os outros acabam seguindo". Ele acredita que as instituições públicas (Caixa e Banco do Brasil) deverão apresentar mais agressividade, ou seja, reduzir mais os juros.

EM ANDAMENTO - Quem mantém empréstimo não terá redução nas parcelas. Isso porque os juros já foram calculados no início da operação. As reduções são esperadas para os novos contratos. "Mas vai depender da classificação que os bancos tiverem sobre o cliente", alertou o pesquisador do Instituto Assaf Fabiano Guasti Lima, que também é professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Lima destacou que, por causa dos custos que os bancos têm com novas transações, é possível que o consumidor que pretende trocar de empréstimo não encontre taxas tão atraentes quanto as que ele já paga.




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