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Médicos esperam por crise ainda maior

Pesquisa aponta que 84,5% dos profissionais estão pessimistas com andamento da pandemia


Do Dgabc.com.br
Com agências

02/06/2020 | 23:55


A APM (Associação Paulista de Medicina) realizou, entre 15 e 25 de maio, pesquisa sobre os problemas e carências dos médicos no enfrentamento à Covid-19 e reflexos na assistência aos infectados. Os profissionais demonstraram pessimismo quanto ao futuro da crise em São Paulo e no Brasil e 84,5% consideram que ainda não atravessamos o pior da pandemia. A amostragem contou com participação de 2.808 profissionais de todo o País.

A pesquisa revelou que 75,3% dos médicos acreditam que o isolamento físico para tentar frear a contaminação do novo coronavírus é crucial. Outro dado importante revelado é que 96,6% admitem a possibilidade de faltar médicos na linha de frente.

Preocupa também o fato que diz respeito à integridade dos médicos: 58,5% já presenciaram ou souberam de casos de violência contra médicos e outros profissionais da saúde por conta da pandemia. O mais grave é que 17% desses episódios são de agressão física.

Aos profissionais foi indagado também se a rotina de atendimento a pacientes e a percepção deles condizem com os números oficiais de casos divulgados pelas autoridades de saúde, tanto de infectados quanto de óbitos. Foram 63% os que disseram que não.

Deficiências das mais diversas receberam apontamentos dos entrevistados pela pesquisa APM. Total de 33% dizem que faltam máscaras N95, PFF2 ou equivalente (N99, N100 ou PFF3) nos hospitais em que atendem. Para 18% há carência de leitos para pacientes que precisam de internação em UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Os médicos e profissionais da saúde não estão trabalhando com estrutura física/insumos adequados e segurança na opinião de 50,3% dos que responderam ao levantamento e estão atendendo pacientes com Covid-19.

Somente 58,7% dos médicos relatam que quando algum profissional da saúde tem manifestações clínicas que possam ser atribuídas à Covid-19 ele é sistematicamente submetido ao teste para confirmação diagnóstica, em todos os lugares onde trabalham.  



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Médicos esperam por crise ainda maior

Pesquisa aponta que 84,5% dos profissionais estão pessimistas com andamento da pandemia

Do Dgabc.com.br
Com agências

02/06/2020 | 23:55


A APM (Associação Paulista de Medicina) realizou, entre 15 e 25 de maio, pesquisa sobre os problemas e carências dos médicos no enfrentamento à Covid-19 e reflexos na assistência aos infectados. Os profissionais demonstraram pessimismo quanto ao futuro da crise em São Paulo e no Brasil e 84,5% consideram que ainda não atravessamos o pior da pandemia. A amostragem contou com participação de 2.808 profissionais de todo o País.

A pesquisa revelou que 75,3% dos médicos acreditam que o isolamento físico para tentar frear a contaminação do novo coronavírus é crucial. Outro dado importante revelado é que 96,6% admitem a possibilidade de faltar médicos na linha de frente.

Preocupa também o fato que diz respeito à integridade dos médicos: 58,5% já presenciaram ou souberam de casos de violência contra médicos e outros profissionais da saúde por conta da pandemia. O mais grave é que 17% desses episódios são de agressão física.

Aos profissionais foi indagado também se a rotina de atendimento a pacientes e a percepção deles condizem com os números oficiais de casos divulgados pelas autoridades de saúde, tanto de infectados quanto de óbitos. Foram 63% os que disseram que não.

Deficiências das mais diversas receberam apontamentos dos entrevistados pela pesquisa APM. Total de 33% dizem que faltam máscaras N95, PFF2 ou equivalente (N99, N100 ou PFF3) nos hospitais em que atendem. Para 18% há carência de leitos para pacientes que precisam de internação em UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Os médicos e profissionais da saúde não estão trabalhando com estrutura física/insumos adequados e segurança na opinião de 50,3% dos que responderam ao levantamento e estão atendendo pacientes com Covid-19.

Somente 58,7% dos médicos relatam que quando algum profissional da saúde tem manifestações clínicas que possam ser atribuídas à Covid-19 ele é sistematicamente submetido ao teste para confirmação diagnóstica, em todos os lugares onde trabalham.  

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