Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 15 de Julho

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Queda na confiança das famílias é a mais intensa da série histórica, diz CNC



27/05/2020 | 11:33


O Índice de Confiança das Famílias (ICF), que antecipa o potencial das vendas do comércio, registrou a maior queda de um mês para outro da série histórica iniciada em janeiro de 2010, informou a Confederação Nacional do Comércio (CNC). O índice caiu para 81,7 pontos na pesquisa de maio, contra 95,6 pontos em abril, registrando queda mensal de 13,1% e anual de 13,7%.

A perspectiva profissional das famílias também piorou este mês, atingindo também o pior nível da série histórica, com 88,1 pontos. Em relação ao mês anterior, a queda foi de 15,6%. Contra maio de 2019, cedeu 18,2%.

"Os resultados transparecem a incerteza das famílias em relação ao futuro profissional e representam a insegurança dos brasileiros com os próximos meses", disse em nota a economista da CNC responsável pelo estudo, Catarina Carneiro da Silva.

Pela primeira vez desde janeiro de 2018, a maior parte das famílias demonstrou uma perspectiva profissional negativa: 51,5%, contra 42,5% no mês anterior e 40,7% no mesmo período do ano passado.

Em maio, a parcela de consumidores que declarou não ser um bom momento para adquirir bens duráveis - como eletrodomésticos, eletrônicos, carros e imóveis - atingiu 70,1%, ante 60,7% no mês anterior, e dos 61,5% observados em maio de 2019. Esse indicador caiu 22,7% contra abril e 21,4% ante maio do ano passado, chegando a 52,9 pontos, o menor subíndice da pesquisa de maio.

O único subíndice medido pela CNC na pesquisa do ICF que ficou positivo em maio foi o acesso ao crédito, informou a entidade, que atingiu 93,5 pontos, 5,4% a mais do que em maio de 2019. Contra abril, no entanto, caiu 1,8%, após quatro meses seguidos de alta, o que já indica uma preocupação com o curto prazo, segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

"As taxas de juros cada vez mais baixas, com um nível inflacionário controlado, impactaram favoravelmente a percepção de acesso ao crédito. Contudo, o risco de maior inadimplência em virtude da crise provocada pela pandemia de Covid-19 contribuiu para a desaceleração do consumo", afirma Tadros.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Queda na confiança das famílias é a mais intensa da série histórica, diz CNC


27/05/2020 | 11:33


O Índice de Confiança das Famílias (ICF), que antecipa o potencial das vendas do comércio, registrou a maior queda de um mês para outro da série histórica iniciada em janeiro de 2010, informou a Confederação Nacional do Comércio (CNC). O índice caiu para 81,7 pontos na pesquisa de maio, contra 95,6 pontos em abril, registrando queda mensal de 13,1% e anual de 13,7%.

A perspectiva profissional das famílias também piorou este mês, atingindo também o pior nível da série histórica, com 88,1 pontos. Em relação ao mês anterior, a queda foi de 15,6%. Contra maio de 2019, cedeu 18,2%.

"Os resultados transparecem a incerteza das famílias em relação ao futuro profissional e representam a insegurança dos brasileiros com os próximos meses", disse em nota a economista da CNC responsável pelo estudo, Catarina Carneiro da Silva.

Pela primeira vez desde janeiro de 2018, a maior parte das famílias demonstrou uma perspectiva profissional negativa: 51,5%, contra 42,5% no mês anterior e 40,7% no mesmo período do ano passado.

Em maio, a parcela de consumidores que declarou não ser um bom momento para adquirir bens duráveis - como eletrodomésticos, eletrônicos, carros e imóveis - atingiu 70,1%, ante 60,7% no mês anterior, e dos 61,5% observados em maio de 2019. Esse indicador caiu 22,7% contra abril e 21,4% ante maio do ano passado, chegando a 52,9 pontos, o menor subíndice da pesquisa de maio.

O único subíndice medido pela CNC na pesquisa do ICF que ficou positivo em maio foi o acesso ao crédito, informou a entidade, que atingiu 93,5 pontos, 5,4% a mais do que em maio de 2019. Contra abril, no entanto, caiu 1,8%, após quatro meses seguidos de alta, o que já indica uma preocupação com o curto prazo, segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

"As taxas de juros cada vez mais baixas, com um nível inflacionário controlado, impactaram favoravelmente a percepção de acesso ao crédito. Contudo, o risco de maior inadimplência em virtude da crise provocada pela pandemia de Covid-19 contribuiu para a desaceleração do consumo", afirma Tadros.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;