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Grandes empresas francesas tentam reconquistar o Brasil



05/09/2010 | 07:15


As grandes empresas francesas se encontram em plena reconquista do Brasil, um dos tradicionais países de investimentos dos europeus, um pouco esquecido nos últimos 30 anos, mas que se tornou um mercado irresistível para os franceses por sua sue vitalidade econômica e os 200 milhões de habitantes.

"Historicamente o Brasil tem sido o Eldorado para os grupos franceses, até a crise dos anos 80", recorda Yann Lacroix, analista da seguradora de créditos Euler Hermes SFAC. "Desde o início dos anos 2000, está voltando a ser", completa Lacroix, ao citar a nova conjuntura.

De fato, apesar de grandes nomes da indústria francesa estarem presentes há muito tempo no Brasil, como o grupo químico Rhodia - desde 1919 - ou a Danone (1970), o desembarque aumentou na última década.

"Até 2001-2002, o Brasil sofria uma crise econômica e financeira a cada três ou quatro anos. Na última década, o país mudou de maneira fundamental; estamos diante de uma transformação espetacular", opina Bruno Vanier, diretor de gestão em Edmond da Rothschild Asset Management.

O Brasil é considerado atualmente um mercado com futuro para grupos tão diferentes como Vivendi, que adquiriu no fim de 2009 a operadora de telefonia e internet GVT; a cooperativa de açúcar Tereos, que comprou uma nova usina no Brasil em maio; ou a CNP Assurances, que vê no país latino-americano "uma espécie de refúgio no qual não existem os problemas que se encontram fora".

O grupo de serviços em informática Capgemini fez uma oferta de 500 milhões de euros (US$ 640 milhões) para assumir o controle de forma paulatina da líder brasileira do setor CPM Braxis, e a gigante da energia GDF Suez acaba de assinar um acordo de associação com a Eletrobras.

O Brasil integra o Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), o grupo de países emergentes "preferidos" das indústrias, com taxas de crescimento elevadas e desenvolvimentos de mercado internos potencialmente grandes.

Depois de sair praticamente ileso da crise econômica, o país goza de um nível de riqueza por habitante muito superior ao das outras nações do Bric, destaca Yann Lacroix. "É um país que está descobrindo o crédito ao consumidor e que tem criado muitos empregos", afirma Bruno Vanier.



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Grandes empresas francesas tentam reconquistar o Brasil


05/09/2010 | 07:15


As grandes empresas francesas se encontram em plena reconquista do Brasil, um dos tradicionais países de investimentos dos europeus, um pouco esquecido nos últimos 30 anos, mas que se tornou um mercado irresistível para os franceses por sua sue vitalidade econômica e os 200 milhões de habitantes.

"Historicamente o Brasil tem sido o Eldorado para os grupos franceses, até a crise dos anos 80", recorda Yann Lacroix, analista da seguradora de créditos Euler Hermes SFAC. "Desde o início dos anos 2000, está voltando a ser", completa Lacroix, ao citar a nova conjuntura.

De fato, apesar de grandes nomes da indústria francesa estarem presentes há muito tempo no Brasil, como o grupo químico Rhodia - desde 1919 - ou a Danone (1970), o desembarque aumentou na última década.

"Até 2001-2002, o Brasil sofria uma crise econômica e financeira a cada três ou quatro anos. Na última década, o país mudou de maneira fundamental; estamos diante de uma transformação espetacular", opina Bruno Vanier, diretor de gestão em Edmond da Rothschild Asset Management.

O Brasil é considerado atualmente um mercado com futuro para grupos tão diferentes como Vivendi, que adquiriu no fim de 2009 a operadora de telefonia e internet GVT; a cooperativa de açúcar Tereos, que comprou uma nova usina no Brasil em maio; ou a CNP Assurances, que vê no país latino-americano "uma espécie de refúgio no qual não existem os problemas que se encontram fora".

O grupo de serviços em informática Capgemini fez uma oferta de 500 milhões de euros (US$ 640 milhões) para assumir o controle de forma paulatina da líder brasileira do setor CPM Braxis, e a gigante da energia GDF Suez acaba de assinar um acordo de associação com a Eletrobras.

O Brasil integra o Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), o grupo de países emergentes "preferidos" das indústrias, com taxas de crescimento elevadas e desenvolvimentos de mercado internos potencialmente grandes.

Depois de sair praticamente ileso da crise econômica, o país goza de um nível de riqueza por habitante muito superior ao das outras nações do Bric, destaca Yann Lacroix. "É um país que está descobrindo o crédito ao consumidor e que tem criado muitos empregos", afirma Bruno Vanier.

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