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Um empate com sabor de goleada

Numa das reuniões do Memofut – Grupo Literatura e Memória do Futebol – o professor e jornalista Gustavo Carvalho reviveu momentos em que morou no Rudge Ramos. É ele o autor da crônica que abre Memória hoje focalizando o Estádio do Pacaembu que completa 80 anos


Ademir Medici

30/04/2020 | 07:00


Meu jogo inesquecível no Pacaembu: o Corinthians (meu time) jogava contra o São Paulo, em junho de 1988. Eu tinha de 10 para 11 anos e jogava futebol com amigos na quadra próxima à minha casa, no bairro Rudge Ramos, em São Bernardo.

Ouvi por relatos de amigos que o São Paulo estava ganhando por 2 a 0 e jogando melhor. Continuei jogando bola, mas meu amigo Renatão, não – ele estava grudado no rádio passando as informações a todos.

Aos 35 do segundo tempo, gol de Éverton – 2 a 1. Aos 46m22 do segundo tempo, Éverton empatou o jogo com um gol que depois, vendo o compacto da partida, pude ver que foi fantástico.

Renatão saiu gritando “2 a 2! 2 a 2!”, e nunca mais esqueci.

Este jogo memorável eu não acompanhei no Pacaembu, não assisti ao vivo pela TV (até porque nem passou), não ouvi passo a passo pelo rádio (exceto pelos relatos do Renatão) e meu time não venceu. Mas este empate, para os corintianos, valeu mais que uma goleada. E foi fundamental para o Corinthians vir a conquistar o Campeonato Paulista de 1988, pouco mais de um mês depois. Gustavo Carvalho

Em nome do pai

Não sou um católico praticante. Mas por força do hábito, e da educação que me deram meus avós, até hoje costumo fazer o sinal da cruz, automaticamente, todas as vezes em que passo diante de uma igreja. Certa vez me peguei fazendo isso também enquanto entrava no Pacaembu. Acho que a atitude dá uma ideia do que aquele local representa para mim: é sagrado. Celso Unzelte

PACAEMBU, 80 ANOS
Amanhã em Memória: eles acompanharam a inauguração do Pacaembu
 

Etianos
Lembranças dos que estudaram na Escola Técnica Industrial Lauro Gomes (ETILG), depois ETE e Etec, em São Bernardo

Rosane Pessoa Rocha
Eletrônica – Turma de 1984

Quando terminei a ETI, lembro ter em mãos uma lista de notas com o nome de todos os colegas da 3I – e não havia uma só pessoa que eu tivesse qualquer mágoa. O professor Claudio Lopes, de TC, disse que nunca mais teríamos amizades como aquelas, sem interesse, que na faculdade e no trabalho seria diferente – para mim, as palavras dele foram verdade.

Apesar dos convites para estágio, preferi fazer cursinho. Em 1986, entrei em engenharia elétrica, na Poli, mas nunca me senti no lugar certo. Comecei a dar aula no Colégio Brasília, em São Bernardo, larguei a engenharia e mudei para a matemática para ser professora.

Em 1999, fui morar em Fortaleza, fiz concurso para a CEF. Era apenas para passar um tempo, estou na Caixa até hoje.

A ETI me ensinou a ter uma responsabilidade fora do comum para adolescentes da nossa idade, além do amor pelo esporte. Não importa quantos anos fiquemos distantes, quando encontro um etiano do meu tempo parece que foi ontem.

Diário há meio século

Quinta-feira, 30 de abril de 1970; ano 12; edição 1222

Manchete – Terror ataca com bombas no Uruguai
Santo André – Avenida Portugal e Rua Bernardino de Campos ganhavam luminárias a vapor de mercúrio.
 

Em 30 de abril de...

1985 – Lançado o livro Memórias de um Andreense, de Holando Lacorte, no Bazar Emílio, em Santo André.
Nota – Há tempos o professor Alexandre Takara tenta publicar uma segunda edição deste belíssimo livro do saudoso Holando Lacorte.
Memória conseguiu a autorização da família. A Prefeitura criou um novo desenho gráfico da obra. O Singular demonstrou interesse em patrocinar. Quem sabe, um dia...
2015 – Prefeitura de Mauá inaugura o Arquivo Público Municipal, o primeiro aberto diretamente ao público. Endereço: Rua Cineasta Glauber Rocha, 4.000. Jardim Cerqueira Leite

Hoje

- Dia Nacional da Mulher
- Dia do Ferroviário

Santos do Dia

A Igreja celebra hoje a memória dos santos Lourenço de Novara, Hildegarda e Sofia.
onte: blog Franciscanos, Vida Cristã.



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Um empate com sabor de goleada

Numa das reuniões do Memofut – Grupo Literatura e Memória do Futebol – o professor e jornalista Gustavo Carvalho reviveu momentos em que morou no Rudge Ramos. É ele o autor da crônica que abre Memória hoje focalizando o Estádio do Pacaembu que completa 80 anos

Ademir Medici

30/04/2020 | 07:00


Meu jogo inesquecível no Pacaembu: o Corinthians (meu time) jogava contra o São Paulo, em junho de 1988. Eu tinha de 10 para 11 anos e jogava futebol com amigos na quadra próxima à minha casa, no bairro Rudge Ramos, em São Bernardo.

Ouvi por relatos de amigos que o São Paulo estava ganhando por 2 a 0 e jogando melhor. Continuei jogando bola, mas meu amigo Renatão, não – ele estava grudado no rádio passando as informações a todos.

Aos 35 do segundo tempo, gol de Éverton – 2 a 1. Aos 46m22 do segundo tempo, Éverton empatou o jogo com um gol que depois, vendo o compacto da partida, pude ver que foi fantástico.

Renatão saiu gritando “2 a 2! 2 a 2!”, e nunca mais esqueci.

Este jogo memorável eu não acompanhei no Pacaembu, não assisti ao vivo pela TV (até porque nem passou), não ouvi passo a passo pelo rádio (exceto pelos relatos do Renatão) e meu time não venceu. Mas este empate, para os corintianos, valeu mais que uma goleada. E foi fundamental para o Corinthians vir a conquistar o Campeonato Paulista de 1988, pouco mais de um mês depois. Gustavo Carvalho

Em nome do pai

Não sou um católico praticante. Mas por força do hábito, e da educação que me deram meus avós, até hoje costumo fazer o sinal da cruz, automaticamente, todas as vezes em que passo diante de uma igreja. Certa vez me peguei fazendo isso também enquanto entrava no Pacaembu. Acho que a atitude dá uma ideia do que aquele local representa para mim: é sagrado. Celso Unzelte

PACAEMBU, 80 ANOS
Amanhã em Memória: eles acompanharam a inauguração do Pacaembu
 

Etianos
Lembranças dos que estudaram na Escola Técnica Industrial Lauro Gomes (ETILG), depois ETE e Etec, em São Bernardo

Rosane Pessoa Rocha
Eletrônica – Turma de 1984

Quando terminei a ETI, lembro ter em mãos uma lista de notas com o nome de todos os colegas da 3I – e não havia uma só pessoa que eu tivesse qualquer mágoa. O professor Claudio Lopes, de TC, disse que nunca mais teríamos amizades como aquelas, sem interesse, que na faculdade e no trabalho seria diferente – para mim, as palavras dele foram verdade.

Apesar dos convites para estágio, preferi fazer cursinho. Em 1986, entrei em engenharia elétrica, na Poli, mas nunca me senti no lugar certo. Comecei a dar aula no Colégio Brasília, em São Bernardo, larguei a engenharia e mudei para a matemática para ser professora.

Em 1999, fui morar em Fortaleza, fiz concurso para a CEF. Era apenas para passar um tempo, estou na Caixa até hoje.

A ETI me ensinou a ter uma responsabilidade fora do comum para adolescentes da nossa idade, além do amor pelo esporte. Não importa quantos anos fiquemos distantes, quando encontro um etiano do meu tempo parece que foi ontem.

Diário há meio século

Quinta-feira, 30 de abril de 1970; ano 12; edição 1222

Manchete – Terror ataca com bombas no Uruguai
Santo André – Avenida Portugal e Rua Bernardino de Campos ganhavam luminárias a vapor de mercúrio.
 

Em 30 de abril de...

1985 – Lançado o livro Memórias de um Andreense, de Holando Lacorte, no Bazar Emílio, em Santo André.
Nota – Há tempos o professor Alexandre Takara tenta publicar uma segunda edição deste belíssimo livro do saudoso Holando Lacorte.
Memória conseguiu a autorização da família. A Prefeitura criou um novo desenho gráfico da obra. O Singular demonstrou interesse em patrocinar. Quem sabe, um dia...
2015 – Prefeitura de Mauá inaugura o Arquivo Público Municipal, o primeiro aberto diretamente ao público. Endereço: Rua Cineasta Glauber Rocha, 4.000. Jardim Cerqueira Leite

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