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Metalúrgicos já têm 47 mil em condições diferenciadas

Redução de jornada e de salários, contratos suspensos e férias estão entre medidas adotadas


Tauana Marin
do Diário do Grande ABC

21/04/2020 | 00:00


Os metalúrgicos do Grande ABC, que têm seu dia lembrado hoje, assim como trabalhadores dos variados segmentos da economia, enfrentam adaptações no chão de fábrica, devido às medidas de combate à Covid-19. Ao menos 47 mil já estão em condições especiais de trabalho.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, da base de 66,8 mil funcionários, 45 mil já estão parados entre férias e suspensão de contrato. As mudanças são possíveis por meio da Medida Provisória 936/2020, que permite programa emergencial para manter empregos por meio da redução de jornada e salários ou suspensão de contratos, e cria benefício emergencial para o trabalhador. Na conta do governo, 24,5 milhões de trabalhadores serão afetados e, por isso, terão direito ao benefício.

Os funcionários da Volkswagen, por exemplo, após negociação, terão suas jornadas reduzidas, assim como seus salários – cerca de 30%. “O cenário é muito complicado, estamos em uma fase de reconstrução e de termos um olhar voltado ao coletivo”, destaca Wagner Lima, coordenador da CSE (Comissão Sindical de Empresa), braço do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC dentro da montadora.

Já na base do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, dos 13 mil funcionários, cerca de 2.000 estão com contratos suspensos. “Cerca de 70% do valor que passam a receber é pago pelo governo, tendo como base o valor do seguro-desemprego. Os outros 30% são pagos pela empresa, algumas chegam a 40%. Outros estão de banco de horas ou férias coletivas. É forma de não desligar essas pessoas”, relata o diretor do sindicato Adilson Torres, o Sapão.

Na lista das empresas que adotaram a suspensão do contrato estão a Paranapanema e a Fundição Tupi. Segundo Sapão, para um funcionário que recebe cerca de R$ 2.000, a perda será de 10% da renda. “Essa restrição por conta do coronavírus tem deixado a produção parada. Por isso, nas próximas semanas, outras empresas devem tomar a mesma atitude na cidade”, conta Sapão.

O Diário também tentou contato com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, no entanto, até o fechamento desta edição, não teve retorno. Até o momento, a GM (General Motors), montadora norte-americana com sede na cidade, vai aplicar a medida anunciada pelo governo federal. 



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