Luto Político foi chefe do Executivo em dois mandatos e inaugurou o Paço na década de 1970
Banco de dados/Fioravante (à esq.) era professor

Prefeito de Mauá entre 1973 e 1977 e de 1989 a 1992, Amaury Fioravanti morreu na noite desta segunda-feira (20), aos 88 anos. Familiares relataram que o político morreu de insuficiência respiratória devido à idade. Ele deixa um filho, Amaury Fioravanti Júnior.
Nascido em Tabapuã, no Interior do Estado, ele chegou a Mauá nos anos 1960. Em 1972, o professor de formação se elegeu prefeito pela primeira vez. Esse mandato ficou marcado pela inauguração do Paço de Mauá, na Avenida João Ramalho.
Fioravanti retornou ao comando do Executivo de Mauá na eleição de 1988, em um pleito acirrado. Venceu José Carlos Grecco (que viria a se eleger prefeito em 1992) por 133 votos de diferença – aquela corrida eleitoral contou ainda com a participação de Oswaldo Dias (PT), que foi prefeito da cidade em três oportunidades. Neste mandato, foi responsável por contrair empréstimo junto à Caixa para canalização dos córregos Bocaina e Corumbé, negociação que se transformou em um dos maiores passivos da cidade devido ao não pagamento das parcelas nos anos seguintes.
Em 1996, foi vice do empresário Paulo Bio, em eleição vencida por Oswaldo. Curiosamente, naquele pleito, ele foi alvo de fake news sobre um suposto atentado que teria resultado em sua morte. Tentou transferir seu espólio eleitoral ao filho, que chegou a ser secretário de Desenvolvimento Econômico no fim dos anos 2000.
Familiares disseram ao Diário que o corpo do ex-prefeito deve ser cremado nesta terça-feira, como recomendação sanitária pela pandemia do novo coronavírus. Também não haverá velório, pela mesma orientação de saúde.
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