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Afastado, Mário de Abreu já custou R$ 255 mil à Câmara

Fora do cargo desde 2018, vereador é acusado de encabeçar esquema de venda de licenças


Daniel Tossato
Diário do Grande ABC

28/03/2020 | 23:59


Fora da Câmara de São Bernardo desde agosto de 2018, o vereador afastado e ex-secretário de Meio Ambiente Mário de Abreu (ex-PSDB) já custou R$ 255 mil aos cofres da cidade. O valor refere-se apenas ao subsídio bruto recebido em dia pelo parlamentar, apesar de suspenso do mandato mediante decisão judicial. O ex-tucano responde a crime de corrupção por suspeita de encabeçar esquema de venda de licenças ambientais na época em que estava no alto escalão do governo Orlando Morando (PSDB).

Parlamentar em São Bernardo tem contracheques no valor de R$ 15.031 mensais. De acordo com lista de pagamento da folha salarial do Legislativo, a qual o Diário teve acesso, Mário de Abreu ainda aparece entre os nomes daqueles que atuam na Câmara, com vencimentos integrais. A Justiça, na ocasião, determinou afastamento do ex-tucano, acatando pedido do Ministério Público. A recomendação, porém, não determinava prejuízo da remuneração do vereador. Diante do cenário, ele tem recebido subsídio normalmente nestes 17 meses de hiato.

O presidente do Legislativo são-bernardense, Juarez Tudo Azul (PSDB), alegou que, como não houve decisão judicial para impedir o pagamento do colega, o Parlamento não pode a rigor adotar algum tipo de intervenção contrária. Pelo menos, em um primeiro momento. “Essa decisão foi tomada durante a gestão do outro presidente (do vereador Ramon Ramos, que morreu no ano passado após acidente de carro). Houve entendimento do juiz ao manter o salário de Mário de Abreu”, alegou.

Ex-advogado de Morando, Abreu foi principal alvo da Operação Barbatanas, conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), quando ele integrava o secretariado do tucano. Exonerado do posto, retomou o mandato, mas foi afastado na sequência e teve pedido de prisão – ele ficou foragido até conseguir habeas corpus. O desdobramento da operação resultou em investigação na Secretaria de Serviços Urbanos, chefiada pelo vice-prefeito Marcelo Lima (PSD).

VIZINHA - O caso de Abreu é parecido com o da vereadora Elian Santana (SD), também afastada, de Santo André. Ela entrou na mira da Operação Barbour, que investiga esquema de fraudes no cadastro do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Por outro lado, a parlamentar está sem receber salários desde junho do ano passado – a remuneração, assim como em São Bernardo, é de R$ 15 mil. No caso dela, ação popular requisitou a suspensão dos vencimentos. A Justiça reformou decisão em relação aos subsídios da vereadora.
Elian chegou a ficar presa – no fim de 2018 – por 18 dias. Foi liberada por meio de habeas corpus. Desde então, não retornou ao mandato. 



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Afastado, Mário de Abreu já custou R$ 255 mil à Câmara

Fora do cargo desde 2018, vereador é acusado de encabeçar esquema de venda de licenças

Daniel Tossato
Diário do Grande ABC

28/03/2020 | 23:59


Fora da Câmara de São Bernardo desde agosto de 2018, o vereador afastado e ex-secretário de Meio Ambiente Mário de Abreu (ex-PSDB) já custou R$ 255 mil aos cofres da cidade. O valor refere-se apenas ao subsídio bruto recebido em dia pelo parlamentar, apesar de suspenso do mandato mediante decisão judicial. O ex-tucano responde a crime de corrupção por suspeita de encabeçar esquema de venda de licenças ambientais na época em que estava no alto escalão do governo Orlando Morando (PSDB).

Parlamentar em São Bernardo tem contracheques no valor de R$ 15.031 mensais. De acordo com lista de pagamento da folha salarial do Legislativo, a qual o Diário teve acesso, Mário de Abreu ainda aparece entre os nomes daqueles que atuam na Câmara, com vencimentos integrais. A Justiça, na ocasião, determinou afastamento do ex-tucano, acatando pedido do Ministério Público. A recomendação, porém, não determinava prejuízo da remuneração do vereador. Diante do cenário, ele tem recebido subsídio normalmente nestes 17 meses de hiato.

O presidente do Legislativo são-bernardense, Juarez Tudo Azul (PSDB), alegou que, como não houve decisão judicial para impedir o pagamento do colega, o Parlamento não pode a rigor adotar algum tipo de intervenção contrária. Pelo menos, em um primeiro momento. “Essa decisão foi tomada durante a gestão do outro presidente (do vereador Ramon Ramos, que morreu no ano passado após acidente de carro). Houve entendimento do juiz ao manter o salário de Mário de Abreu”, alegou.

Ex-advogado de Morando, Abreu foi principal alvo da Operação Barbatanas, conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), quando ele integrava o secretariado do tucano. Exonerado do posto, retomou o mandato, mas foi afastado na sequência e teve pedido de prisão – ele ficou foragido até conseguir habeas corpus. O desdobramento da operação resultou em investigação na Secretaria de Serviços Urbanos, chefiada pelo vice-prefeito Marcelo Lima (PSD).

VIZINHA - O caso de Abreu é parecido com o da vereadora Elian Santana (SD), também afastada, de Santo André. Ela entrou na mira da Operação Barbour, que investiga esquema de fraudes no cadastro do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Por outro lado, a parlamentar está sem receber salários desde junho do ano passado – a remuneração, assim como em São Bernardo, é de R$ 15 mil. No caso dela, ação popular requisitou a suspensão dos vencimentos. A Justiça reformou decisão em relação aos subsídios da vereadora.
Elian chegou a ficar presa – no fim de 2018 – por 18 dias. Foi liberada por meio de habeas corpus. Desde então, não retornou ao mandato. 

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