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Empresa cobra R$ 400 para emitir laudo


Marcelo de Paula
Do Diário do Grande ABC

19/09/2007 | 07:04


Embora a emissão de laudo que comprove o direito à aposentadoria especial tenha de ser feita gratuitamente pela empresa, mesmo que falida, o segurado Antônio Benedito Reverte, 55 anos, de Santo André, foi informado que teria de pagar R$ 400 para obter o documento.

A dificuldade de se obter a documentação ocorre porque a empresa Motores Búfalo, onde Reverte trabalhou,faliu há anos. Ele, então, procurou saber quem ficou como síndico responsável pela massa falida e descobriu que é o advogado Alfredo Luiz Kugelmas.

“Telefonei para o escritório dele e fui informado que quem estava emitindo a documentação é uma empresa de Diadema, a Royal Chamber, que me cobrou R$ 400 para fornecer o laudo”, afirmou o segurado.

A reportagem do Diário tentou falar com Kugelmas, mas uma funcionária que se identificou pelo nome de Patrícia, disse que ele não daria entrevista.

Assessoria - O proprietário da Royal Chamber, Vanderlei Patrício, disse, por telefone, que sua empresa apenas presta assessoria na área previdenciária e que cobra R$ 350, sendo 50% no ato e o restante após a emissão do documento.

“Somos apenas um intermediário entre o empregado e o engenheiro do trabalho, que atuou na Motores Búfalo e é quem tem toda a documentação da empresa. O dinheiro cobrado, na realidade, é para o engenheiro, pois o trabalho é todo dele. Não há nada de ilegal, os laudos são verdadeiros e o INSS tem aceitado todos”, afirmou Patrício.

O INSS, por meio de sua assessoria, informou que a legislação previdenciária não contempla nenhum tipo de cobrança com relação à obtenção de documentos de empresas que faliram.

“Para mim, disseram que era R$ 400 e eu não posso pagar isso. Sem o laudo vou perder cerca de um terço do valor a que tenho direito”, reclamou Reverte.



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Empresa cobra R$ 400 para emitir laudo

Marcelo de Paula
Do Diário do Grande ABC

19/09/2007 | 07:04


Embora a emissão de laudo que comprove o direito à aposentadoria especial tenha de ser feita gratuitamente pela empresa, mesmo que falida, o segurado Antônio Benedito Reverte, 55 anos, de Santo André, foi informado que teria de pagar R$ 400 para obter o documento.

A dificuldade de se obter a documentação ocorre porque a empresa Motores Búfalo, onde Reverte trabalhou,faliu há anos. Ele, então, procurou saber quem ficou como síndico responsável pela massa falida e descobriu que é o advogado Alfredo Luiz Kugelmas.

“Telefonei para o escritório dele e fui informado que quem estava emitindo a documentação é uma empresa de Diadema, a Royal Chamber, que me cobrou R$ 400 para fornecer o laudo”, afirmou o segurado.

A reportagem do Diário tentou falar com Kugelmas, mas uma funcionária que se identificou pelo nome de Patrícia, disse que ele não daria entrevista.

Assessoria - O proprietário da Royal Chamber, Vanderlei Patrício, disse, por telefone, que sua empresa apenas presta assessoria na área previdenciária e que cobra R$ 350, sendo 50% no ato e o restante após a emissão do documento.

“Somos apenas um intermediário entre o empregado e o engenheiro do trabalho, que atuou na Motores Búfalo e é quem tem toda a documentação da empresa. O dinheiro cobrado, na realidade, é para o engenheiro, pois o trabalho é todo dele. Não há nada de ilegal, os laudos são verdadeiros e o INSS tem aceitado todos”, afirmou Patrício.

O INSS, por meio de sua assessoria, informou que a legislação previdenciária não contempla nenhum tipo de cobrança com relação à obtenção de documentos de empresas que faliram.

“Para mim, disseram que era R$ 400 e eu não posso pagar isso. Sem o laudo vou perder cerca de um terço do valor a que tenho direito”, reclamou Reverte.

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