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Possibilidade de chuva deixa Mauá em estado de alerta

Cidades de Sto.André e Ribeirão Pires estão em atenção; Defesa Civil estadual mapeia 164 áreas de risco


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

04/03/2020 | 00:01


As escadas são íngremes e estão enlameadas e escorregadias. É por elas que, todos os dias, os moradores das vielas no fim da Avenida Guilherme Polidoro, no Jardim Zaíra 4, em Mauá, sobem e descem indo e voltando do trabalho, da escola, de seus compromissos. Construídas junto ao morro, as casas vão se equilibrando umas nas outras. Em fevereiro do ano passado, deslizamento de terra destruiu duas residências e obrigou a Defesa Civil a interditar 42 imóveis. A maioria já está ocupada de novo. A cidade está em estado de alerta, devido à possibilidade de fortes chuvas e novos deslizamentos. O relatório, emitido pela Defesa Civil estadual, também coloca em estado de atenção Santo André e Ribeirão Pires.

Uma das casas que foram desocupadas no Jardim Zaíra 4 é a nova residência, há menos de um ano, da desempregada Edvanda Macedo Bastos, 57. Sem condições de pagar os R$ 350 de aluguel de uma casa na própria comunidade, se mudou para um imóvel que estava vago. “Aqui pelo menos não pago nada. Sei que é muito perigoso, mas Deus sabe o que faz”, afirma.

A família de Aparecida Gonçalves, 48, passou uma semana dormindo na igreja do bairro quando houve o deslizamento do ano passado e a residência foi interditada. A dona de casa relatou que, quando compraram o imóvel, há três anos, não foram informados que se tratava de área de risco. “A gente reformou tudo, depois meu filho casou e construiu em cima”, explicou. Se houvesse condições, pontua a munícipe, todos se mudavam de lá. “Mas a gente não tem para onde ir”, afirmou Aparecida, ao lado do neto Yan, 2 anos.

Desde o dia 1º de novembro e até 31 de março, a Defesa Civil estadual monitora 164 áreas de risco na região, dentro da Operação Chuvas de Verão. O mapeamento dos locais críticos foi feito com base em informações prestadas pelas próprias administrações e leva em conta cenário observado entre 2005 e 2014.

A Prefeitura de Mauá informou que a equipe da Defesa Civil está em situação de prontidão, realizando monitoramento das áreas de risco e acompanhando os índices pluviométricos, além do sistema de radares meteorológicos.

Santo André relatou que existe trabalho conjunto entre as secretarias municipais em reuniões periódicas com os interlocutores comunitários de áreas de risco. O objetivo é que moradores, quando capacitados pela Defesa Civil, se tornem os fiscalizadores das situações de risco nos seus bairros e contribuam na comunicação e acompanhamento mais rápido e eficiente. Munícipes podem mandar a mensagem “Quero receber o alerta de chuva” para o número (11) 99584-5372 para se manterem informados.

Ribeirão Pires informou que equipes de diferentes setores estão mobilizadas para o atendimento de eventuais ocorrências e em ações preventivas, e que a fiscalização e o monitoramento de áreas de risco, com especial atenção às R3 e R4 (maior risco de deslizamentos de terra), foram reforçados.



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