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Não se chuta cachorro morto, diz ex-vereador sobre rachadinha

Reinaldo Meira nega prática investigada e atribui denúncias a perseguição política


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

29/02/2020 | 00:01


Ex-vereador de Diadema, Reinaldo Meira (DEM) negou ter cobrado de assessores devolução de parte dos salários, prática conhecida como rachadinha, na época em que exercia mandato, entre 2013 e 2016. O Diário mostrou na quarta-feira que o democrata virou réu na Justiça, em processo movido pelo Ministério Público, em que é acusado de ter embolsado cerca de R$ 13 mil, extraídos dos auxiliares.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Reinaldo atribuiu as denúncias à perseguição política. “Este ano é eleitoral. Tem aquele ditado que diz: ‘Ninguém chuta cachorro morto’. Estou muito à vontade. Só é uma pena que, quando a gente se defende, quando vem a prova de que você não deve nada, ninguém compartilha com a mesma intensidade (que divulgou as denúncias)”, afirmou o ex-parlamentar, que perdeu a reeleição em 2016 – recebeu 2.393 votos.

Segundo o MP, Reinaldo cobrava pedágio, de R$ 500 a R$ 800, dos salários de três dos seus assessores – eles confirmaram a conduta ao MP. A prática, de acordo com a denúncia, foi adotada tanto no gabinete do parlamentar na Câmara quanto no governo Lauro Michels (PV), através de cargos comissionados indicados pelo democrata. Os valores eram entregues pelos assessores a Célia Maria Francisca dos Santos, outra auxiliar de Reinaldo que era responsável por levar o dinheiro ao então vereador.

O juiz André Mattos Soares, da Vara da Fazenda Pública, negou liminar para bloquear os bens do ex-parlamentar, mas determinou a procura do paradeiro do democrata via sistema Bacenjud (mecanismo de comunicação eletrônica entre a Justiça e os bancos no País). “Não devo nada, já devem ter quebrado meu sigilo bancário. Se não quebraram, tem que quebrar, desde o meu nascimento. (Quebrem) Sigilo telefônico, pode fazer o que for. Este é um ano eleitoral, o pessoal vai inventar isso de mim mesmo porque eu sou da classe pobre, sou uma pessoa que entrei pobre para vereador. Só que o que aconteceu é que eu fiquei mais pobre. Meu maior orgulho foi ter saído mais pobre (do mandato). Se eu tivesse saído rico, eu teria de fato feito isso que estão falando aí.” 



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Não se chuta cachorro morto, diz ex-vereador sobre rachadinha

Reinaldo Meira nega prática investigada e atribui denúncias a perseguição política

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

29/02/2020 | 00:01


Ex-vereador de Diadema, Reinaldo Meira (DEM) negou ter cobrado de assessores devolução de parte dos salários, prática conhecida como rachadinha, na época em que exercia mandato, entre 2013 e 2016. O Diário mostrou na quarta-feira que o democrata virou réu na Justiça, em processo movido pelo Ministério Público, em que é acusado de ter embolsado cerca de R$ 13 mil, extraídos dos auxiliares.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Reinaldo atribuiu as denúncias à perseguição política. “Este ano é eleitoral. Tem aquele ditado que diz: ‘Ninguém chuta cachorro morto’. Estou muito à vontade. Só é uma pena que, quando a gente se defende, quando vem a prova de que você não deve nada, ninguém compartilha com a mesma intensidade (que divulgou as denúncias)”, afirmou o ex-parlamentar, que perdeu a reeleição em 2016 – recebeu 2.393 votos.

Segundo o MP, Reinaldo cobrava pedágio, de R$ 500 a R$ 800, dos salários de três dos seus assessores – eles confirmaram a conduta ao MP. A prática, de acordo com a denúncia, foi adotada tanto no gabinete do parlamentar na Câmara quanto no governo Lauro Michels (PV), através de cargos comissionados indicados pelo democrata. Os valores eram entregues pelos assessores a Célia Maria Francisca dos Santos, outra auxiliar de Reinaldo que era responsável por levar o dinheiro ao então vereador.

O juiz André Mattos Soares, da Vara da Fazenda Pública, negou liminar para bloquear os bens do ex-parlamentar, mas determinou a procura do paradeiro do democrata via sistema Bacenjud (mecanismo de comunicação eletrônica entre a Justiça e os bancos no País). “Não devo nada, já devem ter quebrado meu sigilo bancário. Se não quebraram, tem que quebrar, desde o meu nascimento. (Quebrem) Sigilo telefônico, pode fazer o que for. Este é um ano eleitoral, o pessoal vai inventar isso de mim mesmo porque eu sou da classe pobre, sou uma pessoa que entrei pobre para vereador. Só que o que aconteceu é que eu fiquei mais pobre. Meu maior orgulho foi ter saído mais pobre (do mandato). Se eu tivesse saído rico, eu teria de fato feito isso que estão falando aí.” 

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