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Triste aniversário


Do Diário do Grande ABC

19/02/2020 | 09:20


Um ano atrás foi dada a notícia de que a Ford não tinha mais interesse em prosseguir no segmento de caminhões na América do Sul e que, em razão disso, iria encerrar as atividades na fábrica do Taboão, em São Bernardo. O comunicado foi seguido de mobilização em busca de uma forma de evitar que pelo menos parte de cerca de 2.000 trabalhadores da planta perdesse os empregos.


O Sindicato dos Metalúrgicos agiu como de costume. Mobilizou os operários, fez passeata pela cidade e tentou falar com a direção da empresa no País. Como não obteve êxito, então partiu para a matriz, nos Estados Unidos. Os dirigentes voltaram sem grandes esperanças de continuidade após a conversa.


O governo de São Paulo também mostrou-se determinado. Porém, com atuação no sentido de arrumar um comprador. Assim como a Prefeitura de São Bernardo.

Por mais de uma vez foram dados prazos para a conclusão do negócio, que apontava na direção da aquisição pela Caoa, que utilizaria as linhas de montagem para a fabricação de veículos de marca chinesa. O tempo passou e as tratativas amainaram no momento em que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) recusou-se a emprestar o dinheiro necessário para a transação.


Daí para frente, tanto Estado quanto Prefeitura, que sempre colocaram-se como protagonistas, recuaram – para não dizer que se retiraram de campo – e, desde então, lavam as mãos diante do caso.


Com o fracasso das tratativas, a produção parou definitivamente no fim do ano. Os operários foram dispensados e muitos tentam buscar novos rumos. Seja com negócios próprios ou mesmo atuando como motoristas de aplicativo.


Os sindicalistas dizem que faltou mobilização por parte dos governos federal e estadual. E até mesmo das cidades vizinhas a São Bernardo. O Palácio dos Bandeirantes e o Paço são-bernardense, antes exultantes, agora limitam-se a relatar que não têm novidade alguma sobre o caso.  



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Triste aniversário

Do Diário do Grande ABC

19/02/2020 | 09:20


Um ano atrás foi dada a notícia de que a Ford não tinha mais interesse em prosseguir no segmento de caminhões na América do Sul e que, em razão disso, iria encerrar as atividades na fábrica do Taboão, em São Bernardo. O comunicado foi seguido de mobilização em busca de uma forma de evitar que pelo menos parte de cerca de 2.000 trabalhadores da planta perdesse os empregos.


O Sindicato dos Metalúrgicos agiu como de costume. Mobilizou os operários, fez passeata pela cidade e tentou falar com a direção da empresa no País. Como não obteve êxito, então partiu para a matriz, nos Estados Unidos. Os dirigentes voltaram sem grandes esperanças de continuidade após a conversa.


O governo de São Paulo também mostrou-se determinado. Porém, com atuação no sentido de arrumar um comprador. Assim como a Prefeitura de São Bernardo.

Por mais de uma vez foram dados prazos para a conclusão do negócio, que apontava na direção da aquisição pela Caoa, que utilizaria as linhas de montagem para a fabricação de veículos de marca chinesa. O tempo passou e as tratativas amainaram no momento em que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) recusou-se a emprestar o dinheiro necessário para a transação.


Daí para frente, tanto Estado quanto Prefeitura, que sempre colocaram-se como protagonistas, recuaram – para não dizer que se retiraram de campo – e, desde então, lavam as mãos diante do caso.


Com o fracasso das tratativas, a produção parou definitivamente no fim do ano. Os operários foram dispensados e muitos tentam buscar novos rumos. Seja com negócios próprios ou mesmo atuando como motoristas de aplicativo.


Os sindicalistas dizem que faltou mobilização por parte dos governos federal e estadual. E até mesmo das cidades vizinhas a São Bernardo. O Palácio dos Bandeirantes e o Paço são-bernardense, antes exultantes, agora limitam-se a relatar que não têm novidade alguma sobre o caso.  

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